Série de protestos e manifestações de mineiros em Espanha contra a drástica redução dos subsídios de 301 para 111 milhões de euros. Fotos: Cesar Manso
Política é um assunto que gosto bastante de discutir, saudavelmente. Porém, por vezes, me dá ânsia de vômito em ver crises mundiais quase nunca atingindo os mais privilegiados. As massas, que mantêm as riquezas das elites numa escala global, devido à não valorização consciente do seu próprio trabalho e — muito mais importante — valorização enquanto seres humanos, são muito menos favorecidas do que realmente merecem.
Políticos, altos escalões de governos, jogadores de futebol de times, empresários, banqueiros… estes, em sua maioria, nunca viram, de fato, uma crise financeira — mesmo sendo em menor número que a população em geral.
Imagens tristes, não vou negar. Porém, um ótimo artigo, Marco.
Antes de mais peço imensa desculpa por desviar-me do tema em questão, mas só hoje tive oportunidade de ler o post sobre o artigo das miúdas ricas da Vice, e como os comentários estão aí desactivados (e com razão) , venho aqui intrometer-me. Gostaria também de o felicitar pela qualidade deste blog, que vou seguindo interruptamente com maior ou menor frequência.
Bem, vamos ao que interessa: eu sou desde há algum tempo colaborador da Vice Portugal (mas atenção que a opinião aqui apresentada apresenta-se apenas como a minha, nem pertenço a qualquer lugar de “chefia”), e concordo com vários pontos referidos no seu artigo, mas o que é verdade é que existe em Portugal uma enorme lacuna no que toca a conteúdo “despreocupado” escrito em português por, e para, público dos dezoito aos vinte e tais anos. A Vice vende um estilo de vida bem vincado, e o que acontece é que a mesma “colonização cultural” a que se refere não é suficientemente profunda para que alguém tenha os tomates para escrever um artigo do género, de raiz, em português, sobre portugueses e para portugueses. Como acontece várias vezes cá no burgo, o mais provável era o autor ser insultado, e o buzz positivo que gerou seria substituído por comentários como “esta(e) acha-se o maior” e afins: um pouco o mesmo motivo pelo qual a Playboy Portugal tem tanta dificuldade em arranjar modelos.
Além do mais, lançar diariamente quatro ou cinco artigos com alguma qualidade (subjectiva, obviamente) escritos pelos nossos na nossa língua é bem mais complicado do que o que parece, até porque se tratam, tanto quanto o possível, de temas originais. A brincar a brincar, a nossa Vice ainda está no começo e tenta (tanto quanto sei) aprender com os seus erros e agradar ao seu público alvo. A verdade é que há cada vez mais gente a gostar do nosso trabalho, e não duvido que dentro em breve conseguiremos atingir o objectivo de lançar quase a totalidade dos nossos artigos como “made in Portugal”.
Dito isto não consegui deixar de esboçar um sorriso ao ler a sua crónica, que além de ter mérito em alguns pontos, ajuda a espalhar a mensagem de irreverência, e por isso lhe agradeço sem ponta de ironia.
Olá. Os comentários são automaticamente desactivados sete dias depois da publicação de cada post. Não tem nada a ver com o teor do post ou os comentários — já aconteceram polémicas piores por aqui — é simplesmente mais uma medida para perder menos tempo com spammers.
Quanto ao teu comentário, li-o com muito interesse e atenção, mas como estou neste momento de volta do meu PC a resolver trapalhadas do Windows só poderia responder de forma apressada.
Fotojornalismo do melhor!
Política é um assunto que gosto bastante de discutir, saudavelmente. Porém, por vezes, me dá ânsia de vômito em ver crises mundiais quase nunca atingindo os mais privilegiados. As massas, que mantêm as riquezas das elites numa escala global, devido à não valorização consciente do seu próprio trabalho e — muito mais importante — valorização enquanto seres humanos, são muito menos favorecidas do que realmente merecem.
Políticos, altos escalões de governos, jogadores de futebol de times, empresários, banqueiros… estes, em sua maioria, nunca viram, de fato, uma crise financeira — mesmo sendo em menor número que a população em geral.
Imagens tristes, não vou negar. Porém, um ótimo artigo, Marco.
Abraços cordiais.
Mineiros?…
Sim, mineiros, apoiados por muitas outras pessoas. http://www.ionline.pt/mundo/mineiros-apoiados-mil…
Boa noite Marco,
Antes de mais peço imensa desculpa por desviar-me do tema em questão, mas só hoje tive oportunidade de ler o post sobre o artigo das miúdas ricas da Vice, e como os comentários estão aí desactivados (e com razão) , venho aqui intrometer-me. Gostaria também de o felicitar pela qualidade deste blog, que vou seguindo interruptamente com maior ou menor frequência.
Bem, vamos ao que interessa: eu sou desde há algum tempo colaborador da Vice Portugal (mas atenção que a opinião aqui apresentada apresenta-se apenas como a minha, nem pertenço a qualquer lugar de “chefia”), e concordo com vários pontos referidos no seu artigo, mas o que é verdade é que existe em Portugal uma enorme lacuna no que toca a conteúdo “despreocupado” escrito em português por, e para, público dos dezoito aos vinte e tais anos. A Vice vende um estilo de vida bem vincado, e o que acontece é que a mesma “colonização cultural” a que se refere não é suficientemente profunda para que alguém tenha os tomates para escrever um artigo do género, de raiz, em português, sobre portugueses e para portugueses. Como acontece várias vezes cá no burgo, o mais provável era o autor ser insultado, e o buzz positivo que gerou seria substituído por comentários como “esta(e) acha-se o maior” e afins: um pouco o mesmo motivo pelo qual a Playboy Portugal tem tanta dificuldade em arranjar modelos.
Além do mais, lançar diariamente quatro ou cinco artigos com alguma qualidade (subjectiva, obviamente) escritos pelos nossos na nossa língua é bem mais complicado do que o que parece, até porque se tratam, tanto quanto o possível, de temas originais. A brincar a brincar, a nossa Vice ainda está no começo e tenta (tanto quanto sei) aprender com os seus erros e agradar ao seu público alvo. A verdade é que há cada vez mais gente a gostar do nosso trabalho, e não duvido que dentro em breve conseguiremos atingir o objectivo de lançar quase a totalidade dos nossos artigos como “made in Portugal”.
Dito isto não consegui deixar de esboçar um sorriso ao ler a sua crónica, que além de ter mérito em alguns pontos, ajuda a espalhar a mensagem de irreverência, e por isso lhe agradeço sem ponta de ironia.
Cumprimentos cordiais.
Olá. Os comentários são automaticamente desactivados sete dias depois da publicação de cada post.
Não tem nada a ver com o teor do post ou os comentários — já aconteceram polémicas piores por aqui — é simplesmente mais uma medida para perder menos tempo com spammers.
Quanto ao teu comentário, li-o com muito interesse e atenção, mas como estou neste momento de volta do meu PC a resolver trapalhadas do Windows só poderia responder de forma apressada.
Até breve, então