JANELAS PARA O MUNDO › 21/05 Nime, França: o touro contra-ataca (Pascal Guyot)

6 fotos, 6 mulheres

São seis fo­tos ines­que­cí­veis que têm em co­mum o facto de te­rem sido ti­ra­das por mu­lhe­res ou, quando não foi o caso, te­rem uma mu­lher como prin­ci­pal pro­ta­go­nista.
Da mu­lher que en­fren­tou as ba­las para fo­to­gra­far uma guerra à que en­fren­tou a fú­ria de um com­pa­nheiro ciu­mento, as fo­tos do­cu­men­tam mo­men­tos bi­zar­ros, trá­gi­cos, in­qui­e­tan­tes, de vá­rias épo­cas e mun­dos, ima­gens di­fí­ceis de di­ge­rir, se ca­lhar, mas to­das marcantes.

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Chem­trails: a conspiração que paira sobre nós

Obélix era um bravo gau­lês com um único re­ceio: que o Céu lhe caísse so­bre a ca­beça. Os «bra­vos» do sé­culo XXI olham para os aviões e re­ceiam que os ras­tos de con­den­sa­ção for­ma­dos pelo va­por de água se­jam, na re­a­li­dade, subs­tân­cias quí­mi­cas fei­tas para en­ve­ne­nar a po­pu­la­ção e torná-la de­pen­dente de [in­se­rir or­ga­ni­za­ção ma­qui­a­vé­lica neste es­paço].
Haverá fumo sem fogo? A res­posta é óbvia.

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Norbert Stein e o jazz patafísico

Norbert Stein é o her­deiro de Alfred Jarry no jazz.
Com o sa­xo­fo­nista e com­po­si­tor ale­mão a Patafísica do au­tor de «Ubu Roi» transforma-se numa Patamúsica de alto ga­ba­rito. O seu pro­jeto tem mais um, e bri­lhante, epi­só­dio: o disco «Pata on the Cadillac». Nele per­du­ram os va­po­res de ab­sinto do tempo do dra­ma­turgo e po­eta em que se ins­pira, bem como o mesmo gosto pelo absurdo…

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Sob o signo de Ballard

Volto aqui a pe­gar em J.G. Ballard e no fe­nó­meno hi­ki­ko­mori para vos fa­lar de dois no­vos lan­ça­men­tos: «Irregular Characters», de Marc Behrens, e «Mundo de Cristal, Máquina da Selva», de HHY & Beast Box.
Dois do­cu­men­tos bal­lar­di­a­nos que mos­tram como os nos­sos es­pa­ços têm min­guado e es­ta­mos cada vez mais a mo­rar den­tro das nos­sas ca­be­ças. Vivos, mas mortos…

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A noite em que julgámos ter descoberto ET’s

Quando o as­tró­nomo Jerry Ehman, vo­lun­tá­rio do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), no­tou a sequên­cia 6EQUJ5 nos da­dos re­co­lhi­dos pelo te­les­có­pio, fi­cou tão im­pres­si­o­nado que tra­çou uma li­nha ver­me­lha à volta dos nú­me­ros e, ao lado, es­cre­veu: «Uau!» (Wow!)
Ehman ti­nha boas ra­zões para tanta co­mo­ção: 6EQUJ5 po­dia sig­ni­fi­car que ex­tra­ter­res­tres es­ta­vam a enviar-nos uma mensagem.

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Bicicleta em LX

Gosto muito da mi­nha ci­dade. Ver a forma como nos últi­mos anos o nú­mero de bi­ci­cle­tas tem vindo a au­men­tar é muito agra­dá­vel. Provavelmente é uma im­pos­si­bi­li­dade, mas gosto de ima­gi­nar que um dia ao che­gar a Lisboa o nú­mero de bi­ci­cle­tas a cir­cu­lar será su­pe­rior ao nú­mero de car­ros.
O que se se­gue é o meu pe­queno bloco-de-notas vi­sual: BicicletaEmLX.

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→ 14/05/2013 @20:00

O site é um labirinto para jogar

É uma ex­pe­ri­ên­cia, diz a Google, mas aposto que tem po­ten­cial para se tor­nar um fe­nó­meno vi­ral (ou le­var uns quan­tos a ins­ta­lar o brow­ser Chrome).

É uma es­pé­cie de jogo de la­bi­rinto no qual con­du­zi­mos uma bola e va­mos «co­mendo» uma sé­rie de pe­que­nas sa­fi­ras (chamemos-lhe as­sim) num de­ter­mi­nado es­paço de tempo. O ob­je­tivo é fa­zer o maior nú­mero pos­sí­vel de pontos.

O que di­fe­ren­cia este jogo de la­bi­rin­tos é o facto de po­der ser jo­gado em qual­quer site. Ou seja, o «la­bi­rinto» é for­mado a par­tir de um sí­tio que es­pe­ci­fi­que­mos como, por exem­plo (e eu sei que isto não é uma es­co­lha ób­via), aqui o blo­gui­nhas Bitaites.

Labirinto Bitaites

Pode ser jo­gado di­re­ta­mente no PC – é ne­ces­sá­rio ter o Google Chrome, claro – ou a par­tir de um smartphone com pelo me­nos o Android 4.0 ou o iOS 5.0 instalados.

O po­ten­cial geek desta brin­ca­deira é enorme, se qui­se­rem ex­pe­ri­men­tar. E eu pas­sei de­ma­si­a­das ho­ras da mi­nha in­fân­cia a jo­gar Sonic para fi­car in­di­fe­rente a jo­gos de la­bi­rin­tos, se­jam eles quais fo­rem. O ex­ce­lente Ubunted dá-nos mais por­me­no­res e ex­pli­ca­ções, mas se pre­fe­ri­rem ex­pe­ri­men­tar a brin­ca­deira agora é só cli­car.

→ 13/05/2013 @2:45

Zappapita

→ 13/05/2013 @0:27

Melão servido às talhadas

Melão astronómico

Dizem-me que esta mon­ta­gem é per­feita para re­pre­sen­tar o que sen­ti­mos on­tem à noite, mas um amigo tam­bém ben­fi­quista diz-me que, dado ser esta a ima­gem de um me­lão as­tro­nó­mico, serve mais para re­pre­sen­tar o me­lão spor­tin­guista, que está a trinta e tal pon­tos dos eter­nos ri­vais e nem à Liga Europa vai.

Eu não con­cordo. O me­lão spor­tin­guista é tão as­tro­nó­mico como o nosso, mas foi sendo ser­vido em ta­lha­das ao longo da época. Tiveram tempo mais que su­fi­ci­ente para digeri-lo, en­quanto nós o en­go­li­mos in­teiro, e de uma só vez, em pouco mais de um mi­nuto. Jesus ajoelhou-se quando o FC Porto mar­cou nos des­con­tos, mas te­nho a cer­teza de que o pro­blema dele foi uma re­pen­tina e vi­o­lenta dor de barriga.

Tenho visto mui­tos spor­tin­guis­tas a go­zar o prato, o que é nor­mal. Mas sin­ce­ra­mente não vejo ra­zões para gran­des ri­sa­das. A época do Sporting está re­pleta de pe­que­nas der­ro­tas com equi­pas de me­nor di­men­são como o Rio Ave ou o Vitória de Setúbal, en­quanto a nossa é uma der­rota es­tron­dosa, enorme, ca­tas­tró­fica, uma der­rota só ao al­cance dos campeões.

Olhem, nem se­quer vi o jogo. 10 mi­nu­tos an­tes de co­me­çar, pe­guei no meu cão e levei-o a dar uma volta. Ele pen­sava que era ape­nas um da­que­les pas­seios mija-e-cama, mas o des­gra­çado aca­bou por ir de São João a Cascais pelo pa­re­dão, sem­pre pelo pa­re­dão, longe do re­bu­liço e à beira do mar, que àquela hora da noite nem azul é. Só vol­tei quando o jogo ti­nha aca­bado e o si­lên­cio nas ruas me dava a en­ten­der que o re­sul­tado fora uma derrota.

Nada que me te­nha sur­pre­en­dido, esta der­rota: an­dava com um mau pres­sen­ti­mento e, ao mesmo tempo, ir­ri­tado por o fu­te­bol me ins­pi­rar «pres­sen­ti­men­tos», como se a mi­nha vida pu­desse me­lho­rar com um golo do Lima ou uma gas­tro­en­te­rite aguda do Pinto da Costa.

Não foi só por isso que de­cidi pas­sar ao lado do jogo mais im­por­tante da época, foi so­bre­tudo por causa da pan­ca­da­ria e da in­ti­mi­da­ção à co­mi­tiva do Benfica, à porta de um ho­tel no Porto, e de ter sa­bido, ho­ras de­pois e pro­va­vel­mente como re­pre­sá­lia, que o au­to­carro dos ju­ni­o­res do FC Porto fora ata­cado à pedrada.

Não ver o jogo foi tam­bém uma forma de pro­testo con­tra es­ses ban­di­dos a Norte e a Sul que se di­zem adep­tos do fu­te­bol – um pro­testo es­tú­pido e inó­cuo por não ser­vir a mais nin­guém a não ser a mim, mas pelo me­nos foi bas­tante sau­dá­vel: fiz exer­cí­cio fí­sico, diverti-me com o meu cão, en­chi os pul­mões com es­puma do mar e abati um bo­ca­di­nho de ba­nha na barriga.

Claro, não se pode fu­gir do fu­te­bol quando car­re­ga­mos o fu­te­bol den­tro da mal­dita ca­beça. E o que aquele longo pas­seio me per­mi­tiu foi cor­tar o me­lão em vá­rias ta­lha­das e comê-lo de­va­ga­ri­nho, tão de­va­ga­ri­nho quanto a an­si­e­dade do meu cão o permitiu.

→ 12/05/2013 @15:40

Uma Foto e uma Música [114]

Foto: Paulo Esteves | Música: Laibach
→ 12/05/2013 @13:40

Post número 4121

Mark Ralston

Foto: Mark Ralston

→ 10/05/2013 @23:17

Verdade, gambozinos e Watergate cósmico

O res­pei­tá­vel Paul Hellyer, 85 anos, en­ge­nheiro, ex-ministro da Defesa do Canadá, fi­gura po­lé­mica no país por ter fun­dido os três ra­mos das for­ças ar­ma­das numa única or­ga­ni­za­ção, teve uma epi­fa­nia ov­ni­ló­gica numa noite de fe­ve­reiro de 2005 e, desde aí, pas­sou a tra­tar os OVNIs como veí­cu­los re­ais tri­pu­la­dos por se­res ex­tra­ter­res­tres reais.

Paul Hellyer

Paul Hellyer em 2004

A his­tó­ria com os ETs co­me­çara mais cedo, em 2003, quando o ex-ministro, a fa­le­cida mu­lher e al­guns ami­gos de­ram com um OVNI nos céus.

Na al­tura não atri­buira grande im­por­tân­cia ao avis­ta­mento mas, dois anos de­pois, viu um do­cu­men­tá­rio na ABC so­bre ob­je­tos vo­a­do­res não-identificados e fi­cou muito im­pres­si­o­nado. Tendo em conta a sua pró­pria ex­pe­ri­ên­cia, o se­nhor Hellyer abriu a mente e con­cluiu que, tal como no sexo, um mais um po­dia ser igual a três.

Quanto mais pes­qui­sava, mais im­pres­si­o­nado se sen­tia: «Os OVNI são tão re­ais como os aviões que voam so­bre as nos­sas ca­be­ças», afir­mou na se­mana pas­sada em Washington. E tanto abriu a mente que agora acre­dita na exis­tên­cia de qua­tro ra­ças di­fe­ren­tes de ETs, duas das quais a tra­ba­lhar («pro­va­vel­mente», acres­cen­tou, cau­te­loso) com o go­verno dos Estados Unidos.

Hellyer fez es­tas afir­ma­ções numa au­di­ên­cia pú­blica em Washington, um evento cha­mado «The Citizen Hearing on Disclosure» que pre­tende pres­si­o­nar os go­ver­nos a re­ve­lar o que sa­bem so­bre OVNIs. O evento foi or­ga­ni­zado pela Paradigm Research Group e de­cor­reu de 29 de abril a 3 de maio. Passará à his­tó­ria, afir­ma­ram os or­ga­ni­za­do­res, como «um marco na edu­ca­ção do pú­blico em Vida Extraterrestre e Tecnologias Secretas em Espaço e Energia».

A Paradigm Research Group or­ga­niza even­tos desta na­tu­reza a um ritmo anual desde pelo me­nos 2007, mas tem sem­pre uma no­tá­vel ca­pa­ci­dade em apresentá-los de forma ex­plo­siva, como se es­ti­vés­se­mos pres­tes a des­co­brir pól­vora marciana.

Que ha­via en­tão de di­fe­rente neste evento es­pe­cí­fico? Resposta: a pres­ti­gi­ante pre­sença de cinco ex-senadores e um ex-membro do Congresso dos EUA.

 

O Cavaleiro das Flores apoia esta demanda

Ser Loras TyrellQue este evento se es­tava a re­a­li­zar já eu sa­bia há uns tem­pos, gra­ças a um tweet do ator Finn Jones, co­nhe­cido por in­ter­pre­tar Ser Loras Tyrell na sé­rie Game of Thrones.

O Cavaleiro das Flores apresentou-o como um acon­te­ci­mento com po­ten­cial para mu­dar o mundo, ma­ni­fes­tando es­tra­nheza por os me­dia não pe­ga­rem num as­sunto tão importante.

Caí que nem um pa­ti­nho, claro. O link que de­po­si­tou na ti­me­line mandou-me para o YouTube – um im­por­tante cen­tro de in­ves­ti­ga­ção ci­en­tí­fico na Web, como se sabe – e a um ví­deo no qual uma sé­rie de gente co­nhe­cida da Ovnilogia re­pe­tia ale­ga­ções já ou­vi­das há muito tempo e um pouco por todo o lado.

Creio que já co­nhe­cem bem o filme: os eles ex­tra­ter­res­tres exis­tem, mas os eles ter­res­tres não que­rem que se saiba.

An­te­ri­or­mente o Finn par­ti­lhara li­ga­ções para sí­tios onde se dis­cu­tiam «os se­gre­dos da Geometria Sagrada» e as «re­a­li­da­des trans­cen­den­tais quân­ti­cas», pelo que eu já de­via con­tar com re­ve­la­ções da mesma envergadura.

A pouco e pouco, po­rém, a im­prensa foi pe­gando no as­sunto das re­ve­la­ções ex­tra­ter­res­tres e dos en­co­bri­men­tos go­ver­na­men­tais. Até o res­pei­tá­vel The New York Times, atraído pelo facto de se­na­do­res e con­gres­sis­tas pre­si­di­rem ao evento, no­ti­ciou-o com toda a seriedade.

Que es­ta­vam en­tão os ex-senadores lá a fa­zer? Iriam re­ve­lar se­gre­dos ocul­tos? Fazer-nos uma vi­sita gui­ada à Área 51? Organizar uma ex­cur­são a Roswell com bi­lhete para a pri­meira fila de uma au­tóp­sia? Desmascarar cons­pi­ra­ções? Dar a cara pe­los ho­men­zi­nhos verdes?

A Paradigm Research Group cer­ta­mente apre­sen­tará res­pos­tas di­fe­ren­tes a es­tas ques­tões, mas quem res­pon­deu de forma fac­tual e muito su­cinta foi o The Guardian: os cinco ex-senadores e o ex-congressista (ne­nhum com for­ma­ção ci­en­tí­fica) re­ce­be­ram, cada um, 20 mil dó­la­res em ho­no­rá­rios para pre­si­di­rem ao evento e in­ter­ro­gar, du­rante cinco mi­nu­tos, as testemunhas.

E quem os pode cri­ti­car? Se me qui­ses­sem pa­gar mais de 14 mil eu­ros para pas­sar uns dias de rabo sen­tado a ou­vir uma sé­rie de malta a fa­lar de ex­tra­ter­res­tres e cons­pi­ra­ções, com a obri­ga­ção de fa­zer, du­rante cinco mi­nu­tos, umas per­gun­tas inó­cuas às tes­te­mu­nhas, ca­ramba, ali­nhava logo.

Cinco mi­nu­tos pas­sam num ins­tante e, dado que as pes­soas têm sem­pre mui­tas coi­sas im­por­tan­tes a re­ve­lar, com sorte ficava-me por uma per­gun­ti­nha a cada uma e despachava-as com um mí­nimo de brio profissional.

As tes­te­mu­nhas tam­bém não são for­ça­das a co­lo­car a mão­zi­nha so­bre a Bíblia e a ju­rar di­zer toda a ver­dade e nada mais do que a ver­dade, por­tanto o acon­te­ci­mento tem todo o ar de ser uma da­que­las ino­cen­tes fes­ti­vi­da­des mar­ci­a­nas que não fa­zem mal a ninguém.

Se ti­nham 120 mil dó­la­res para gas­tar em pro­pa­ganda cir­cense, bem po­dia ter con­tra­tado uns ci­en­tis­tas para in­ves­ti­gar as his­tó­rias con­ta­das por es­tes «ci­da­dãos uni­dos pela transparência».

É com­pre­en­sí­vel que te­nham pre­fe­rido não ar­ris­car: um ci­en­tista po­de­ria de­fen­der con­clu­sões em­ba­ra­ço­sas para as tes­te­mu­nhas; com um po­lí­tico, con­tudo, ra­ra­mente se corre o risco de que diga o que ver­da­dei­ra­mente pensa.

Roscoe G. Bartlett

Roscoe G. Bartlett

Se in­ves­ti­gar­mos mais o per­fil des­tes po­lí­ti­cos na re­forma quase che­ga­mos à con­clu­são que eles pró­prios são, tam­bém, ex­tra­ter­res­tres: por exem­plo, Roscoe Bartlett, mem­bro re­pu­bli­cano do Tea Party e com 10 anos de Congresso nas cos­tas, ex­pli­cou a sua par­ti­ci­pa­ção nos se­guin­tes ter­mos: «Extraterrestres não são anti-biblícos. Leiam o Livro de Jó – está lá tudo.»

Outro dos par­ti­ci­pan­tes foi o Republicano Merril Cook, so­bre quem re­caem his­tó­rias pouco edi­fi­can­tes so­bre «com­por­ta­men­tos er­rá­ti­cos» du­rante os anos em que es­teve no Congresso. «Merril fi­xou re­si­dên­cia per­ma­nente na terra dos ma­lu­cos», es­cre­veu a sua pró­pria chefe de ga­bi­nete num email in­terno da­tado de 2000. «Se ele vos pe­dir para man­dar a roupa in­te­rior por fax, por fa­vor façam-no».

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