→ 30/01/2012 @13:22

Sétimo ano, a caminho da pré-adolescência

Sete anos é muito tempo para um blogue, mas não é nada de especial tendo em conta muitos outros que por cá andam há mais tempo e com a mesma consistência.

Sete aniversários depois, pouco tenho a acrescentar ao que já escrevi anteriormente sobre o que quero para este blogue. Estou muito mais preocupado em derrotar a lei extorsionária do consórcio SPA/Canavilhas do que em comemorar seja o for.

Quem mantém uma presença online tem hoje em dia poucos motivos para celebrar. A maior ameaça à liberdade de expressão e partilha na Internet alastra-se pelo mundo como uma doença infecciosa e acaba de chegar à Europa: o nefasto acordo ACTA, sobre o qual tenciono escrever em breve.

Porque não tenham qualquer tipo de ilusões: a Web transformou-se num campo de batalha e o despojo de guerra pretendido é a nossa liberdade.

A atitude a tomar é clara: escolher entre a alienação e a luta.

→ 30/01/2012 @8:56

Muito importante: uma nova petição anti-118

Já falei sobre o projeto de lei n° 118/XII muitas vezes: é um projeto extorsionário que procura, em nome dos direitos de autor e com a falsa desculpa da pirataria, taxar os cidadãos que comprem qualquer tipo de dispositivo de armazenamento, independentemente do uso que lhe quiserem dar. Esta lei corrupta foi concebida pelas associações que dela vão beneficiar e durante a sua elaboração não foi consultada nenhuma que representasse os consumidores.

É uma golpada tão inacreditável, um roubo tão evidente e uma proposta tão aberrante que fico a pensar que ela só foi possível porque os seus autores e mentores já contavam com a nossa habitual passividade. Enganaram-se! Ainda vamos a tempo de estragar os planos à Sociedade Portuguesa de Autores e aos seus amiguinhos extorsionários.

Uma crónica de Pedro Esteves fornece o panorama geral. Oiçam-na:

Não permitas que te roubem sem dar luta. Partilha o link para a petição. E assina-a.

 

Entretanto, mais um conspirador com interesses obscuros

Subscritor nº 2879 da petição contra o projeto de lei 118/XII: Miguel Vicente Esteves Cardoso.
Subscritores até agora: 5720. É oficial: já não cabemos todos dentro do piano de Canavilhas.

→ 29/01/2012 @16:33

45 grandes fotos na National Geographic

Todos os anos, a National Geographic realiza um concurso de fotografia, expondo as imagens e convidando os visitantes a votar. Por exemplo:

Foto: Ricardo Mohr

Foto: Lee Sie

Foto: Antoni Georgiev

Foto: Charles Funk

Foto: David Litchfield

Foto: Nino Benninger

A sequência de fotos pertence às três categorias que estiveram a concurso o ano passado – Pessoas, Lugares e Natureza – e são apenas uma pequena amostra das 45 que podem ver nesta página.

Como irão ver, a grande injustiça neste tipo de concursos é a obrigatoriedade de determinar um vencedor entre tantas e excelentes fotografias.

→ 29/01/2012 @16:01

Não percas a memória (4)

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Repitam comigo: Miles, Miles, Miles, Miles, Miles, Miles… (Miles Davis no Isle of Wight Festival, 1970)

→ 28/01/2012 @19:22

Sobre as ameaças

As ameaças, diretas ou veladas, só enervam nos primeiros minutos. Enervam porque crescemos convencidos de que Portugal é uma Democracia e a nossa liberdade de expressão se encontra constitucionalmente protegida.

Existem várias formas de limitar esta liberdade sem passar por déspota aos olhos da opinião pública: uma delas, talvez a mais usada, é tentar convencer a voz incómoda a calar-se. Quando não se tem poder para o fazer de forma direta, procura-se fazê-lo de forma indireta.

Nesse processo de domesticação de vozes incómodas não se ouvem gritos ou palavras agressivas, apenas amigáveis e polidas sugestões. Às vezes a estratégia resulta, outras falha redondamente; quando resulta, nunca se chega a conhecer a origem da ameaça – faz parte do acordo; quando falha, ficamos a saber um bocadinho mais sobre a natureza dos cavalheiros que combatemos.

A liberdade de expressão é terrível de aceitar para os velhos do Restelo e os parasitas que os apoiam, sobretudo quando é exercida online. Graças à Internet e à sua extraordinária vocação para diluir fronteiras, classes e géneros, todos podemos participar na grande conversação, como lhe chamou o jornalista Giuseppe Granieri, e esperar que uma única voz seja ouvida por milhares.

Para que isso aconteça não é necessário, sequer, o encantamento de uma voz famosa: basta que a causa seja válida e justa, e muitas outras pessoas se identifiquem com as posições defendidas.

Sem que os cretinos consigam compreender o fenómeno, a não ser quando é demasiado tarde, uma voz pequena multiplica-se por milhares de outras vozes pequenas até formar um coro insuportável e impossível de silenciar que os mesmos cretinos acabarão por interpretar como «campanhas orquestradas».

E chega invariavelmente o momento em que uma pessoa – ou várias, ou milhares – se vê forçada a responder às ameaças da forma mais simples que lhe é possível: «Enganaram-se outra vez, idiotas! Não é medo que temos, é razão».

→ 28/01/2012 @16:34

Migalhas para os artistas, bolinhos para nós

Tozé Brito, administrador da Sociedade Portuguesa de Autores

Eles não estão só interessados em proteger os direitos de autor. Também estão muitos interessados nos direitos dos taxistas. Não fiques parado e contribui também. Ajuda a pagar as viagens de táxi do Tozé Brito e não faças absolutamente nada para combater o projeto de lei 118.

A ler, no Aventar: A lei da cópia privada, a árvore das patacas e a ética da SPA

→ 27/01/2012 @21:38

Photoshop ou uma grande carvalhada da SIC?

Veredicto: uma enorme carvalhada.

Dizer NÃO à taxa