Tive três cães – dois já morreram de velhice – e o terceiro veio cá para casa há quatro anos, quando era ainda do tamanho da palma da minha mão.
Ainda hoje não consigo pensar na cadelinha que acompanhou a minha infância sem me perder nas memórias desses tempos simples em que ela se aventurava comigo para todo o lado.
Por ser uma cachorrinha tão extrovertidamente doida, a minha mãe começou a chamar-lhe afetuosamente «és mesmo maluca», «ó minha maluca», até que o animal se convenceu de que se chamava mesmo Maluca.
Apesar de algum embaraço inicial, tive de aceitar que se passaria a chamar assim. E acabei por repetir a história do seu batismo centenas de vezes, para que as pessoas percebessem que eu também não me chamava maluco.
Por causa do nome invulgar, do temperamento sociável e da liberdade que lhe dava, muitas vezes cruzava-me na rua com pessoas que nem sequer conhecia mas que cumprimentavam a minha cadela sempre da mesma forma: «Ó maluca!»
Quem a via mergulhar de chapa no mar, do cimo de uma rocha, e a nadar como um Michael Phelps dos rafeiros por não suportar ver o dono desaparecer dentro de água, já dizia o seu nome antes de saber que era mesmo esse o seu nome. Em pouco tempo, banhistas que eu não conhecia de lado nenhum já a saudavam com uma festinha.
Quem tem ou já teve cães ou gatos sabe como é fácil amar um animal como a um filho ou irmão. E é por isso que esta foto me comoveu.
O cão de John Unger, Schoep, um velhote de 19 anos, sofre de artrite e tem dificuldade em adormecer por causa das dores. Quando o dono descobriu que a água o aliviava, passou a levá-lo todos os dias ao lago, aconchegando-o até o pobre animal conseguir dormir. A história da relação dos dois é contada neste artigo do Huffington Post.












Não sei se gostei mais da foto, da sensibilidade de John Unger, ou da história da Maluca. Acho que gostei de tudo
Já tinha visto esta história no facebook, se calhar até foi no teu timeline, fiquei comovido, porque tem esse lado negro quando amámos um animal, um dai teremos que nos separar deles ou de nós definitivamente.
Abraço
Queria dizer uma “dia” e não um dai…
Tomé, fazia falta o botão editar…
Ainda estou a ver como integrá-lo, aquilo é uma complicação…
Boa história, encontrei outra esta semana no twitter, viste? http://instagram.com/p/OA-pEMGlkV/
Não conhecia, Benjamim, fantástico momento.