JANELAS PARA O MUNDO › 20/05 EUA: Festival Rock On The Range (Jason Squires)

6 fotos, 6 mulheres

São seis fo­tos ines­que­cí­veis que têm em co­mum o facto de te­rem sido ti­ra­das por mu­lhe­res ou, quando não foi o caso, te­rem uma mu­lher como prin­ci­pal pro­ta­go­nista.
Da mu­lher que en­fren­tou as ba­las para fo­to­gra­far uma guerra à que en­fren­tou a fú­ria de um com­pa­nheiro ciu­mento, as fo­tos do­cu­men­tam mo­men­tos bi­zar­ros, trá­gi­cos, in­qui­e­tan­tes, de vá­rias épo­cas e mun­dos, ima­gens di­fí­ceis de di­ge­rir, se ca­lhar, mas to­das marcantes.

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Chem­trails: a conspiração que paira sobre nós

Obélix era um bravo gau­lês com um único re­ceio: que o Céu lhe caísse so­bre a ca­beça. Os «bra­vos» do sé­culo XXI olham para os aviões e re­ceiam que os ras­tos de con­den­sa­ção for­ma­dos pelo va­por de água se­jam, na re­a­li­dade, subs­tân­cias quí­mi­cas fei­tas para en­ve­ne­nar a po­pu­la­ção e torná-la de­pen­dente de [in­se­rir or­ga­ni­za­ção ma­qui­a­vé­lica neste es­paço].
Haverá fumo sem fogo? A res­posta é óbvia.

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Norbert Stein e o jazz patafísico

Norbert Stein é o her­deiro de Alfred Jarry no jazz.
Com o sa­xo­fo­nista e com­po­si­tor ale­mão a Patafísica do au­tor de «Ubu Roi» transforma-se numa Patamúsica de alto ga­ba­rito. O seu pro­jeto tem mais um, e bri­lhante, epi­só­dio: o disco «Pata on the Cadillac». Nele per­du­ram os va­po­res de ab­sinto do tempo do dra­ma­turgo e po­eta em que se ins­pira, bem como o mesmo gosto pelo absurdo…

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Sob o signo de Ballard

Volto aqui a pe­gar em J.G. Ballard e no fe­nó­meno hi­ki­ko­mori para vos fa­lar de dois no­vos lan­ça­men­tos: «Irregular Characters», de Marc Behrens, e «Mundo de Cristal, Máquina da Selva», de HHY & Beast Box.
Dois do­cu­men­tos bal­lar­di­a­nos que mos­tram como os nos­sos es­pa­ços têm min­guado e es­ta­mos cada vez mais a mo­rar den­tro das nos­sas ca­be­ças. Vivos, mas mortos…

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A noite em que julgámos ter descoberto ET’s

Quando o as­tró­nomo Jerry Ehman, vo­lun­tá­rio do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), no­tou a sequên­cia 6EQUJ5 nos da­dos re­co­lhi­dos pelo te­les­có­pio, fi­cou tão im­pres­si­o­nado que tra­çou uma li­nha ver­me­lha à volta dos nú­me­ros e, ao lado, es­cre­veu: «Uau!» (Wow!)
Ehman ti­nha boas ra­zões para tanta co­mo­ção: 6EQUJ5 po­dia sig­ni­fi­car que ex­tra­ter­res­tres es­ta­vam a enviar-nos uma mensagem.

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Bicicleta em LX

Gosto muito da mi­nha ci­dade. Ver a forma como nos últi­mos anos o nú­mero de bi­ci­cle­tas tem vindo a au­men­tar é muito agra­dá­vel. Provavelmente é uma im­pos­si­bi­li­dade, mas gosto de ima­gi­nar que um dia ao che­gar a Lisboa o nú­mero de bi­ci­cle­tas a cir­cu­lar será su­pe­rior ao nú­mero de car­ros.
O que se se­gue é o meu pe­queno bloco-de-notas vi­sual: BicicletaEmLX.

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→ 16/01/2013 @17:56

Um sonho, um saxofone e um comboio

Kristoff K. Roll

Kristoff K. Roll

Proponente da cons­ti­tui­ção de uma Internacional Sonora, com to­das as im­pli­ca­ções po­lí­ti­cas que se queira disso re­ti­rar, o duo fran­cês Kristoff K. Roll habituou-nos a dele es­pe­rar uma mú­sica de vi­a­gem pelo mundo e pe­los seus sons. Os da na­tu­reza, mas, so­bre­tudo, aque­les que re­sul­tam do bu­lí­cio humano.

Foi as­sim com «Corazón Road», de­pois de uma vi­sita à re­vo­lu­ção za­pa­tista de Chiapas, no México, o mesmo ter­ri­tó­rio ín­dio vi­si­tado por José Saramago com a cu­ri­o­si­dade que trouxe Jean-Paul Sartre a Lisboa no pós-25 de Abril.

E foi as­sim tam­bém com «Le Petit Bruit d’à Cótê du Coeur du Monde», mapa so­noro de África em que, por exem­plo, ou­vi­mos um for­mi­dá­vel des­pi­que en­tre um com­boio a va­por e o sa­xo­fone ba­rí­tono de Daunik Lazro – este tam­bém um vi­si­tante de Portugal aquando da Revolução dos Cravos, para con­cer­tos com o grupo Plexus de Carlos “Zíngaro”.

Esses con­cer­tos ter­mi­na­vam sem­pre com uma in­ter­pre­ta­ção jaz­zi­fi­cada da Internacional, não a Sonora, mas a ou­tra, his­tó­rica, fun­dada por Karl Marx e Mikhail Bakunine.

Agora, Carole Rieussec e Jean-Christoph Camps convidam-nos a uma vi­a­gem in­te­rior, apa­ren­te­mente in­di­vi­du­a­lista, vi­rada para den­tro, mas no­va­mente com im­pli­ca­ções so­ci­ais. «À l’Ombre des Ondes» apresenta-se como uma «sesta áu­dio», para ou­vir dei­tado com auscultadores.

Deitado, mas não na nossa cama ou no sofá. A au­di­ção deste disco tem um modo de uso, e este re­co­menda que se es­co­lha um lo­cal pú­blico ou ao ar li­vre, onde o olhar possa di­va­gar e haja, já por si, uma pai­sa­gem sonora.

Algo de dis­tinto do que vem pro­pondo na área das mú­si­cas ele­tro­a­cús­ti­cas o equi­vo­cado Robert Rich, cu­jas atu­a­ções são acom­pa­nha­das pela re­co­men­da­ção de que os es­pe­ta­do­res le­vem sacos-cama. O pro­pó­sito é fazê-los dor­mir, quando o que os dois Kristoff K. Roll pre­ten­dem é que so­nhem acordados.

Não se pro­põe um des­li­ga­mento do mundo, mas tão-só que o mundo passe para se­gundo plano, que seja um ce­ná­rio, per­mi­tindo que aten­te­mos, com uma des­con­tra­ção con­tem­pla­tiva, nos nos­sos sen­ti­dos e nos nos­sos me­ca­nis­mos de perceção.

Mais uma vez, Rieussec e Camps fa­zem a ponte en­tre a muito gau­lesa Acousmatique, fór­mula cri­ada por Pierre Schaeffer que se de­fine pelo facto de os sons ou­vi­dos não cor­res­pon­de­rem ao que os olhos vêem, e a norte-americana Live Electronics, ou seja, ele­tró­nica to­cada ao vivo e em tempo real, vulgo im­pro­vi­sada — algo de de­li­ci­o­sa­mente pa­ra­do­xal, já que a dita acus­má­tica é uma mú­sica «en­la­tada». Na sua pri­meira ver­são, a da mú­sica con­creta, es­tava en­cer­rada em fita mag­né­tica e com a evo­lu­ção da tec­no­lo­gia pas­sou para o disco rí­gido do computador.

 

A Chiapas que ha­via em nós

Jean-Christophe Camps

Jean-Christophe Camps

Neste pro­cesso de mu­dança do gra­va­dor de bo­bi­nas para o lap­top houve, ne­ces­sa­ri­a­mente, uma troca de paradigmas.

O pri­meiro era o da rá­dio, en­ten­dendo esta cada som como uma ima­gem de um «ci­nema para os ou­vi­dos», e o atual é já o da sé­tima arte pro­pri­a­mente dita, rá­dio com fi­gu­ras ani­ma­das, se bem que com a au­to­no­mi­za­ção das ima­gens so­no­ras e das ima­gens vi­su­ais tra­zi­das pelo de­sen­vol­vi­mento da se­mió­tica au­di­o­vi­sual. Para a qual, acrescente-se, o ví­deo muito contribuiu.

Este é o campo de te­o­ri­za­ção pre­di­leto de Michel Chion, com­po­si­tor ele­tró­nico de França que se dis­tin­guiu, so­bre­tudo, pela sua pro­fusa obra en­saís­tica. Curiosamente, os seus li­vros in­ci­dem mais so­bre o ci­nema, e so­bre o som no ci­nema, do que so­bre a mú­sica e a eletroacústica.

De Charles Chaplin a David Lynch, com al­guma es­pe­cial aten­ção a Stanley Kubrick pelo meio, a sua pena foi de­no­tando o fas­cí­nio de um mú­sico, um cri­a­dor de sons em mo­vi­mento, pe­las ima­gens em mo­vi­mento do ci­nema e pelo que ne­las há, ou pode ha­ver, de musical.

Ora, o pro­jeto Kristoff K. Roll é fi­lho das ideias de Chion. Um fi­lho re­belde e in­con­ve­ni­ente, dada a sua de­ci­são de criar uma acus­má­tica im­pro­vi­sada, algo que pa­re­cia um con­tras­senso, e de, com os pre­cei­tos au­di­o­vi­su­ais, fa­zer da in­ti­mi­dade uma tela de pro­je­ção ci­ne­ma­to­grá­fica e videográfica.

«À l’Ombre des Ondes» é um re­gresso ao corpo, ao sis­tema ner­voso cen­tral, à mente. À ca­pa­ci­dade men­tal, ner­vosa, fí­sica, quí­mica de pro­du­zir ima­gens por in­du­ção sonora.

É um re­gresso ao so­nho, o ci­nema que ha­via an­tes de os ir­mãos Lumière in­ven­ta­rem o ci­nema. Carole Rieussec e Jean-Christophe Camps des­co­bri­ram que ha­via uma Chiapas em cada um de nós.

Pois: te­mos a re­vo­lu­ção no nosso có­digo ge­né­tico e nela vê-se e ouve-se uma cor­rida en­tre um sa­xo­fone e um comboio.

→ 16/01/2013 @1:55

O estilista da memória

Parte das nos­sas vi­das e do que so­mos está em ga­le­rias de ima­gens. Montagens de nós pró­prios e da nossa vi­são do mundo. Do Facebook aos blo­gues, do Twitter ao Instagram, es­tão ali os ros­tos, os lo­cais onde es­ti­ve­mos ou que de­se­ja­mos, as nos­sas re­fe­rên­cias, gos­tos e ideologias.

As fo­tos do de­sig­ner grá­fico es­pa­nhol re­si­dente em Paris, Nacho Ormaechea, são nar­ra­ti­vas igual­mente frag­men­ta­das, pa­drões de me­mó­rias que me fa­zem lem­brar a forma como nos ex­po­mos ao mundo atra­vés do online.

 

A mi­nha vida dava um timeline

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

Nacho Ormaechea

É uma sé­rie de co­la­gens e so­bre­po­si­ções a que cha­mou de «Street Memories»: as ver­da­dei­ras iden­ti­da­des das pes­soas fo­to­gra­fa­das são ocul­ta­das; em seu lu­gar, Ormaechea cria «es­pe­lhos que re­fle­tem o meu es­tado de es­pí­rito e o vosso.» Corpos que trans­por­tam memórias.

«Cada foto é des­po­le­tada por um sen­ti­mento, uma ideia que pro­cura pro­vo­car uma re­a­ção na mente das pes­soas. Esta re­a­ção é di­fe­rente da mi­nha, pois alimenta-se de his­tó­rias e vi­vên­cias de cada um.»

Somos co­le­to­res de me­mó­rias: não as ar­ran­ca­mos do cé­re­bro, expondo-as in­te­ra­ti­va­mente à ma­neira de um Dumbledore, mas a ta­refa de criar os nos­sos ál­buns de re­cor­da­ções na Web foi-nos fa­ci­li­tada pela tec­no­lo­gia, dos smartpho­nes às má­qui­nas fo­to­grá­fi­cas que se li­gam di­reta ou in­di­re­ta­mente à rede. As pa­la­vras são um aces­só­rio quase dis­pen­sá­vel — um ad­je­tivo com ponto de ex­cla­ma­ção chega. A con­versa tam­bém se torna ir­re­le­vante quando bus­ca­mos ape­nas uma re­a­ção. Um smile. Um like. Para al­guns, o li­vro é um mito.

Ormaechea dis­solve as iden­ti­da­des das pes­soas mas não as re­cria, veste-as. A mente é um mo­saico; a me­mó­ria, uma ti­me­line; e o es­pí­rito crí­tico, curte.

Estas são fo­tos de rou­pas tri­co­ta­das em pro­gra­mas de edi­ção de ima­gem por um es­pa­nhol muito cri­a­tivo e ta­len­toso. Um pronto-a-recordar à ma­neira das re­des sociais.

→ 15/01/2013 @18:35

Violino em diálogo

Jason Kao Hwang

Jason Kao Hwang

O vi­o­lino não é um ins­tru­mento muito ha­bi­tual no jazz e na mú­sica li­vre­mente im­pro­vi­sada. Sempre as­sim foi e sem­pre as­sim será.

O que quer di­zer que, quando um vi­o­li­nista se des­taca nes­tas áreas mui­tas ve­zes pa­ra­le­las da mú­sica ur­bana de hoje, é por­que tem qua­li­da­des es­pe­ci­ais que o le­vam a ri­va­li­zar com ins­tru­men­tis­tas mais ób­vios – de­sig­na­da­mente aque­les que es­co­lhe­ram o sa­xo­fone ou o trompete.

Aconteceu com Leroy Jenkins e acon­te­ceu com Billy Bang, mú­si­cos ne­gros com os blues na ponta dos de­dos. E acon­te­ceu com Mark Feldman, vi­o­li­nista ame­ri­cano ju­deu vindo do cru­za­mento da clás­sica com a folk, e com Dominique Pifarely, vi­o­li­nista fran­cês de for­ma­ção eru­dita que ade­riu à tra­di­ção ci­gana fun­dada por Stéphane Grapelly, par­ceiro de Django.

Mas ou­tros gran­des vi­o­li­nis­tas de per­cur­sos e ori­gens dis­tin­tos há pelo mundo do jazz e da im­pro­vi­sa­ção, e en­tre eles ve­nho hoje des­ta­car Jason Kao Hwang, fi­lho pro­dí­gio de um ca­sal chi­nês emi­grado nos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial.

Se tam­bém nele en­con­tra­mos os resquí­cios dos seus es­tu­dos de con­ser­va­tó­rio, o jazz que toca vai be­ber à an­ces­tra­li­dade chi­nesa. Aliás, as­sume essa con­di­ção afir­ma­ti­va­mente e com cons­ci­ên­cia so­cial e po­lí­tica*, não raro os seus pro­je­tos ga­nhando uma di­men­são épica.

As ópe­ras que compôs, como «The Floating Box: A Story in Chinatown» e «Immigrant of the Womb», são disso o me­lhor exem­plo, in­di­cando que o au­tor é tam­bém um ati­vista dos di­rei­tos dos asiá­ti­cos no mais xe­nó­fobo, mas igual­mente no mais cos­mo­po­lita, dos países.

 

Descendências e migrações

Outros ca­sos se dis­tin­guem: os mais re­cen­tes dis­cos de Hwang, «Symphony of Souls», com a or­ques­tra de câ­mara (37 ele­men­tos, en­tre cor­do­fo­nes e ba­te­ria) Spontaneous River, e «Burning Bridge», com o seu quar­teto Edge alar­gado para um oc­teto, apre­sen­tam mú­si­cas de grande impacto.

Não pe­dem des­culpa. São aquilo que são, sem ro­deios nem sub­ter­fú­gios nem hesitações.

Os dois ál­buns são bas­tante dis­se­me­lhan­tes, mas têm de co­mum uma equi­va­lente mo­ti­va­ção: ho­me­na­geiam duas pes­soas par­ti­cu­lar­mente es­ti­ma­das por Jason Kao Hwang que já não se en­con­tram no mundo dos vivos.

«Symphony of Souls» é um tri­buto ao acima men­ci­o­nado Leroy Jenkins, tendo o en­sem­ble Spontaneous River nas­cido, pre­ci­sa­mente, de um me­mo­rial em forma de con­certo na 12ª edi­ção do Vision Festival, em Nova Iorque. Na al­tura o por­tu­guês Carlos “Zíngaro” in­cluiu a for­ma­ção, tendo esta sido di­ri­gida por Billy Bang, que pouco de­pois tam­bém morreria.

Fica aqui, para vosso pra­zer, o ví­deo re­a­li­zado du­rante as gra­va­ções de es­tú­dio do projeto.

Jason Kao Hwang

«Burning Bridge» é, por sua vez, o adeus de Hwang à sua mãe, e se ins­tru­men­tos tra­di­ci­o­nais como o er-hu (vi­o­lino de duas cor­das to­cado na ver­ti­cal) e a pipa (uma es­pé­cie de alaúde) es­tão in­cluí­dos, ex­pli­ci­tando o vín­culo chi­nês da mú­sica apre­sen­tada, o cu­ri­oso é que neste CD so­bres­saem os blues fun­da­do­res do jazz.

Importante será re­fe­rir que nesse pa­pel en­con­tra­mos dois ha­bi­tu­ais nos­sos vi­si­tan­tes, para co­la­bo­ra­ções com os por­tu­gue­ses Rodrigo Amado e “Zíngaro”: o con­tra­bai­xista Ken Filiano e o trom­bo­nista Steve Swell.

Nem por isso se pode di­zer que «Burning Bridge» é mais jazzy do que «Symphony of Souls», pois nele en­con­tra­mos um naipe de vi­o­li­nos par­ti­cu­lar­mente sin­co­pante, mas sem dú­vida que este úl­timo disco é o que mais se apro­xima da ver­tente clás­sica do com­po­si­tor e vi­o­li­nista sino-americano. E nele tam­bém lá está a China, por inteiro.

Nesse as­peto, re­vela o Hwang que po­de­mos ou­vir com Pauline Oliveros, na com­pa­nhia de quem, aliás, o co­nheci numa apre­sen­ta­ção por­tu­ense do pro­jeto «Sun, Moon & Stars».

Façam o fa­vor a vo­cês mes­mos de pro­cu­rar e ou­vir es­tes tí­tu­los, para per­ce­be­rem o quanto o nosso pla­neta é pe­queno, muito gra­ças aos im­pul­sos mi­gra­tó­rios e nó­ma­das do ser hu­mano. Já não há cul­tu­ras es­tan­ques, mas cul­tu­ras em diá­logo, mesmo que uns quan­tos ainda nos quei­ram separar… (*)

 

(*) Tive opor­tu­ni­dade de com ele con­ver­sar so­bre este tema, tendo-se mos­trado par­ti­cu­lar­mente in­te­res­sado pe­los dois di­fe­ren­tes (por­que com dis­tin­tos ní­veis de in­te­gra­ção so­cial e de uso da lín­gua por­tu­guesa) mo­vi­men­tos mi­gra­tó­rios chi­ne­ses em Portugal, um por via de Moçambique, onde re­si­dia, e re­side ainda, uma im­por­tante co­mu­ni­dade ma­ca­ense, e o ou­tro vindo já de Pequim e de ou­tras ci­da­des mais a Norte.

→ 15/01/2013 @17:53

Post número 4016 (Banksy)

Banksy Banksy Banksy

→ 15/01/2013 @0:10

Tom Cruise quer salvar-te

Tom Cruise

Tom Cruise ca­ri­ca­tu­rado por Rodney Pike

Tom Cruise tem uma mis­são: sal­var o pla­neta dos fan­tas­mas de ori­gem ex­tra­ter­res­tre que ha­bi­tam os nos­sos cor­pos, re­vela o li­vro «Going Clear: Scientology, Hollywood & The Prison of Belief», es­crito pelo jor­na­lista Lawrence Wright, ven­ce­dor de um Prémio Pulitzer por um tra­ba­lho so­bre a Al Qaeda.

Tom Cruise não é só uma es­trela de ci­nema, tam­bém é ci­en­to­lo­gista. A Cientologia é um sis­tema de cren­ças in­ven­tado por L. Ron Hubbard, um es­cri­tor de fic­ção científica.

Tom Cruise acre­dita que os se­res hu­ma­nos se for­ma­ram a par­tir dos es­pí­ri­tos de ex­tra­ter­res­tres de um pla­neta lon­gín­quo. O es­pí­rito é o the­tan, a ver­da­deira iden­ti­dade de uma pes­soa, a ex­pres­são es­sen­cial da sua individualidade.

Tom Cruise acre­dita que na ori­gem da es­pé­cie hu­mana está um acon­te­ci­mento ocor­rido há 75 mi­lhões de anos, quando uma con­fe­de­ra­ção de ga­lá­xias che­fi­ada por um tipo mau cha­mado Xenu acei­tou en­viar mi­lha­res de mi­lhões de ha­bi­tan­tes para a Terra de forma a com­ba­ter o pro­blema do ex­cesso de po­pu­la­ção no pla­neta natal.

Tom Crise é pas­sado dos cor­nos. E tem o so­nho de vir a ser pre­si­dente dos Estados Unidos.

Não será o pri­meiro doido a so­nhar com o cargo e a consegui-lo.

E eu que até gos­tei de o ver em «Magnolia» e como o vam­piro Lestat, de­sejo ar­den­te­mente que se en­tre­te­nha até ao fim da vida a fa­zer mais Top Guns, Missões Impossíveis, a pro­cu­rar nova mu­lher, dar sal­tos no sofá da Oprah como um pri­mata do «2001: Odisseia no es­paço», en­fim, fir­me­mente ocu­pado em Hollywood e o mais longe pos­sí­vel da Casa Branca. Nos EUA, como bem sa­be­mos, tudo é possível.

→ 14/01/2013 @22:47

Só para dizer que somos a favor

Carlo Allegri

Foto: Carlo Allegri

 

Timothy A. Clary

Timothy A. Clary

Timothy A. Clary

Foto: Timothy A. Clary

Dia sem calças na Lua