Esclarecendo os amigos brasileiros que frequentam este blogue: o PNR é um partido de extrema-direita, neonazi e racista, com uma expressão mínima em Portugal. Em alguns comentários de pessoas a propósito da novela da Maitê Proença – não sei se provocados pela indignação ou simplesmente provocatórios – pretende justificar-se o voto no PNR a propósito deste caso.
O PNR é um partido sem expressão em Portugal – tal não implica que se deva considerá-lo menos perigoso (ou assustador) pelo facto de se encontrar à margem da Humanidade.
Uma vez, no filme 1900, uma obra-prima do Bernardo Bertolucci, vi uma cena em que um personagem explicava a ascensão do nazismo da seguinte forma (cito de memória e com liberdade na linguagem, mas o essencial está correcto): «Havia um tipo absolutamente ridículo que costumava sentar-se numa cervejaria a dizer as ideias mais disparatadas, incluindo vociferar contra os judeus como um louco. A malta fartava-se de rir com ele, um verdadeiro palhaço. Quando se constou que ele ainda ficava mais agitado quando bebia (até se babava), os clientes da cervejaria começaram a pagar-lhe copos só para vê-lo a subir às mesas e fazer discursos. Esse louco que divertia os clientes chamava-se Hitler.»
Nunca mais me esqueci deste monólogo – o melhor Cinema é mais do que um simples filme, é uma lição de vida.
No auge da polémica dos cartazes desses fascistas no Marquês de Pombal, em pleno centro de Lisboa, escrevi o post que se segue. Acredito sinceramente que toda a gente devia pelo menos pensar na mensagem que procurei transmitir, independentemente da indignação que possa sentir perante a ignorância de meia-dúzia de peruas num programa de conversa de chacha emitido no Brasil. Dar demasiada importância à manifestação da ignorância tem como consequência o triunfo da ignorância.

Sempre que vejo militantes do PNR a queixar-se dos «actos de vandalismo» contra o primeiro cartaz lembro-me de uma rábula dos Monty Phyton: meia-dúzia de gandulos faziam queixinhas aos jornalistas das terríveis velhotas que os roubavam e assaltavam.
As ideias não se apagam, discutem-se, afirma o PNR no novo cartaz. Plenamente de acordo. O problema é as ideias dos militantes do PNR incluírem apagar da História seis milhões de mortos (para não falar dos pretos, monhés e brasileiros que a extrema-direita, caso tivesse poder, se encarregaria de apagar de Portugal).
Dizem que a força daquele primeiro cartaz está no facto de dizer em voz alta aquilo que muitos só se atrevem a pensar. Se isto for verdade, e até acredito que seja, então significa que mensagens como a daquele outdoor no Marquês de Pombal se alimentam da nossa fraqueza – e quando digo fraqueza, quero dizer ainda mais. Vejam os olhos do líder do PNR: há algo de vampiresco naquele olhar que se adequa ao estilo de actuação desse partido. Estes cavalheiros da extrema-direita são vampiros que se alimentam da nossa má consciência. O problema não está neles, está em nós.
Se calhar precisamos de falar sobre o racismo e deitar tudo cá para fora sem que haja alguém que nos chame «nacionalista» ou «criminoso» e nos queira puxar para um extremo ou outro. Por outras palavras: fazer de uma conversa um acto cultural.
Precisamos do PNR para isso? Claro que não. Afinal eles não mostram nada que o Hitler já não tenha berrado há sessenta anos. E os perdigotos de Hitler, já devíamos saber, transformam-se em bombas.































69 comentários
Já posso morrer, porque um comentário meu despoletou um post no bitaites, obrigado.
Não foste só tu que o disseste. Vi isto em vários sítios, como uma praga. Devias sinceramente pensar nisso. É mesmo num mundo que não tolera as pessoas que são diferentes de ti que queres viver? Não acredito.
Não percebo o porquê de tanto alarido à volta desta questão. É pá, deixem lá a mulher dizer o que lhe apetece. O facto de alguém pensar algo de nós não nos transforma naquilo que esse alguém pensa. Até parece que alguém declarou guerra ao nosso país.. Sou da opinião de que ignorância e preconceito há em todo o lado e então em Portugal há sempre boas colheitas de ignorantes e preconceituosos. Ainda me estou a rir da do “putedo de qualidade”.
Não. Mas dá-me uma raiva esta coisa dos brasileiros adorarem gozar connosco, e de até terem “anedotas de português”, sempre deu.
Não foi há muitos anos que eu ainda lia os livros da Turma da Mónica e já aí eu reparava nesse pormenor.
O português era sempre o padeiro de bigode e barriga que, apesar de aparecer poucas vezes, quando aparecia era sempre o bobo da corte.
Estava sempre a dizer “Ora pois”, frase que os brasileiros acham que os portugueses estão sempre a dizer (?).
Aliás hoje mesmo, e curiosamente antes de eu ter vindo ao bitaites, que foi por aqui que tomei conhecimento do acontecimento, tinha estado no msn com um amigo brasileiro que está cá em portugal a falar disso mesmo, coisa que fazemos imensas vezes em tom de brincadeira. A conversa começou nos Mamonas Assassinas e acabou nesse assunto de aparentemente, em portugal sermos todos padeiros. Acabo de ter essa conversa, venho aqui e deparo-me com isto da Maitê. Eu chego à conclusão que os brasileiros são na sua maior parte pobres e mal-agradecidos.
A única coisa que me reconfortou foi outro meu amigo brasileiro que mal eu lhe falei da Maitê Proença e antes mesmo de contar o que se tinha passado me disse logo que essa mulher “não batia bem da bola”.
###Não. Mas dá-me uma raiva esta coisa dos brasileiros adorarem gozar connosco, e de até terem “anedotas de português”, sempre deu.####
Lê mais “livros” da “Turma da Mónica”, que essa merda passa. Olha, canta o hino e masturba-te com o Rooonnaaldooo.
otario.
Olhem, antes de criticarem o PNR leiam e informem-se por favor, não sejam também vocês ignorantes. Estes são alguns pontos cruciais do PNR:
* Apoiar a família, a natalidade portuguesa e a educação;
* Restringir a imigração e inverter os fluxos migratórios;
* Combater o crime e reduzir a idade de imputabilidade penal.
* Terminar e combater a corrupção política e social.
* Combater o capitalismo que enforca milhares de famílias portuguesas e põe em cheque a nação, empresas e o trabalho nacional.
* Combater a precariedade no trabalho.
Por outras palavras, a imigração não será travada mas sim controlada, acham justo os emigrantes andarem a trabalhar arduamente e ilegalmente para receberem meia-duzia de trocos? Tal como não é justo serem-lhes atribuidos certos benificios que o cidadão comum português não tem, é equilibrio minha gente. Acham justo o LOUÇÃ ir defender os delinquentes no caso da Bela Vista? As pessoas não devem ter medo de sair das suas próprias casas e de ceder os bairros onde vivem há anos ou mesmo gerações a estrangeiros que cá chegaram há meia-dúzia de dias! Isto de associar a Maitê Proença ao voto no PNR é uma estupidez, ela é por acaso residente em Portugal? O que é que o PNR ia fazer? Ir até ao Brasil matá-la? Proibi-la de entrar em Portugal? LOL
A sério, informem-se sobre o PNR, a comunicação social gosta muito de distorcer as coisas, ninguém fala nos antigos REGIMES ESQUERDISTAS FASCISTAS tal como o COMUNISMO FANÁTICO que matou tanta ou mais gente que a extrema direita! Se dão uma oportunidade à esquerda dêm uma à direita! Isso sim é igualdade e democracia, o que fazem ao negligenciar o PNR é pura censura!
Em vez de debaterem quem vota no PNR por causa da Maitê que tal verem quem vota no Bloco por causa da legalização das drogas leves? Informem-se… ao acusar assim um partido que mal conhecem quem é que está a ser verdadeiramente fascista…?
Ana, sobre o seu comentário já disse o que tinha a dizer neste post.
A alusão ao PNR é apenas relativamente à quantidade de brasileiros ingratos que andam por cá.
” otario. ” Ó otário. Lê o cebolinha. Ou o zé carioca.
Concordo, qualquer dia é preciso uma escolta policial para sair à rua, e mesmo assim há zonas onde nem esses se atrevem a entrar, já basta ter que lidar com os males dos portugueses, agora ter que aturar com a criminalidade da estrangeirada e vê-los a ser defendidos pelos partidos esquerdistas é demais! A minha mãe tem medo de sair depois as 8 da noite por certas experiências que passou e todas elas com pretos (se nos chamam brancos posso chamá-los pretos, que eu saiba é a mesma coisa) que se mudaram recentemente para esta zona, casos como estes há muitos, essa gente pertence à cadeia, aliás, ao país deles, querem viver em Portugal façam por se integrar, não somos nós que temos que mudar a favor deles.
Ps- Não envolvam essa desgraçada neste assunto, acho que a mulher já deve ter a caixa de e-mail mais ”speedada” do Brasil com tanta reclamação e torno a concordar com o comentário anterior, alhos não têm nada a ver com bogalhos, quem vota no PNR vota de consciência não por causa duma merdita destas, e ela só se ridicularizou mais nada, nós portugueses é que nos devemos rir dela e das ”abutras” que estavam em estúdio, tenham sentido patriota e defendam a herança dos nossos antepassados antes que a tirem de nós e não dêm importância a sátias ignorantes que essas ginjas velhas fazem, crises de meia-idade……
Gostaria apenas de dizer que a Ana e a Luísa são a mesma pessoa, pois partilham o mesmo IP. Chama-se a este fenómeno o milagre da multiplicação dos trolls.
Como se vê, os simpatizantes do PNR têm soluções plausíveis para tudo. Que nojo.
E escusas de vir aqui vomitar a tua propaganda xenófoba, Ana/Luísa, porque neste blogue não pias mais. Sim, é censura.
Eu até ia responder à Ana (já tava aqui a escrever um post bem fundamentado e tudo, principalmente aquela de os regimes de extrema-esquerda terem morto mais gente, o que a ela lhe escapa é que se os regimes de esquerda mataram gente – o que fizeram aos milhões – não o fizeram por ser de extrema-esquerda, mas sim porque eram criminosos, enquanto que os de extrema-direita que mataram gente – só o Hitler sozinho conseguiu com que morressem mais de 60 milhões de pessoas ao iniciar a 2ª GG, coisa pouca portanto – mataram-nas porque a sua ‘ideologia’ assim o defendia. E essa é a grande diferença, porque criminosos e assassinos existem de todos os quadrantes políticos, mas a defesa do extermínio de certas pessoas só porque têm os genes ‘errados’ é da exclusiva responsabilidade de um quadrante: a extrema-direita) mas depois lembrei-me que gente da laia dela nem merece resposta.
E concordo com a censura Marco, mas só gostava de saber qual a opinião dela(s) sobre o facto de uma das principais figuras do seu adorado partido ser um assassino que matou um cidadão cabo-verdiano só porque era preto. Se calhar não ‘achava justo os emigrantes andarem a trabalhar arduamente e ilegalmente para receberem meia-duzia de trocos’ e então decidiu ajudá-lo a ultrapassar esta situação.
E pronto, já me consegui com esta escumalha, parasitas da sociedade (os do PNR entenda-se).
Marco, no comentário sobre o teu texto da ida do Homem à Lua e de quem podia duvidar disso, eu escrevi isto «Sou também da opinião que os Revisionistas têm o direito a efectuar os estudos e pesquisas que bem entendam. Punir com pena de prisão o acto de negar o Holocausto, não se pode enquadrar no princípio universal da liberdade de expressão.».
É esse aspecto que é fantástico na Democracia. A possibilidade de todos terem direito a apresentar as suas ideias e opiniões. Mas isso não invalida que eu não sinta profundo asco ao ler as ideias do PNR ou a sentir frustração por ver que existe quem considere essas ideias dignas de consideração ou comentários.
Gostei do teu texto e da forma como apresentas-te o assunto. Misturar o voto no PNR com a imbecil da Maitê, é de facto demonstrativo da confusão que existe em algumas cabeças. Toda a discussão anterior também serve para mostrar que a xenofobia continua escondida mas presente, sendo muito fina a capa que a impede de vir ao de cimo.
Por causa de recebermos presos de Guantanamo, fiquei admirado pelo PNR não colocar um cartaz como este que eu fiz aqui.
Aviso: comentários racistas aqui não passam. Este é um blogue mentalmente saudável e vai continuar assim. Ponham-se na alheta e não voltem mais.
Se possível, também dá para evitar o “Pita Script”?
Se é para ser xenófobo, ao menos que seja numa escrita que todos entendam
Eu sou militante do PNR e deixem-me dizer-vos que há vários tipos de racismo, ou seja o racismo mais conhecido são “eles, os jovens” contra nós que nos chamam de tugas e lixo branco.
O PNR não tem nada a ver com ideologias de direita ou nazis, mas sim com a defesa da nação contra a invasão provocada pelas fronteiras abertas por causa da globalização.
É a favor da familia.
A favor de uma sociedade equilibrada.
Muitos dos que criticam o PNR e as suas ideias fazem-no por ignorancia e desonestidade intelectual ou seja entendem as suas ideias mas criticam-nas por ir contra os seus próprios nefastos interesses.
O PNR a pouco e pouco está a ganhar pulso, é só uma questão de tempo.
As comparações que fazem com Hitler e os nazis são ridiculas e ignorantes e não têem nada a ver com a realidade.
O PNR não tem nada a ver com nazis e semelhantes, os média é que fazem essa associação e se vocês tivessem o minimo de inteligência saberiam distinguir a realidade da propaganda.
Quanto á censura, pergunto se irá postar o meu comentário, se não o fizer é porque já sei que este não é um fórum/blog de partilha de ideias mas sim de propaganda.
Ideias não se apagam, discutem-se!
marco santos, achas que a tua atitude está a ser melhor do que a de qualquer opinião que seja diferente da tua? (nomeadamente, para o extremo)
sabes o que é impedir pessoas da sua opinião, seja ela ‘monstruosa’ ou seja ela como a tua?
nas eleições de 27 de setembro falou-se muito em asfixia politica, o PS, partido não extremo atenção, conseguiu entre manhas, mandar embora a manuela moura guedes da TVI. quando apenas fazia um programa de opinião.
vale a pena lançares este tópico sem que esperes respostas vindas de todas as partes? torna-se o quÊ? asfixia de opinião?
é ridiculo associar o voto no pnr à maite proença, independentemente de qual foi o meu voto a 11 de outubro nas minhas eleições locais (autarquicas), eu só soube da cena da sôra maite ter cuspido no meu territorio na terça feira, logo a mim não me influenciou. Como a mim não me influenciou, logo não deve ter influenciado muita gente.
sinceramente se há aqui alguem ignorante que bebe uns copos a mais num bar e se mete em cima duma mesa a gritar e a gesticolar e gosta de banir opiniões diferentes da sua porque tem duas palas nos olhos e só vê o que o seu proprio umbigo gosta, escusado será dizer quem é..
ps- (e esta dou-te de borla, a proxima ja tens que pagar
) o Hilter não bebia alcool, era anti
Necroshiner, falas deste blogue como se fosse um espaço público. Não é.
É irrelevante para a discussão que o Hitler bebesse ou não álcool ou, sequer, que o episódio contado no filme do Bertolucci tenha sido ou não real. O valor daquele monólogo não é pelo seu valor documental ou histórico. Recolher e apurar factos até uma máquina o consegue fazer. Aquele monólogo é uma metáfora, e bastante apropriada, sobre o que pode suceder quando deixamos de estar alerta. O extremismo pode nascer de episódios que consideramos ridículos, como podes ver pelo tipo de comentários no YouTube e noutros sítios a propósito do vídeo da Maitê.
O que torna irreconciliável a nossa posição é que tu consideras que alguém que venha aqui comentar que a pretalhada devia ser toda posta fora de Portugal e que as brasileiras são todas umas putas é apenas uma opinião diferente; eu acho uma infâmia. Um nojo. Uma enorme irresponsabilidade. Porque é esse tipo de comentários que eu tenho eliminado. Quero lá saber que tu digas que eu tenho duas palas. Acredita, não troco as minhas palas pelas tuas.
Quanto à associação ao PNR, ela foi feita aqui e em muitos outros lugares. Não fui eu que a inventei.
É no que dá acreditar em tudo o que a comunicação social diz, depois ficam com a ideia errada e fazem as suas deduções disparatadas. Não tenho que ter vergonha das minhas origens, sou portuguesa com orgulho, sou branca com orgulho, isso não faz de mim racista, não acredito em raças inferiores nem em raças supremas, mas acredito que enquanto portuguesa mereço estar num país seguro e neste momento não sinto isso e qualquer força política que defenda delinquentes não terá o meu apoio. Redefinam o vosso conceito de ”xenofobia” e de ”racismo”.
Censurem-me para aí à vontade, só prova que vos afecto e que não querem as verdades publicadas neste blog, é no que dá tentar comunicar com esquerdistas do caviar xD
Ah e segundo eles a minha frase sobre a Maitê Proença: ”O que é que o PNR ia fazer? Ia até ao Brasil matá-la? Proibia-a de entrar em Portugal?LOL” foi levada a sério! Só prova que são pessoas que levam tudo à letra…. menos o ”LOL” =)
lá está, no filme do bertolucci surge uma opinião, seja ela verdadeira ou não, seja ela ofensiva ou não, é uma opinião, tudo tem direito natural à sua opinião. se crias um espaço na internet em que há esta opção ‘comentar’ é natural que tornes isto publico e que esperes que se comente, fomentando e argumentando, por muito contrarias que muitas opiniões surgam. isto É um espaço publico.
não sei se te conseguiste aperceber, mas eu não me associei ao pnr, não interessa aquilo em que eu acredito politicamente, se não fazia um blog acerca disso. disse simplesmente que tal como tens de viver com opiniões semelhantes às tuas, tens de viver com contrarias, se não o mundo seria duma monotonidade entediante em que não se passava nada, as pessoas limitavam.se a nascer e morrer, não passavam pela fase – vida.
a vida é construida de adversariedades, de problemas, de soluções, de uniões. é isso que nos dá para respirar dia após dia, é isso que nos dá o prazer e a diversão de viver, de lutar contra as correntes, modas e estereotipos para mim são pessoas monotonas e entediantes
a conversa das palas tem tudo a ver com este ultimo paragrafo, estás-te a revelar uma pessoa de modas, foi dito numa edição do gato fedorento desta ultima serie o seguinte – Bloco de esquerda – betinhos de direita com uma opinião ultra liberal. não podia ter concordado mais. no entanto tu não consegues afinal perceber se eu sou de esquerda, de direita, de extremos, monarquico, anarca. porque eu não te vou dar a entender nada disso
fascista não poderia ser porque aprecio demasiado a liberdade (seja ela fisica ou intelectual)
Bem, mais uma vez tenho de insistir contigo: o meu blogue não é um espaço público, é um espaço pessoal aberto ao público. Há diferenças. Opiniões contrárias às minhas são bem-vindas. Não quero dizer que fique aos pulos todo contente quando alguém discorda comigo, mas também não me faz mossa, já tive disxcussões bem porreiras à conta disso.
O problema é a nossa discordância em relação ao conceito que cada um faz do que é ou não uma opinião. Aqui não há nada que eu possa fazer para te mudar de ideias nem tu para mudares as minhas. Ficamos assim em loop.
Mesmo assim… insisto: dizer que a pretalhada deve ser expulsa de Portugal e que as brasileiras são todas umas putas não é opinião. Estes comentários apago sem hesitar. Esta para mim é a questão essencial. Isto não pode ser considerado opinião – isto é ignorância, preconceito, má-fé, discriminação. Não abri um blogue para encorajar ou dar voz a quem ofende e desdenha tudo aquilo em que acredito.
Se eu te insultar a ti ou aos teus estou a dar uma opinião ou a injuriar-te? É óbvio que te estou a injuriar. No entanto, pelo teu raciocínio eu poderia dizer-te desculpa lá, eu insultei-te porque tenho, sobre ti, uma opinião contrária à tua.
E sinceramente não percebo essa insistência no Bloco de Esquerda. Estou longe de ser um fã de frei Louçã e não pertenço a nenhum partido político. Nem tão-pouco me pus a adivinhar se eras de esquerda, direita ou seja o que for. Reagi ao que escreveste.
Eu fui mal-interpretada neste espaço desde o início, já me chamaram de tudo aqui e eu não vim para cá insultar ninguém, no entanto os meus comentários em que me defendi dos vossos ataques foram apagados. É isto a que chamas igualdade? A Luísa partilhou uma história contada pelos avós que por sua vez a souberam pelos bisavós, achando que poderíamos aprender algo com isso: nada, apagaste. Partilhámos casos reais que acontecem nas ruas do nosso bairro, nas nossas escolas com pessoas nossas amigas, nada, apagaste também. Portanto não, esse discurso acima não te acenta, temos uma opinião contrária à tua e tentámos explicar-te e a única coisa que recebemos como resposta foi ”são umas racistas” ”são umas xenófobas” ”trolls” etc. Isso é ser justo? Não, não é. Não perco mais tempo com isto, claramente não entendem ou não querem entender, azar, há-de haver sempre gente como nós e ao contrário do que pensam damo-nos com pretos, brasileiros e inclusive com asiáticos, e sabes o que muitos deles nos dizem? ”Tenho pena que os meus semelhantes venham para cá provocar estragos, mas eu não tenho culpa, eu não sou assim”, nunca gostei de englobar tudo, de por todos no mesmo pé, mas o que é um facto é que as estatísticas não mentem, e se digo o que digo é porque tenho motivos, factos, fundamentos e experiência de vida para falar.
Este post foi meu (Ana) mas achei que não havia problema em falar em nome da minha amiga também
Está bem, Ana, então vamos lá ser todos muito democratas, justos e tolerantes uns com os outros. Tu vais desculpar-me por te ter chamado troll e por te ter apagado comentários em que te defendias de algumas acusações, e eu vou esquecer que me chamaste macaco esquerdista de merda para te defenderes, e mais uns quantos mimos que tiveste a amabilidade de enviar pelo formulário de contacto e que terminavam com uma referência nada abonatória à minha carinha tão laroca (caramba, só não vê quem não quer).
Como vês, os teus dois últimos comentários foram publicados. Estou no modo máxima liberdade. Agora peço-te que entres no modo máxima responsabilidade. Combinado?
Ana, já agora, tu dizes o seguinte:
Eu acho isso porreiro, dou-te os parabéns por seres uma pessoa aberta ao diálogo, mas não preferias dar-te com pessoas e deixar essa treta das raças para os nazis e os fascistas? Uma visitante chamada Carla Graça fez um comentário muito interessante sobre esta coisa das raças, devias pensar nisso. É este:
«(…) actualmente é consensual na comunidade científica que as diferenças biológicas entre humanos, apesar de por vezes muito visíveis exteriormente, não são suficientes para determinar que sejam raças diferentes. É a diferença entre genótipo e fenótipo. O conceito de raça implica a existência de diferenças genéticas relevantes, isto é, diferenças no seu genótipo, que pura e simplesmente não existem actualmente na espécie humana, apesar de fenótipos distintos.
O preconceito tem origem no desconhecimento e no consequente medo de tudo o que é diferente de nós próprios. É acima de tudo cultural, porque é a nossa própria cultura, independentemente de qual ela seja, que nos condiciona por vezes a rejeitarmos (tudo) o que seja diferente. (…)»
Dá que pensar, não?
Infelizmente não tenho provas, não consigo aceder ao forumnacional.net e uma pesquisa no Google não deu origem a frutos.
Como tal, poder-se-ão basear apenas em mim para a resposta à seguinte frase, colocada mais acima:
«O PNR não tem nada a ver com nazis e semelhantes, os média é que fazem essa associação e se vocês tivessem o minimo de inteligência saberiam distinguir a realidade da propaganda.»
O culto da personalidade de Hitler, patente no fórum nacional, e sou capaz de jurar que já vi alguém lá com uma assinatura que incluía a frase “Deus Hitler” ou uma baboseira qualquer do género, leva-me a desconfiar da veracidade da frase que citei.
Independentemente das intenções de Hitler — que são defendidas como boas em pelo menos um tópico do fórum que espreitei agora mesmo — esse homem criou, no mínimo, as condições para o assassinato de pessoas com base tendo como base as características — verídicas ou não — do grupo a que pertenciam.
Voltando ao PNR, duvido que o PNR seja ideologicamente independente dos ideais nazis. Como tal, não confio neles e ficarei com muito medo se o número de votantes neles aumentar muito.
Por outro lado, prefiro que tenham uma frente formal ao invés de andar nas sombras a fazer merda.
Ana e restantes militantes do PNR o que dizem disto: http://www.youtube.com/watch?v=-hkoZFTyUPg ? É giro não é?
Mais uma gira para quem diz que os imigrantes são larápios de empregos: http://www.thebestpageintheuniverse.net/c.cgi?u=walmart
NENHUM partido em Portugal é manifestamente a favor da imigração ilegal, a imigração já é controlada e mesmo que fosse proibida por completo a imigração ilegal continuaria a existir. Admito que nem toda a gente possa vir para Portugal com as melhores intenções mas as vantagens de ter imigrantes e de permitir a imigração são muito superiores a tudo isso.
Fechem Portugal ao mundo e vejam se sobrevivem orgulhosamente sós ou então encarem a realidade e recebam de braços abertos aquilo que os países a sério têm para oferecer. Portugal precisa mais do mundo do que o mundo de Portugal.
Marco, tu que vives numa alegre casinha no subúrbio, cheio de pessoal endinheirado, com as carrinhas com suportes para bicicletas a descansarem na garagem, a chegarem nos seus fatinhos todos os dias a casa, experimenta mudares-te para a proximidade dum bairro cheio de pretos e ciganos. Experimenta passear na rua alegremente com a tua família, é na base do assalto diário. Ou acorda sobressaltado durante a noite com medo que roubem o carro que tanto adoras. Vais ver que mudas de opinião em relação ao PNR.
As contas são as seguintes: pretos, brasileiros e ciganos – não conseguem adaptar-se à sociedade em que vivem. São marginalizados porque o querem.
António, você não sabe nada sobre a minha vida. Nada. Não sabe o bairro onde eu vivo e os vizinhos que eu tenho. Nada. Mas age como se soubesse e tira conclusões a partir dessas suposições erradas. Endinheirados? Fatinhos? LOL. Típico.
De referir que este é o meu primeiro comentario no bitaites (blog que consumo imenso XD)
Em relação ao post só tenho uma coisa a dizer a palavra nacionalismo para muitos pode ser entendida como alguem que pertence a uma extrema direita como pode ser entendida como alguem que ama o seu pais por isso alimentar discuções do que o que é realmente o nacionalismo temos que chamar muitos antropologos,sociologos etc….
E de salientar que não é fechar as portas à imigração que se resolve o problema da economia pelo contràrio està provado por vàrios economistas que +imigração representa mais desenvolvimento económico visto que estes imigrantes vem ocupar trabalhos de baixo nível de qualificação(os chamados Brazukas e africanos pk os imigrantes da europa do norte trabalham tds para as grandes multinacionais)
grande novela, ainda foram uns longos minutos a ler isto tudo.ora dou razão a um lado, ora ao outro. basicamente estão a discutir ideais e pontos de vista.
@João esse vídeo que mostras do PNR devias retirar, só vais provocar mais confusão que era desnecessária. aliás o vídeo em si não mostra nada de relevante, mais uma vez são pontos de vista, tu até podes ser gay e consideras que te estão a ofender com a manif, ou seres indiferente e não concordares com a discriminação, ou …. são meros pontos de vista que valem o que valem. todos nós sabemos que os extremos são isso mesmo extremistas, mas deixem o PNR respirar em paz, enquanto não extinguirem os extremistas do comunismo.
eu tenho a minha opinião, os meus ideais e a minha forma de ver as coisas, nada me vai mudar.
«Saramago advertiu para que na Europa “está a crescer o fascismo” e mostrou-se convencido de que nos próximos anos “atacará com força”.
Por isso – sublinhou -, “temos de preparar-nos para enfrentar o ódio e a sede de vingança que os fascistas estão a alimentar”.
“Apesar de ser claro que se apresentarão com máscaras pseudo-democráticas, algumas das quais circulam já entre nós, não devemos deixar-nos enganar”, frisou.» (link)
Este senhor tem uma tendência a dizer coisas que são uma grande verdade
Achei este texto excelente
E tal como disse num post acho que isto da Maitê Proença está a ser exagerado e a atingir proporções irracionais já.
Olha Marco, não sei realmente onde vives. O que te estou a tentar mostrar é que muita gente deve ter cuidado no que fala quando precisamente não sabe do que fala. É politcamente correcto dizer que não devemos discriminar, que devemos tolerar, que devemos ter solidariedade com os estrangeiros e com os de diferente etnia. Mas bolas ! Tou cansado. É claro que não é tudo farinha do mesmo saco. Mas falo com experiência própria e toda a gente sabe ou já passou por isso: roubam, matam, falam alto, cheiram mal, são violentos e acima de tudo completamente anti-sociais. Chego-me por vezes a perguntar se ainda estamos no nosso país. Porque sinceramente eu, e muita gente que aqui lê isto, é que é verdadeiramente discriminada. Senão vejamos: trabalhamos, pagamos impostos, mantemo-nos dentro da lei. E para quê ? Eles é que não pagam renda da casa. Eles é que roubam e não são presos. Eles é que são as vítimas, nós somos sempre os maus da fita. Eu não sei nada ? Tu é que pelos vistos deves viver num mundo totalmente diferente do mundo real. Já agora para acabar: continua a falar do hitler, mas não te esqueças o que o hitler fez aos judeus, os judeus fazem agora aos palestinianos. Não são muito diferentes.
Os do PNR não idolatram Hitler?! LOLOLOL
Eu por acaso até conheço um que tem algumas responsabilidades na juventude do partido (é o que ele diz, não ando metido com aquela gente) e o que ele conta das reuniões é engraçado é…
«Já agora para acabar: continua a falar do hitler, mas não te esqueças o que o hitler fez aos judeus, os judeus fazem agora aos palestinianos. Não são muito diferentes.»
Eu ainda não ouvi falar de campos de concentração de palestinianos onde matam os que não podem trabalhar e fazem trabalhar os restantes.
Não é uma questão de raça caramba! É uma questão de cultura! E todos os países as têm, se falarmos de continentes os contrastes ainda são maiores! Se agora me pusessem numa tribo nomada não conseguia, não é a minha cultura. Se me pusessem na China a viver, o sabor da comida, a paisagem, os costumes, as roupas… é pá não tem nada a ver com a minha cultura. Ninguém tem o direito de molestar culturas, são traços de origem, portanto há sempre diferenças no modo de viver/pensar. Se uma pessoa quer viver noutra cultura que não a sua, não é a causar disturbios que se vai integrar! Isso é andar a gozar connosco, damos-lhe casa, abonos, pensões, direitos, estudos,… damos-lhe uma oportunidade de irem para outro país tentar a sua sorte e é esta a paga? É justo ser o português a pagar? A ver o sítio onde sempre viveu sossegado a ser invadido por ondas de assaltos? Isso não é nada! Não é preciso ser ”nazi” para pensar assim, basta andar atento!
E há que distinguir os putos ignorantes que acham que o PNR são uma cambada de nazis e dizem-se nazis porque ”é fixe”, como já disse sou contra modas políticas, esses não são nem nunca serão bem recebidos no seio de pessoas maduras que de facto conhecem a essência do partido, sei isto por experiência própria, e infelizmente são eles que dão mau nome ao partido, mas não o determinam nem o representam em nenhum aspecto.
Acho triste que o nosso povo apenas fique indignado com assuntos secundários como foram as palavras da actriz brasileira.
Andamos 364 dias por ano praticamente ignorando tudo o que vai mal neste país esperando que tudo se resolva por si só. No entanto quando coisas destas acontecem afinal parece que somos o povo mais reactivo e mais patriota que já se viu.
Em relação aos comentários xenófobos aqui publicados:
- Não é o facto de se ser preto, brasileiro ou cigano que torna alguém em criminoso: é o facto de se juntar uma amálgama de pessoas em condições sociais bastante desfavorecidas e concentrá-las num mesmo bairro, zona, etc. Ou será que não há bairros sociais e criminosos maioritariamente brancos, em pleno Portugal? Como é possível que alguém minimamente informado ainda acredite que o crime, a violência ou a estupidez (ou qualquer outro defeito ou qualidade) está no “adn” de uma qualquer etnia ou cultura?! É engraçado que quem fala destas coisas – de modo a não parecer totalmente xenófobo (apenas 75%) – diz sempre “é claro que não é tudo farinha do mesmo saco”, etc, etc, mas as “excepções” que invocam só servem para confirmar a suposta regra, nunca para invalidar a mesma. Foda-se, tenham olhos na cara. E vergonha, já agora.
Já que são tão profundamente patriotas, pensem nas grandes vagas migratórias portuguesas e no que os nossos emigrantes tiveram que passar lá fora, onde – como qualquer pessoa em situação precária que sai em busca de uma melhoria das condições de vida – tiveram de aceitar os trabalhos que mais ninguém queria e foram ostracizados por serem estrangeiros e terem ocupado sempre as camadas sociais mais baixas.
Será que já se esqueceram do rótulo de “empregadas domésticas e calceteiros” que foi atribuído aos portugueses em França? E da Maria feia e peluda e do Manuel gordo e de bigode?
Se querem ser exemplarmente patriotas, se esta é a única palavra que vos diz qualquer coisa, então lembrem-se disto, deixem de ser absolutamente hipócritas, e tratem de acolher os imigrantes como gostariam que os nossos pais, avós, tios, etc, tivessem sido acolhidos no exterior. Com respeito e dignidade, e sem medo de descobrir que entre toda a humanidade há muito que nos une e muito pouco que nos separa.
Não me lembro do nome que se dá à lei que mudou isto tudo praí há 15 anos, mas antigamente cada clube europeu só podia ter, no máximo, 3 jogadores extracomunitários. Eu tinha uma linha de raciocínio mas perdi-me completamente. Tinha a ver com o facto do Nuno Gomes não ser titular e a distinção entre simbiose e parasitismo.
Se o video da Maite incomoda assim tanto experimentem ver em reverse. Ela fecha as pernas, riem-se porque nem acreditam, vem para Portugal, leva uma cuspidela, fica indignada quando se perde em Sintra por não se dar bem com a numeração alfabética das casas, volta para o Brasil, e vê-se que, pelos menos, aprendeu a sentar-se como uma senhora.
Pedro F: pois não, os judeus pura e simplesmente cercam e fecham a faixa de gaza, isolam as cidades palestinianas e deixam-nos a morrer à fome. Vai lá buscar ao hitler a definição de ghetto.
Bem, estes comentários assustam.
É em climas sociais similares que se instalam as ditaduras….
Gostei da frase: “sem medo de descobrir que entre toda a humanidade há muito que nos une e muito pouco que nos separa.”
Marco, admiro a sua tolerância e capacidade de promover a liberdade de expressão. Eu não sou capaz de tanta tolerância. Sou de Direita (seja qual for o significado disso), Católico, adoro o meu País e a minha Família. E sinto também um nojo por esta escumalha de extrema-direita incapaz de ver além de rótulos que cola a outros por serem diferentes e pensarem de maneira diferente. Vemos aqui Anas, Luísas, “Danieis” e outros que tais a apregoar os seus complexos perante os outros. Tenham uma certeza, se algum dia se tornarem uma força política relevante no nosso país existem muitos milhares como eu dispostos a tudo para vos escorraçar da nossa Pátria. Sim, mesmo a tudo, porque a Democracia não pode servir como desculpa para se tolerar tudo muito menos a sua própria extinção. PNR podia bem significar Partido Nazi de Reacção. Os cobardes não o assumem porque sabem que a Constituição Portuguesa proíbe partidos nazis e estariam mas é na prisão.
@neox A minha intenção era simplesmente dar a conhecer aquilo de que o PNR é feito. Nesse vídeo o assunto era a homossexualidade mas o discurso do líder do PNR seria praticamente o mesmo quer estivesse a falar de pretos, castanhos, amarelos ou gays.
Para além disso aquilo que eu vi no vídeo foi mais do que exposições de pontos de vista: foi ignorância pura e indiscutível. O vídeo também permite mostrar quem são uma boa parte dos apoiantes desse partido.
Ninguém gosta de viver num país onde existe criminalidade mas andar a dizer que o PNR é o único partido preocupado com isso e que é o único partido que realmente se interessa pela identidade portuguesa e pela integridade do país e dos portugueses é ridículo.
A Ana disse que o PNR estava interessado nos seguintes assuntos:
* Apoiar a família, a natalidade portuguesa e a educação É o único partido que está interessado nisso?
* Restringir a imigração e inverter os fluxos migratórios; O Paulo Portas já não falou no mesmo há uns tempos?
* Combater o crime e reduzir a idade de imputabilidade penal. “Combater o crime” é mesmo especifico!
* Terminar e combater a corrupção política e social. Tretas do costume…
* Combater o capitalismo que enforca milhares de famílias portuguesas e põe em cheque a nação, empresas e o trabalho nacional. Deja vu… esta mais parece ter vindo da boca do Louçã.
* Combater a precariedade no trabalho. E continua a conversa de encher chouriço, o PNR não é o primeiro nem será o ultimo partido a fazer isso (isso – encher chouriço).
Basicamente o PNR parece-me um partido que debita as mesmas tretas que os outros partidos com a enorme desvantagem de estar minado de racistas, xenófobos, homofóbicos etc.
Tu podes ter as tuas ideias à vontade, só quero é que tenhas (tu e os outros) bem a noção do partido que o PNR é. Se mesmo assim achares que é o partido dos teus sonhos então é claro que passo a não ter nada a ver com isso, és livre.
E assino por baixo de parte daquilo que o Pedro escreveu. Se algum dia o PNR se tornar numa força politica relevante e se isso se traduzir em influência significativa nas minhas liberdades pessoais meto a tolerância na gaveta. Até lá somos todos amigos.
Pedro, gostei muito do teu comentário. Eu sou de Esquerda, sem filiação partidária, também adoro o meu País e a minha Família, não gosto de padres e Igrejas, não tenho nenhuma religião embora a ideia de Deus e a sua relação com a consciência que temos da nossa morte seja um tema que me atormenta há muito tempo.
A honestidade do teu comentário leva-me a dizer-te algo que provavelmente não devia, mas aqui vai: a minha tolerância é, em parte, e à falta de melhor palavra, mais política do que genuína. Digo política porque o que eu sinto – nos posts e nos comentários – é uma enorme responsabilidade por estar a escrever para muitas pessoas, algum poder, se lhe quiseres chamar assim. Penso duas, três, quatro vezes antes de escrever e preocupo-me em não dar maus exemplos. Pode parecer ridículo, porque obviamente cada um pensa pela sua própria cabeça independentemente das minhas opiniões ou atitudes aqui, mas é assim que sinto as coisas e não vejo como fugir.
Sinto a mesma repugnância e revolta que tu, sobretudo quando confronto esses discursos de razoabilidade com que elementos da extrema-direita se apresentam, com os actos e aquilo que dizem nos seus fóruns de discussão.
A vontade que eu tenho é mandá-los à merda e barrá-los nos comentários – foi o que fiz, de início, mas depois achei que não devia dar-lhes razões para se fazerem de vítimas da “escumalha esquerdista” que se julga mais Humanista do que eles. Recebi um email assim, ontem, salvo erro.
Pois então que falem – as pessoas mais esclarecidas poderão ver, como tu, uma exposição de complexos e recalcamentos.
E também de muito oportunismo, pois como digo neste post, são vampiros que se alimentam da nossa má consciência para impor as suas ideias – por enquanto são apenas nacionalistas, patriotas; o extremismo vem sempre depois, à medida que forem obtendo poder à custa da nossa má consciência e insatisfação com determinadas situações. Eu consigo compreender que alguém se revolte com a criminalidade no seu bairro por causa dos gangs, o que eu não posso aceitar é que considerem as soluções do PNR e da extrema-direita como as melhores possíveis. Pelo contrário: são as piores. O problema da delinquência é um problema social que nos diz respeito a todos, nada tem a ver com a raça ou nacionalidade.
Se lhe falamos em racismo, dizem-nos que não é uma questão de raça, é de cultura; mas depois lemos as suas reacções à vitória do nosso Nelson Évora nos Jogos Olímpicos e o que mais lemos são coisas do género a vitória desse preto não é a vitória de Portugal, enquanto os mais «tolerantes» entre eles o consideram, vá lá, um preto bem-comportado – nunca um cidadão português, como é óbvio.
Não sei há quanto tempo o Nelson Évora está cá em Portugal, sinceramente, mas deve ser há tempo suficiente para ter assimilado, e feito sua, a nossa cultura.
Mas mesmo partindo do princípio de que eles estão só a falar de cultura, nem assim concordo.
A sua visão é a de um mundo em que as diferentes culturas só são toleráveis se separadas umas das outras, fechadas sobre si próprias em nome de uma “pureza” asséptica que para mim é de inspiração nazi e fascista, ponto final. A cultura só tem sentido se for aberta, livre, as culturas enriquecem-se interagindo umas com as outras: o jazz é resultado dessas interacções, e veja-se o resultado!
Obrigado pelo teu comentário, amigo.
Marco, eu ainda iria um pouco além. Não existe propriedade sobre culturas. Não existe a nossa, a vossa ou a deles. Existe uma única cultura humana, impregnada aqui e ali com condicionantes específicas determinadas pela ação física do ambiente e por características históricas locais. Mas a cultura é eminentemente humana.
Todos temos o mesmo conjunto de necessidades básicas que nos motivam a reunir em torno de si, indivíduo, o conjunto de propriedades e ferramentas que nos garantam antes de mais nada a vida. Percebemos, a milhões de anos, que atingimos mais facilmente nossos objetivos comuns reunidos em grupos sociais, a partir do momento que temos limitações físicas que nos impede de caçar sempre que temos fome e que nossa principal fonte energética é a proteína encontrada na carne.
Se fossemos herbívoros talvez tivéssemos desenvolvido asas, e não a língua e os blogues, e andaríamos a cantar empoleirado em árvores, comendo apenas pequenos insetos que por lá passassem, de vez em quando. Mas nossa necessidade é maior, o que cria a urgência de maior quantidade de carne, e água, o que nos obriga, já enquanto pequeno grupo, a determinar um território de caça.
O ser da mesma espécie que se aproxime de “nossas” fronteiras (e que vai comer a “nossa” comida e beber a “nossa” água), e ainda mais se tiver alguma pequena diferença, nem que seja somente linguística, é automaticamente rechaçado, escolhido como inimigo. A não ser que ele me sirva de alguma coisa, como os cães. Se eles de alguma forma me proporcionarem benefícios, e enquanto proporcionarem, viverão em paz. Mas desde o momento em que nos passe a incomodar, voltam a ser inimigos e passam a ser alvo de ataques para que se afastem de nosso território.
Mas, o processo de apropriação do território, e reunião de seres humanos que se aceitam razoavelmente na mesma área de caça, é arbitrário. Homem nenhum é proprietário de terra alguma neste nosso planeta, cada vez mais pequeno, a não ser pelo que está escrito em papéis, que se desbotarão, se queimarão ou se perderão, com o tempo.
O único quinhão de terra a que o homem tem direito, enquanto indivíduo, e mesmo assim é provisório, é o espaço que se corpo ocupa momentos depois de sua morte. Mas, lá está, o próprio tempo se encarregará de mesmo este espaço ser ocupado por outra coisa que já não será mais aquele indivíduo ali deixado, a não ser na lembrança dos que por aqui ficaram. E isto é verdade para qualquer membro da espécie, seja ele daqui ou dali, desta ou daquela cor, credo ou convicção política.
Carrega toda a cultura humana a capacidade negra e africana, dos primeiros hominídeos pouco mais que orangotangos (mais no que diz respeito ao desenvolvimento do neocórtex), de procurar e explorar este pequeno mundo em busca de satisfação. Já o fizemos com os pés no chão. Hoje o fazemos com a ponta dos dedos nos teclados e ratos. Mas continuamos a buscar a mesma coisa que o primeiro homem: nosso destino. E este destino comum é de todos, sempre foi e sempre será. Todos apodrecerão da mesma forma, na mesma velocidade e com o mesmo cheiro, independentemente da conta bancária, do sítio onde mora, da cor, da língua, do que for.
Mas continuamos a buscar dignidade, enganados achando que isto é proteína. Buscamos poder, achando que isto garantirá aos nossos entes queridos mais segurança e conforto, o que é o mesmo que dizer melhores condições de sobrevivência. Continuamos a acreditar que isto é melhor que aquilo e que assim seremos maiores e mais fortes que os outros, o que nos dá a ideia de estarmos mais próximos do sucesso. Somos tolos, fazer o que?
O Nelson Évora não é preto, não é português, não é nada além dele mesmo. Um indivíduo capacitado fisicamente a saltar mais longe do que a maioria dos outros humanos, o que já foi um handicap utilíssimo, principalmente quando se está a fugir para salvar a própria pele. Handicap este tão admirado pelos outros humanos que ainda hoje é premiado quem o tem.
Mas não é nada a mais, nem a menos, do que isto. Um primata de uma espécie específica exatamente igual a mim ou a você. Temos é handicap diferentes. Ainda bem. É isto que faz a nossa cultura, que é de todos os seres humanos do planeta.
Isto para dizer que é esta enganadora noção de propriedade da cultura, da terra ou da verdade que proporciona a distinção, os conceitos feito a priori, a crispação, os ódios.
Sempre acreditei que seria a Internet a nos mostrar que não somos nada mais do que bits, 0s ou 1s, acesos ou apagados, vivos ou mortos. Espero ainda estar aqui para ver isto.
Muita coisa do que eu queria responder já foi bem replicada pelos demais leitores e pelo próprio Marco, ok.
Mas ainda quero lançar à Ana uma reflexão:
“Não é uma questão de raça caramba! É uma questão de cultura! E todos os países as têm, se falarmos de continentes os contrastes ainda são maiores! (…) Ninguém tem o direito de molestar culturas, são traços de origem, portanto há sempre diferenças no modo de viver/pensar. Se uma pessoa quer viver noutra cultura que não a sua, não é a causar disturbios que se vai integrar!”
E como foi mesmo o processo de COLONIZAÇÃO portuguesa no Brasil, na África ? Alguém aí em Portugal estudou as consequências? Alguém leu o que ocorreu aqui no Brasil?
Olha, sei bem os efeitos do processo colonizador lusitano, mas, ainda assim, acredito em fraternidade universal. E amo Portugal. Dá-me dó ver a xenofobia e o preconceito ignorante que se destila irracionalmente.
@João, não me incluas na lista do PNR, como eu tinha dito n~ºao defendo nem condeno. aliás se todos vós são contra o PNR por serem intolerantes, então também vós sois intolerantes, deixem o PNR viver em paz. porque se forem contra o PNR só posso concluir uma coisa, ou que são do PCP/CDU/Comunas ou que não sabem o que foi o comunismo, sim o comunismo também é ditadura.
neox, então se me revoltar contra quem discrimina pessoas por causa da raça, escolha sexual ou nacionalidade, estou a ser intolerante? Devo deixá-los em paz? Então se formos contra o PNR é porque somos PCP/CDU/comunas? Se ser PCP/CDU/comunas é o contrário de ser PNR, o que pensas tu que os do PNR são, democratas? Não achas que estás a simplificar um bocadinho as coisas e deverias reflectir um bocadinho mais?
@neox
Está enganado. A implementação política do comunismo, bem como a implementação política do liberalismo, que podem ser postos em extremos antagónicos, é que foram perpetradas, em alguns casos, em formas ditatoriais quase que exclusivamente para negar um ao outro. O radicalismo de esquerda, bem como o de direita, são ambos radicalismos baseados em doutrinas políticas sociais, porém conduzidos com mão de ferro para não dar espaço a oposição. O que faltava em ambos os casos era a democracia, a República.
A diferença substantiva de uma doutrina para outra está no que se refere a propriedade dos meios de produção, que um preconiza que seja da iniciativa privada e outro um bem comum a todos. Mas ambos tem, não poderia deixar de ser, o mesmo propósito de promover o bem estar social enquanto doutrina política.
Leon Trotsky se tivesse chegado ao poder no lugar de Stalin, provavelmente radicalizaria baseado em perspectivas eugenistas tanto quanto Hitler.
Já a doutrina marxista que consubstancia todas as doutrinas de esquerda, sempre a favor do trabalhador em detrimento do capital, em geral, inclusive as socialistas e sociais democratas, nada mais defende que a libertação do trabalhador do subjugo e exploração cruel do capital e neste sentido angariou seguidores em todos os programas partidários, de Portas a Portas. De Democratas a Republicanos…
PNR é extrema direita, PCP/CDU/Comunismo são extrema esquerda.
o que eu queria dizer era que das duas uma ou são contra o PNR porque são de extrema esquerda ou se são contra o PNR devem também ser contra a extrema esquerda, porque o argumento que dão é que o PNR é muito extremistas, como tal vejam o PCP/CDU/Comunismo também como extremista.
Nota muito importante, não defendo nem condeno nenhum dos extremos, são maneiras de verem as coisas, como tal, deixa-los viver.
@neox
Lembra-me a argumentação do Jardim…
sou brasileira e conheço um pouco de história, aliás, sei mais da história de portugal do que da história do brasil, porque estudei literatura portuguesa na faculdade. admiro muito a cultura portuguesa, sempre a admirei e condeno toda e qualquer forma de preconceito, seja acerca de raça, cor, credo, posição social, sexualidade ou cultura.
jamais concordarei com as palavras da maitê proença na famigerada reportagem, achei-as ridículas, pois demonstraram uma ignorância total acerca do povo português e da sua magnifícia história. parece-me que ela esqueceu-se de que muito da cultura brasileira tem raízes em portugal, fomos influenciados em inúmeros aspectos pelos lusitanos (culinária, religiosidade, literatura, folclore…) porque tivemos nossas histórias interligadas por vários anos, fomos colônia portuguesa por tanto tempo, recebemos até um rei português em território brasileiro.
mas, não posso deixar de falar também àqueles que se ofendem com as anedotas sobre portugueses aqui no brasil. digo que elas existem, infelizmente, mas não passam de um tipo de resposta tosca a anos de dominação e usurpação, afinal, não se esqueçam de que portugal fez do brasil uma colônia e sugou como parasita muitas de nossas riquezas durante anos a fio. muitos dos conventos portugueses, verdadeiras relíquias da arquitetura mundial, são feitos de ouro e madeira brasileiros. e este fato, não se pode negar, nos atrasou em muito no desenvolvimento, ou seja, se ainda hoje somos um país subdesenvolvido e temos favelas e marginalização, não se pode deixar de lembrar que, ainda que em parte, isso foi herança deixada pelos portugueses.
ainda assim, a maior parte do povo brasileiro trata os portugueses, e qualquer estrangeiro, como seres superiores, enquanto os europeus, principalmente, se acham no direito de categorizarem os brasileiros como sub-povo, povo medíocre, povo que só sabe fazer carnaval, futebol, festa e sexo. e aí pergunto, não será isso também uma forma de pré conceito? quando alguém ouviu falar de brasileiro fazendo abaixo-assinado pedindo desculpas públicas por ofensas desse tipo? respondo: NUNCA! pois ainda temos o estigma dos colonizados, ainda nos sentimos incapazes de revidar ofensas dos “superiores” e sabem que eu admiro também isso no meu povo, somos humildes e acima de tudo PACÍFICOS. nos ofendem e nós recebemos de braços abertos. fazemos piadinhas idiotas e essa é a nossa vingança, uau!
é claro que os europeus que pensam isso dos brasileiros são minoria, assim como os brasileiros que fazem piadinhas idiotas com portugueses também o são, mas precisava falar isso apenas no intuito de fazer as pessoas pararem e analisarem um pouco os fatos para depois decidirem se é mesmo razão para fazerem tanto alarde.
adorei o blogue, continuarei a visitá-lo certamente.
abraços fraternos, mesmo àqueles que me consideram uma índia (ou coisa pior) apenas porque sou BRASILEIRA!
Marco, em relação a introdução ao postal no meu blogue, já mudei o texto, espero que tenha visto. Mas a alteração não se reflete aqui, ficou como originalmente eu escrevi. Pode edita-la se quiser.
Edgard e por acaso considero que o Jardim tenha razão naquilo que disse. que querem abolir um extremo então devem fazer o esmo ao outro extremo.
@neox
Ok.
(Q seca de conversa… nunca mais dá um jogo do Glorioso) … Pessoal apenas brincando! É bom ter a malta a discutir ideias é por isso que somos seres racionais!
Glorioso? quem?
bom bom é o meu Sporting que este ano nem o segundo leva
Por isso eu digo, viva Portugal e viva aos portugueses.
Maitê Proença é uma gaja ridícula. Não é de hoje que essa acéfala ofende as pessoas. Da outra vez,essa aculturada ofendeu um gajo que já tinha morrido e ia ser processada pela mãe dele. Só não foi por que é atriz da emissora mais poderosa do país. É uma pena que o povo português esteja dando a ela a repercussão que ela tanto quer.
Sinceramente,a imagem do Brasil já é ruim e ainda vem mais essa mulherzinha piorar…:(
@bel
Em sua opinião, a imagem de um país que é avaliado por duas instituições que lhe resolvem atribuir a organização dos dois principais eventos desportivos do planeta, que pela primeira vez serão realizados seguidos no mesmo sítio, é ruim por que? Em que medida a estupidez de uma única pessoa qualifica a imagem de todo um país? Não haverá uma única atitude de uma das outras 200.000.000 que possa restabelecer, nem que seja parcialmente, a imagem do país, em sua opinião? Posso eu então, enquanto brasileiro, avaliar, classificar e generalizar a imagem de Portugal e de todos os portugueses pelas atitudes que vi, cá e lá, da Fátima Felgueiras?
Quando conheci o Orkut, uma das primeiras coisas que fiz foi encontrar as comunidades de Portugal. Queria conhecer mais do país e de seus moradores, já que no Brasil não sabemos muito o que se passa em Terras Portuguesas. Decepcionado, logo desisti de acompanhar os “diálogos” que em sua maioria não passavam de mútua troca de insultos entre brasileiros e portugueses. Ambos os países tem graves problemas a resolver: aqui certamente a segurança pública, que a copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 ajudarão a resolver, pois é mais questão econômica e política do que cultural. Em portugal, parece-me, cresce a xenofobia e, nesse caso, seria mais difícil de resolver – por ser cultura. O que lhe parece? Pode um país que para crescer e se sustentar necessita manter e melhorar a fama e o conhecimento de bons comerciante ser conhecido como xenófobos? E principalmente, tem um grande e populoso país que compartilha a língua que nunca deve ser descartado como parceiro, seja econômico seja cultural. Abraços.
Lúcio, por causa do post sobre o vídeo da Proença caíram aqui muitos para-quedistas. Por esta altura já se foram. Espero eu.
Os que não conheciam o blogue e ficaram nunca entrarão nesse tipo de diálogo, são outro tipo de gente. Aqui és sempre bem-vindo, como qualquer outra pessoa que venha a bem.
Quanto a esses diálogos que presenciaste, sinceramente envergonham-me um bocado.
É verdade, as tuas perguntas são difíceis de responder. Preciso de tempo para pensar um bocadinho sobre elas.
Bom, como a Pollyanna e o jogo do contente, nas más coisas existem o lado bom. Foi através da gafe e falta de tato da Maité que conheci este blog e, espero, conhecerei mais sobre os pensamentos que movem os portugueses. Uma vez um certo general frances teria dito: “O Brasil é um país que não deve ser levado à sério.” ( Frase atribuída ao general, mas de origem negada por historiadores). Passei grande parte da minha vida ouvindo essa frase, como a expressão do estrangeiro sobre nosso país. Hoje, maduro, e daí se fosse verdadeira a frase? O que pode a opinião de alguém sobre o país do outro ou sobre o outro? Pelo pouco que conhece dos portugueses não há outro povo tão parecido ( e tão diferente) dos brasileiros. E daí? Aqui no Brasil iniciou-se um movimento de valorizar as diferenças. Para isso é necessário aprender a fazer e a receber criticas e opiniões. Nosso país sofreu muito durante as últimas décadas. Estamos iniciando uma vagarosa (mas, espero, forte) mudança de posicionamento mundial e, principalmente, nacional, interna. Mas aqui temos espaços (muito espaço) para ser ocupado, física e intelectualmente etc. Exportamos brasileiros sim. E importamos pessoas de todos os recantos desse planeta. Para viver e ou para passearem. Como todos, temos vizinhos, e temos rinchas com nossos vizinhos ( principalmente argentinos). E os admiramos. Como vizinhos, como parceiros e como adversários. E isso se estende aos portugueses. Saudações
Tenho um especial carinho por todos os povos que foram colonizados por Portugal, eles certamente sofreram muito, porque sei que não somos fáceis de aturar.
Nós portugueses para alem da cultura que espalhamos pelo mundo fora, e que serve de referencia do ponto de vista positivo para alguns ,também cometemos grandes atrocidades , que muita gente já esqueceu,ou não sabe ou tenta não referir,talvez por vergonha?Eu compreendo , pois eu proprio sinto grande vergonha.
Nunca me vou esquecer da imagem do meu sogro um homem com 53 anos, rude, duro , mas ao mesmo tempo frágil pela situação de saúde em que se encontra , um dia à mesa a contar ,com a lágrima no canto do olho (coisa que para mim foi um espanto), arrependido,das atrocidades que cometeu no ultramar…dizia que , nós portugueses eramos tão maus que chegavamos a cortar os seios das Africanas para jogar à bola!
Isto sim é terror !
A senhora em questão disse algo de errado ?acredito que sim , mas a carapuça serviu perfeitamente a muita gente.
Sou brasileira de Salvador, na Bahia.
Admiro profundamente Portugal, seu povo, sua cultura e a beleza desta terra.
O vídeo da Maitê é certamente lamentável e concordo que aqui no Brasil muitos fazem piadas que degradam a imagem dos portugueses.
Mas estou verdadeiramente escandalizada com alguns comentários que li, principalmente os de Ana Luísa, que diz que o país está perigoso porque os PRETOS estão invadindo-o. O que dizer de uma cidade como Salvador, com população mojoritariamente negra? É uma cidade perigosa sim, como quase todas neste Brasil pobre e desigual. Mas não mais violenta que o Rio de Janeiro e Recife, com população majoritariamente branca. A desigualdade e a falta de acesso é que criam as deformações sociais e a criminalidade, não um amontoado de genes.
Parabéns Marco, maravilhoso o seu blog.