Como sabem, o meu blogue tem os comentários moderados de há uns meses para cá. Nem sempre foi assim, mas agora é. E não vai mudar. O que eu escrevi sobre os trolls na Arte de Blogar mantém-se válido, mas tive de lhe acrescentar uma adenda para atrasados mentais face ao que sucedeu por aqui nos últimos tempos.
Não considerem este post como uma queixa ou que estou a dar demasiada importância a quem não merece: eu falo do que quero, como e quando quero, independentemente de qualquer troll – e é essa a minha forma de não lhes dar de facto importância, ou seja, não me deixando condicionar pelo facto de eles existirem. O que não permitirei é que a má-educação e a violência verbal de algumas vozes do esterco aqui caÃdas de pára-quedas sejam ouvidas no meu espaço porque não quero ser acusado de ‘fazer censura’. Não tenho a consciência pesada, portanto também não tenho necessidade de parecer politicamente correcto. ‘Censura’ é uma palavra demasiado forte para ser usada com leviandade.
Os trolls sabem muito bem desvirtuar o significado das palavras, quando lhes dá jeito, claro, e a palavra ‘censura’, na boca desses predadores da Razão, é sempre usada como ferramenta de vitimização. A outra acusação habitual é chamarem-nos ‘covarde’ por não termos deixado passar o comentário, esquecendo-se de que são sempre eles os primeiros a dar o exemplo quando insultam o blogger a coberto do anonimato ou escondidos atrás do computador. Os trolls são especialistas em fazerem-se de vÃtimas ao mesmo tempo que atacam.
Tudo isto vem a propósito dos artigos sobre o cãozinho-que-afinal-não-morreu na exposição de Guillermo Habacuc Vargas, uma polémica ocorrida em Novembro do ano passado mas que se reacendeu nas últimas semanas graças a uma nova corrente de emails que, mais uma vez, tomava uma história mal contada como absolutamente verdadeira.
Muitas pessoas, tanto em Portugal como no Brasil, apontaram os dois posts que escrevi sobre o assunto para demonstrar que a morte do animal não passava de um boato – um acto sensato e de grande boa vontade que eu desde já agradeço. Disto resultou uma verdadeira invasão no Bitaites. A partir de certa altura, posso garantir-vos, andavam mais trolls à volta daqueles dois posts do que em todo o conteúdo do blogue desde que surgiu – e já lá vão mais de três anos. Acabei por desactivar os comentários naqueles textos.
Quase tenho pena de não ter reunido e arquivado alguns dos comentários que decidi apagar. Acreditem que alguns nem eram comentários, mas bilhetes de entrada directa para o Hospital Júlio de Matos. Dos insultos às ameaças, recebi de tudo. Muitos desejavam-me um destino pior do que aquele que julgam ter sido o do animal: ser amarrado, torturado, abandonado à fome e à doença, ou seja, estes justiceiros estavam dispostos a exercer sobre mim o mesmo tipo de violência que tanto os escandalizara. Bem sei que é tudo garganta e não perco um minuto de sono à conta disto, mas revela a incoerência e o fanatismo desta gente.































11 comentários
Compreendo perfeitamente, fui alvo dos mesmos insultos quando expus a minha ideia sobre o caso… Quando não existe a capacidade de ponderar sobre as coisas e sobretudo pesquisar antes de crucificar ou assinar uma qualquer petição dessas que parecem estar na moda, nada mais há a fazer a não ser ignorar.
Abraço.
Sabes, acho que devias fazer uma compilação desses momentos. Uma espécie de “Voz do Povo” e postares esses insultos todos com a referência de “Autor indevidamente identificado” ou algo do género. Adoro esse tipo de insultos cobardes (ou covardes, nunca sei) e adoro ainda mais vê-los quando não têm razão nenhuma de ser. Em suma, adoro ver a estupidez humana em todo o seu esplendor e atacá-la como se espreme um ponto negro ou um pêlo encravado. Claro que esta sugestão comporta a desactivação dos comentários senão começava aqui a 3ª Guerra Mundial em menos de nada.
Bem sei que se deve ignorar esse tipo de gentinha, mas o que se há-de fazer? Não consigo evitar… O gene da mesquinhice portuguesa ainda ferve dentro de mim. O da estupidez é que não. Arranquei-o pouco depois de entrar para a 1ª classe.
Mea Culpa! Fui um dos que apontou para aqui a resposta a essa corrente recente. Simplesmente porque foi a melhor descrição do sucedido que encontrei. De qualquer forma não devias ficar impune! Devias ser amarrado à cadeira tipo Laranja Mecânica, e obrigado a ver o compacto dos Morangos com Açúcar e deviam instalar o Vista no teu PC! Pronto, lixa-te!
Abraço
Marco, até eu já sofro disso no Webtuga.
De vez em quando respondo-lhes por email, só naquela dos picar e de os confrontar com o que escreveram. Mas raramente recebo uma resposta. Os “meus” trolls, por quem eu tenho uma grande estima ou não fossem eles o meu medidor de alcance da mensagem, parecem não gostar de ser contactados.
Boas
Já se sabe que existem muitos trolls por aà espalhados, uns pior do que outros, mas haja paciência para os aturar. Gente que se foca num ponto e não vê mais nada para além daquilo, nem que lhes seja atirado à força toda. Penso que devias guardar os comentários trollescos e fazer uma compilação
PS. Sempre escrevi cobarde
Aconteceu-me exactamente o mesmo. E quando fechei o artigo a novos comentários comecei a recebê-los por email. No inÃcio eram emails não insultuosos pelo que ainda respondi a dois, mas a partir daà era disparate, insulto e desejos de morte. Curioso que os comentários mais agressivos vinham sempre de brasileiros.. deve ser do sol [1].
[1] – Isto é tudo menos um comentário xenófobo, apenas uma constatação.
Tiago, tanto podes dizer covarde como cobarde, ambas estão correctas.
Boas
Eu tomei conhecimento deste site por via de um desses links por causa da história do cão, e verdade seja dita, passei a ser seguidor do blog.
Assim, não sei até que ponto esta publicidade não é fixe para aumentar o número de leitores (só à minha conta já tens prai mais … 5)
Em relação aos insultos, a ideia de uma compilação do estilo “best of…” soa muito bem. Ainda nos tempos do mIRC em que havia grandes debates que rapidamente evoluiam para discussões, havia muitos caramelos que utilizavam o pseudo-anonimato do nick para proferir comentários insultuosos e sem ponta de lógica para o assunto que estava a ser discutido… normalmente também havia um site com os quote’s dessas passagens e tinham bem mais click’s que as piadas de ocasião que também era colocadas online
Parabéns pelo blog!
Para que é que os “eléctricos” são para aqui chamados?
Mas afinal o cão morreu ou não? E a Lassie ainda é viva?
No meio dessa confusão toda (cuja amplitude desconheço) uma coisa de positivo se retira. O blog é lido por muita gente! Eu postei no meu sobre o assunto e nem assim atraà comentários
a “fama” nem sempre trás só “fortuna”… é natural que postes que tratem de assuntos sensÃveis consigam atrair mais que a nata das natas dos leitores de blogs. cabe-te a ti feri-los com a tua indiferença e com o que sabes tão bem fazer: postar mais e melhor.
abraço
keep it real
PS – espero não ser censurado… MWAHAHAHAHAHAHA