→ 22/08/2012 @15:55

A morte de um planeta, agora

A Terra vista do vai­vém Atlantis

Se mar­ca­ram vi­a­gem na vossa agenda para da­qui a 2 mil mi­lhões de anos é me­lhor cancelar.

Por essa al­tura o Sol es­tará muito mais lu­mi­noso e a Terra muito mais quente. Os oce­a­nos ter-se-ão eva­po­rado e até os Himalaias es­ta­rão der­re­ti­dos. Não ha­verá sí­tio hu­ma­na­mente pos­sí­vel de vi­si­tar, só Dante e o seu inferno.

O au­mento pro­gres­sivo da lu­mi­no­si­dade do Sol não é ne­nhuma no­vi­dade, acon­tece desde sem­pre. Mesmo na sua fase es­tá­vel atual – os as­tró­no­mos chamam-lhe «sequên­cia prin­ci­pal» — tem vindo a ganhá-la. Quando o Sistema Solar se for­mou, o Sol ti­nha 75 por cento da lu­mi­no­si­dade atual. Daqui a mil mi­lhões de anos terá 10 por cento mais.

Acrescentem-lhe mais mil mi­lhões e será a des­pe­dida da vida na Terra tal como a co­nhe­ce­mos. As sete ma­ra­vi­lhas do mundo es­ta­rão re­du­zi­das a pó – tal é a força da Natureza e a in­di­fe­rença pe­rante os nos­sos fei­tos ar­tís­ti­cos e arquitetónicos.

Com mais três mil mi­lhões em cima dar-se-á iní­cio à fase de gi­gante ver­me­lha: Mercúrio, Vénus e pro­va­vel­mente tudo o que co­nhe­ces, co­nhe­ceste ou vi­rás a co­nhe­cer neste pla­neta, se­rão en­go­li­dos pela fornalha.

E foi pre­ci­sa­mente a des­trui­ção de um pla­neta que o te­les­có­pio Hobby Eberly do Observatório McDonald, no Texas, con­se­guiu cap­tar. Melhor, in­fe­rir. A des­co­berta foi feita pela equipa de Alex Wolszczan, da Universidade Penn State, e pu­bli­cada na re­vista Astrophysical Journal Letters.

A es­trela de­vo­ra­dora é uma «ve­lhota» trans­for­mada em gi­gante ver­me­lha – chamam-lhe BD+48 740 e encontra-se a 1800 anos-luz.

Os ci­en­tis­tas já a an­da­vam a es­tu­dar há al­gum tempo. Começaram por achar bi­zarro en­con­tra­rem um pla­neta enorme (1,6 ve­zes maior do que Júpiter) a des­cre­ver uma óbita elíp­tica em torno da es­trela. Isto só po­dia sig­ni­fi­car que al­gum evento im­por­tante ocor­rera nas ime­di­a­ções – um acon­te­ci­mento su­fi­ci­en­te­mente grande para al­te­rar a ór­bita do gi­gante gasoso.

O que se pas­sou foi uma ca­tás­trofe: o pro­cesso de des­trui­ção de um se­gundo pla­neta pela es­trela li­ber­tou tanta ener­gia que fez o gi­gante ju­pi­te­ri­ano os­ci­lar de um lado para o ou­tro, alterando-lhe a ór­bita. E agora esse pla­neta já ti­nha de­sa­pa­re­cido, en­go­lido pela gi­gante ver­me­lha em ago­nia. Tudo o que dele res­tava era a per­tur­ba­ção que gerou.

Restavam as me­mó­rias da sua luta in­gló­ria con­tra o po­de­rio da es­trela e um ele­mento quí­mico que apa­nhou toda a gente de sur­presa: lítio.

As aná­li­ses de es­pe­tros­co­pia mos­tra­ram que a es­trela BD+48 740 é com­posta por quan­ti­da­des anor­mal­mente gran­des de lí­tio – ora, en­con­trar um ele­mento des­tes em abun­dân­cia numa es­trela da­quela idade é quase tão im­pro­vá­vel como des­co­brir açú­car no Mar Negro.

O lí­tio foi ori­gi­nado du­rante o Big Bang e é nor­mal­mente des­truído nas es­tre­las. Que sig­ni­fi­cado ti­nha aquilo e como terá ido lá pa­rar tanto lítio?

Alex Wolszczan, o lí­der da equipa, ci­tado pela BBC, res­ponde: «Provavelmente a pro­du­ção de lí­tio terá sido des­po­le­tada por uma massa do ta­ma­nho de um pla­neta. Este, deslocando-se em es­pi­ral, en­trou na es­trela e aqueceu-a en­quanto es­tava a ser di­ge­rido.»

As ara­nhas fê­meas que de­vo­ram os ma­chos de­pois do ato acha­riam todo este pro­cesso tre­men­da­mente sexy.

Claro que esta des­co­berta é en­tu­si­as­mante por­que re­força a ideia – ainda di­fí­cil de acei­tar por al­guns – de que a Ciência faz pre­di­ções ra­zo­a­vel­mente cor­re­tas. E con­firma que quando es­pe­cu­la­mos so­bre o des­tino da Terra da­qui a cinco mil mi­lhões de anos não an­dá­mos a con­sul­tar ca­len­dá­rios dos Maias, mas o pró­prio Cosmos.

A Terra evaporar-se-á da­qui a cinco mil mi­lhões de anos – um acon­te­ci­mento tão in­com­pre­en­sí­vel, gran­di­oso e in­con­tro­lá­vel para nós como uma fo­gueira para uma for­miga. Mas nada como con­fiar na ex­tra­or­di­ná­ria ca­pa­ci­dade da in­te­li­gên­cia hu­mana e ser­mos oti­mis­tas de que não a usa­re­mos para fa­zer coi­sas es­tú­pi­das como, por exem­plo, rebentar-nos uns aos outros.

Entre a des­co­berta da Agricultura e a amar­ta­gem da sonda Curiosity pas­sa­ram dez mil anos. Quem po­derá im­por li­mi­ta­ções ao que se­re­mos ca­pa­zes de fa­zer da­qui a mil milhões?

Portanto pode acon­te­cer que os even­tos que se se­guem – ma­jes­to­sa­mente ima­gi­na­dos pelo grande Ron Miller – ve­nham a ser ma­ni­pu­la­dos e evi­ta­dos pe­los nos­sos lon­gín­quos des­cen­den­tes, se­res tão tec­no­lo­gi­ca­mente avan­ça­dos que nos lem­bra­riam deu­ses (ou extraterrestres).

 

O que acon­te­cerá quando o Sol der o badagaio?

O dra­má­tico au­mento da luminosidade…

… e o Inferno ve­nu­si­ano na Terra

Com a pre­ci­osa ajuda do mes­tre Ron Miller e do ar­tigo nesta pá­gina, em­bar­ca­mos na nave da ima­gi­na­ção de Carl Sagan e fa­ze­mos uma vi­a­gem de mi­lhões de anos.

Quando as re­ser­vas de hi­dro­gé­nio que se en­con­tram no nú­cleo do Sol co­me­çam a esgotar-se, é tempo de di­zer adeus ao nosso pla­neta. Não ha­vendo mais hi­dro­gé­nio para quei­mar, não ha­verá mais pro­du­ção de ener­gia. Sem ener­gia, o nú­cleo do Sol não con­se­guirá su­por­tar o peso das ca­ma­das mais ex­ter­nas e so­frerá um co­lapso. Esse co­lapso pro­vo­cará um enorme au­mento da sua tem­pe­ra­tura. O nú­cleo do Sol atin­girá os 100 mi­lhões de graus Celsius.

Os oce­a­nos evaporar-se-ão, a at­mos­fera es­ca­pará para o Espaço e, por fim, todo o nosso pla­neta se terá trans­for­mado num de­serto es­cal­dante com 700 graus de tem­pe­ra­tura à superfície.

Os úl­ti­mos mo­men­tos da Terra

O Sol visto da lua Europa: os ge­los derretem

O gi­gan­tesco Sol visto a par­tir de Plutão

O Sol con­some os úl­ti­mos ves­tí­gios de hi­dro­gé­nio – o que existe ainda nas ca­ma­das mais pró­xi­mas do nú­cleo. Esta der­ra­deira ten­ta­tiva será tão vi­o­lenta que as ca­ma­das ex­ter­nas, que ti­nham co­lap­sado em di­re­ção ao nú­cleo, se­rão em­pur­ra­das para fora ou­tra vez. O Sol co­meça a in­char e ini­cia a fase em que se trans­forma numa gi­gante vermelha.

Temos quase a cer­teza de que o pla­neta mais pró­ximo, Mercúrio, será en­go­lido. Vénus e Terra tam­bém. Mesmo que um Sol in­chado não al­cance a Terra, ela será des­truída pe­las for­ças de maré da gravidade.

Se exis­tis­sem se­res hu­ma­nos na Terra imu­nes ao ca­lor e à ra­di­a­ção, e o pla­neta não che­gasse a ser en­go­lido pelo Sol, o céu se­ria, mesmo as­sim, ater­ra­dor. Não se­ria azul, mas ver­me­lho vivo. Imaginem um Sol bri­lhando com uma lu­mi­no­si­dade 2 mil ve­zes su­pe­rior e um di­â­me­tro 200 mil ve­zes maior que o atual: um ob­ser­va­dor no nosso pla­neta ve­ria não um céu azul mas o equi­va­lente a um gi­gan­tesco mar de lava. O Inferno te­ria fi­nal­mente con­quis­tado os céus.

E se por al­guma ra­zão ainda des­co­nhe­cida este pla­neta so­bre­vi­ver ao ca­ta­clismo, será ape­nas um corpo morto ba­nhado pela luz fan­tas­ma­gó­rica de um sol mir­rado, uma anã branca.

→ 22/08/2012 @1:25

Uma chuva de meteoros

O as­tró­nomo ama­dor Autumn Clark es­tava no Lago Morena Park, na Califórnia, quando cap­tou as Perséiades nos céus de 11 de agosto. E ti­rou uma ex­ce­lente foto para os aman­tes da Astronomia.

As Perséiades são chu­vas de me­te­o­ros que ocor­rem anu­al­mente – um es­pe­tá­culo de se ver, so­bre­tudo em zo­nas vi­su­al­mente me­nos po­luí­das. O ar­tigo ori­gi­nal foi pu­bli­cado na Space.com e pode ser visto aqui.

→ 09/08/2012 @23:51

A verdade sobre o lado escuro da Lua

Os Pink Floyd são res­pon­sá­veis por te­rem lan­çado um dos me­lho­res ál­buns de rock pro­gres­sivo da his­tó­ria – The Dark Side of the Moon – e le­vado muita gente a acre­di­tar que a Lua tem um lado eter­na­mente escuro.

E é fá­cil acre­di­tar numa lua com um lado per­pe­tu­a­mente som­brio por­que ve­mos sem­pre o mesmo pa­drão de man­chas, seja qual for o lo­cal na Terra onde es­ta­mos. Se é o mesmo pa­drão, en­tão é o mesmo lado; se o mesmo lado é o que re­cebe a luz do Sol, en­tão o ou­tro deve es­tar sem­pre à sombra.

A ex­pli­ca­ção é mais sim­ples: a du­ra­ção do pe­ríodo de ro­ta­ção da Lua é igual ao seu pe­ríodo de trans­la­ção. Isto sig­ni­fica que o tempo que de­mora a dar uma volta so­bre si pró­pria é o mesmo que de­mora a dar uma volta em re­dor da Terra.

 

E agora, uma ver­dade mesmo oculta

Não existe um lado es­curo per­pé­tuo, mas uma face que nos es­teve sem­pre oculta até 4 de ou­tu­bro de 1959, quando uma sonda so­vié­tica – cha­mada Luna 3 por ser a ter­ceira do Programa Luna  – con­se­guiu fi­nal­mente fotografá-la.

A ideia de algo oculto é um maná para a ima­gi­na­ção dos cons­pi­ra­nói­cos. Por exem­plo, este sí­tio pro­cura alertar-nos de que o mundo que não con­se­gui­mos com­pre­en­der (por falta de es­tudo ou pes­quisa) é uma «Caixa de Pandora que con­tém os pe­ri­go­sos se­gre­dos que não con­vém à hu­ma­ni­dade co­nhe­cer». Esses se­gre­dos en­vol­vem OVNIs, cons­pi­ra­ções da NASA e até dinossauros.

Uma das pro­vas apre­sen­ta­das (são mui­tas, como po­dem ima­gi­nar) é a capa aqui ao lado. O sí­tio Domínios Fantásticos explica-nos tudo:

«Imagem cho­cante es­panta a NASA — Esqueleto de di­nos­sauro en­con­trado na Lua — Os os­sos fo­ram des­co­ber­tos no fundo de uma cra­tera, es­tam­pava a cha­mada de capa da Weekly World News, na sua edi­ção de no­vem­bro de 2007.»

Mas o Domínios Fantásticos (e mui­tos ou­tros que con­tam a mesma his­tó­ria com as mes­mas fra­ses) não se deixa en­ga­nar pe­las ca­pas des­ses ta­blói­des men­ti­ro­sos: «Isso (nunca terá sido um di­nos­sauro, mas uma es­tra­nha cri­a­tura ali­e­ní­gena hu­ma­nóide do­tada de grande porte…»

Infelizmente para quem de­seja ar­den­te­mente en­con­trar ex­tra­ter­res­tres no nosso quin­tal cós­mico, a capa que tanto im­pres­si­ona os cons­pi­ra­ci­o­nis­tas faz parte de um con­curso lan­çado pelo Worth1000 cha­mado Tabloid Mania. Vejam aqui.

O sí­tio Worth1000 é co­nhe­cido por pro­mo­ver re­gu­lar­mente con­cur­sos so­bre os mais va­ri­a­dos te­mas des­ti­na­dos a mos­trar os gran­des ha­bi­li­do­sos do Photoshop de todo o mundo.

Não existe um lado es­curo da Lua, pro­va­vel­mente tam­bém não en­con­tra­re­mos as ruí­nas de uma ci­vi­li­za­ção ex­tra­ter­res­tre ou, se­quer, as os­sa­das de di­nos­sau­ros, mas sem­pre te­re­mos os Pink Floyd. Lembram-se das úl­ti­mas pa­la­vras do disco? «There is no dark side of the moon re­ally; in fact, it’s all dark!» Absolutamente ver­da­deiro para al­gu­mas pessoas.

→ 08/08/2012 @23:16

A descida marciana

NASA/JPL-Caltech/MSSS

Será es­pe­ta­cu­lar po­der as­sis­tir ao ví­deo em alta de­fi­ni­ção da des­cida do mó­dulo que trans­por­tou o ro­ver Curiosity até Marte. É pos­sí­vel que ainda esta se­mana a NASA di­vul­gue as ima­gens cap­ta­das pela Mars Descent Imager (MARDI). Quando isso acon­te­cer, di­vul­ga­rei o link.

Enquanto o ví­deo não apa­rece, fi­ca­mos com um dos fra­mes, só para abrir o ape­tite: este é o mo­mento em que o mó­dulo se li­berta do es­cudo que o pro­te­geu do ex­tremo ca­lor pro­vo­cado pela en­trada na at­mos­fera mar­ci­ana. O es­cudo está a 16 me­tros de distância.

→ 09/07/2012 @13:03

Maternidade de sóis

ESO/Robert Gendler e Ryan M. Hannahoe

Esta é a NGC 6334, a ne­bu­losa Pata de Gato, na cons­te­la­ção Escorpião. Quem lhe deu este nome foi o ma­te­má­tico e as­tró­nomo in­glês John Herschel quando a des­co­briu e pen­sou que lhe fa­zia lem­brar uma pe­gada de gato, em 1837.

Esta fa­bu­losa ima­gem re­sulta da com­bi­na­ção de ex­po­si­ções fei­tas no te­les­có­pio do Observatório La Silla, no Chile, e de 60 ho­ras de ex­po­si­ção a par­tir dos te­les­có­pios dos as­tró­no­mos ama­do­res Robert Gendler e Ryan M. Hannahoe.

Esta ne­bu­losa é uma ma­ter­ni­dade de sóis, por ser con­si­de­rada pe­los as­tró­no­mos uma das re­giões da nossa ga­lá­xia onde o pro­cesso de for­ma­ção das es­tre­las é mais ativo. À es­cala cós­mica, encontra-se muito perto de nós: uns mí­se­ros 5500 anos-luz. (Carreguem na ima­gem para ob­ter uma ver­são em alta resolução)

→ 06/06/2012 @22:33

O berlinde e o abafador

De 120 em 120 anos, mais ou me­nos (*), o pla­neta Vénus fica en­tre nós e o Sol – o trân­sito de Vénus, como é vul­gar­mente cha­mado pe­los astrónomos.

O fe­nó­meno só vol­tará a repetir-se quando to­das as pes­soas que co­nhe­ce­mos, ve­lhas ou recém-nascidas, já ti­ve­rem de­sa­pa­re­cido. A nossa exis­tên­cia é efé­mera e os me­ca­nis­mos do Universo con­ti­nu­a­rão a fun­ci­o­nar se­gundo as leis da Física, in­di­fe­ren­tes às nos­sas ide­o­lo­gias, cren­ças, ne­ces­si­da­des ou pancadas.

São as pan­ca­das que me ir­ri­tam. Até che­gar­mos ao fi­nal de 2012, os sí­tios na Internet e os ca­nais de te­le­vi­são irão massacrar-nos – sem es­crú­pu­los ou res­peito pelo co­nhe­ci­mento – com fan­ta­sias se­nis en­vol­vendo pro­fe­cias de ci­vi­li­za­ções an­ti­gas, pla­ne­tas fan­tas­mas, bu­ra­cos ne­gros his­té­ri­cos, co­me­tas va­ga­bun­dos, juí­zos fi­nais e ou­tras ca­tás­tro­fes de fim de Mundo.

Chegará o tempo em que po­de­re­mos brin­dar à cla­ri­vi­dên­cia dos idi­o­tas quando as­si­na­lar­mos o iní­cio de 2013, mas, para já, con­si­de­rem as mag­ní­fi­cas fo­tos que fo­ram tiradas.

Foto: NASA/Solar Dynamics Observatory

Foto: NASA/Solar Dynamics Observatory

Foto: Kevin Frayer/AP

JAXA/NASA/Lockheed Martin

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Como raio sou­be­mos com tanta pre­ci­são que o pla­neta Vénus iria pas­sar di­ante do Sol a 5 de ju­nho? Teremos ad­qui­rido esse co­nhe­ci­mento com a as­tró­loga Maya? Terão os ve­lhi­nhos ca­len­dá­rios da ci­vi­li­za­ção Maia dado uma ajuda?

A res­posta po­derá ser de­ce­ci­o­nante para os adep­tos de pro­fe­cias ou de­mais tre­ta­to­lo­gias cós­mi­cas que abun­dam na Web, mas aqui vai: pu­de­mos «pre­ver» a pas­sa­gem de Vénus por­que, em pri­meiro lu­gar, a Humanidade apren­deu a do­mi­nar uma lin­gua­gem que mui­tos — cons­pi­ra­ci­o­nis­tas e in­qui­si­do­res anti-Ciência in­cluí­dos — des­pre­za­ram na escola.

(*) Jeremiah Horrocks propôs que os trân­si­tos ve­nu­si­a­nos ocor­rem aos pa­res, de 8 em 8 anos, no pri­meiro par, e em cada 105.5 anos ou 121.5 anos, al­ter­na­da­mente, no se­gundo par.