Sempre adorei a iluminação de Natal no centro de Lisboa. Quando era puto massacrava os meus pais só para ver as luzinhas nas árvores e nos prédios e nas estátuas. Andava pelas ruas boquiaberto como se tivesse aterrado no planeta dos brinquedos. Eram os bons velhos tempos em que não associava o Natal ao consumismo desenfreado.
Fazer a árvore da Natal lá em casa era uma festa quase tão importante como receber as prendas – não eram muitas, pois não nadávamos em dinheiro, mas eram sempre essenciais.
Ainda hoje sou gajo para apagar o candeeiro da sala, pôr um CD a tocar e deixar-me hipnotizar pelo pisca-pisca das luzinhas.
Hoje vi pela primeira vez as luzinhas nas árvores da Avenida da Liberdade e lembrei-me desses tempos. A iluminação de Natal deste ano é muito mais sofisticada: acabaram-se as bolas de cor, agora as empresas que patrocinam a magia deste ano compraram um sistema qualquer que provoca um efeito de cascata, estalactites frias e azuladas. Não sei se já as viram, é como se as árvores chorassem lágrimas de luz – esta imagem acaba por fazer sentido para o meu lado adulto dominante, sobretudo quando penso na rapidez com que o meu subsÃdio de Natal desaparece todos os anos. E os que nem sequer o recebem e trabalham tanto ou mais do que eu? Porra, há dias em que não apetece nada envelhecer.































3 comentários
de noite, rua augusta, rossio, chiado, fnac. o passeio dos pseudo-intelectuais. nesta altura é bastante agradavel, com as luzinhas todas e tal..
Olá! Eu também adoro as luzes de Natal, os cheiros de Natal…
mesmo sabendo que cada vez mais o Natal é comercial, estas coisas continuam-me a encantar!
Cumprimentos
Sandra M.
finalmente registei-me. conheço o bitaites já faz muito tempo, mas a preguiça era enorme para me registar
há luzes e luzes, para ser franco. já gostei mais das luzes de natal, perderam parte do encanto que tinham a meu ver.
abraço.