Com a abstenção a chegar aos 56,39 por cento, conclui-se que neste referendo quem venceu foi o Não, ou seja, o Não me chateiem.
Mesmo assim estou satisfeito com o resultado: mais de metade dos portugueses que se deram ao trabalho de votar não foi na conversa manipuladora e, por vezes, ultrajante, de alguns defensores do Não.
Parabéns aos católicos que não seguiram as orientações da Igreja. Admiro-os. Foram independentes e corajosos.
Esses católicos perceberam que o que estava em causa era saber se desejamos enviar as mulheres para a cadeia e que ilegalizar a prática do aborto não iria resolver nenhum problema. Mas alguns defensores do Não, os fundamentalistas, sempre se estiveram nas tintas para estes pormenores. O que eles quiseram foi impor a um Estado laico as suas concepções religiosas e dogmáticas do que é a vida. Perderam.
Eu amo a vida, e votei Sim.
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