→ 27/02/2013 @17:02

Um sorriso bonito vale mais do que um estilo

Ana SofiaComo se pode ver, um dos se­gre­dos para se atin­gir o maior nú­mero pos­sí­vel de pes­soas é ser-se ob­tuso e pre­con­cei­tu­oso: «o gorro do ir­mão mais ve­lho que as­salta car­ros à noite» é um ex­ce­lente exem­plo de como pode ser cruel ava­liar se­res hu­ma­nos pela roupa que usam.

Quem usa gor­ros por causa do frio e não para as­sal­tar car­ros sabe do que es­tou a falar.

Acontece que a «ter­ror da noite», como lhe cha­mou esta blog­ger de moda & pa­tro­cí­nios, é uma ra­pa­riga de 16 anos que so­fre de can­cro. Através da as­so­ci­a­ção Make-a-wish, ga­nhou a pos­si­bi­li­dade de con­cre­ti­zar um so­nho: as­sis­tir pes­so­al­mente à ce­ri­mó­nia dos ós­ca­res no dia do seu ani­ver­sá­rio. História sim­ples e bo­nita, não in­te­res­sando para o caso que os Ós­ca­res me di­gam muito, pouco ou nada.

Claro que a ava­li­a­ção dessa blog­ger foi feita sem co­nhe­cer as cir­cuns­tân­cias que le­va­ram Ana Sofia aos ós­ca­res. Mais tarde, es­cre­veu um post apre­sen­tando des­cul­pas à miúda.

Ela não te­ria es­crito aquele dis­pa­rate cruel se ti­vesse sa­bido, mas um olhar me­nos su­per­fi­cial e mais sen­sí­vel po­de­ria tê-la le­vado a pen­sar se não ha­ve­ria no sor­riso da por­tu­guesa, mais digno de sim­pa­tia do que de jul­ga­men­tos su­má­rios, e no facto de ali es­tar, al­guma his­tó­ria des­co­nhe­cida dos leitores.

Ana Sofia

É um mundo quase ex­tra­ter­res­tre, aquele onde este tipo de blog­gers se move. De vez em quando sou lem­brado da sua exis­tên­cia e não deixa de me fa­zer con­fu­são que ainda haja tanta gente que vive como se a Terra fosse plana e to­dos os se­res que a ha­bi­tam me­ras fi­gu­ras bi­di­men­si­o­nais, re­cor­ta­das pe­las te­sou­ri­nhas dos es­ti­lis­tas e das mar­cas, e dos que vi­vem em fun­ção do que aque­las decretam.

→ 29/01/2013 @0:18

Google, queres um soutien em cada blogue?

O Google não gosta de mamas

O blog­ger é uma for­miga. É di­fí­cil à for­miga co­mu­ni­car di­re­ta­mente com um ele­fante, mesmo que este o permita.

Uma for­miga po­dia até achar que o ele­fante ti­nha um rosto enorme, bi­zarro e inex­pres­sivo, não tendo che­gado a per­ce­ber que es­ti­vera a dirigir-se a uma unha da pata.

São de­sen­ten­di­men­tos ine­vi­tá­veis en­tre es­pé­cies e ta­ma­nhos di­fe­ren­tes. Nem que os ani­mais fa­las­sem aju­da­ria. Uma vez vi uma mon­ta­gem en­gra­çada no Facebook que ilus­trava bem o di­lema: um ele­fante ob­ser­vava o John Holmes com­ple­ta­mente nu en­quanto di­zia, meio in­tri­gado, meio di­ver­tido, «tens uma tromba tão pe­que­nina».

É a mesma coisa com o Google, o ele­fante da ana­lo­gia. Faz o fa­vor de nos re­co­nhe­cer en­quanto se­res vi­vos, mas não con­se­gue dei­xar de ob­ser­var como são tão in­sig­ni­fi­can­tes as trom­bas de cada um de nós. Bem sei que os ele­fan­tes tam­bém pos­suem umas ore­lhas enor­mes, mas es­tas são inú­teis quando são in­ca­pa­zes de escutar.

O Google é o mo­tor de busca que toda a gente utiliza.

O mo­tor de busca é tão in­trín­seco ao fun­ci­o­na­mento da pró­pria Internet que já nem pa­rece um acres­cento pos­te­rior. As no­vas ge­ra­ções olha­riam para uma Internet sem o Google da mesma forma que ge­ra­ções an­te­ri­o­res se re­cu­sam a ima­gi­nar sa­las de es­tar com te­le­vi­sões a preto e branco.

O Google de­tém o po­der da vi­si­bi­li­dade e do link – sig­ni­fica que de­tém o poder.

O Google tam­bém é uma em­presa: a Google, em­presa ame­ri­cana. E como em­presa ti­pi­ca­mente ame­ri­cana, tende a ter uma pos­tura hi­pó­crita em re­la­ção à se­xu­a­li­dade e ao que con­si­dera ser ma­te­rial ina­pro­pri­ado. Detendo o po­der da vi­si­bi­li­dade, da hi­per­li­ga­ção, do fluxo dos da­dos e do di­nheiro, pode im­por as suas re­gras a toda a gente – in­cluindo a web­mas­ters e in­ter­nau­tas eu­ro­peus, cul­tu­ral­mente me­nos da­dos a ata­ques pu­ri­ta­nos de be­ata histérica.

Sim, a Google é hipócrita.

Porque o mesmo zelo que co­loca na apli­ca­ção das suas di­re­tri­zes a blog­gersweb­mas­ters não tem cor­res­pon­dên­cia nos cri­té­rios de ava­li­a­ção do tipo de anún­cios que co­loca à dis­po­si­ção no Adsense.

 

Porno de va­lor acrescentado

Anúncios do Club Movilisto e por­ca­rias por­no­grá­fi­cas do gé­nero, que le­vam as pes­soas a for­ne­cer o seu nú­mero de te­le­mó­vel para ga­nhar um iPhone, um iPad, um carro, para sa­ber quem fo­ram numa vida pas­sada ou des­co­brir o seu quo­ci­ente de in­te­li­gên­cia (que iró­nico!), pa­ra­si­tas da Internet e das cha­ma­das de va­lor acres­cen­tado — a Google não se importa.

As cen­te­nas de quei­xas exis­ten­tes con­tra esse tipo de em­pre­sas e o di­nheiro sa­cado aos in­cau­tos, po­bres di­a­bos con­fun­di­dos por um pro­cesso de can­ce­la­mento da subs­cri­ção es­crito em le­tras muito pe­que­ni­nas e re­fun­di­das na pá­gina, a forma como tais pes­soas são lu­di­bri­a­das e ex­plo­ra­das — nada disso conta.

Existem fer­ra­men­tas atra­vés das quais o blog­ger ou web­mas­ter pode blo­quear es­ses anún­cios – mas es­tes são tan­tos e tão fre­quen­tes que é quase ne­ces­sá­ria uma bri­gada de cen­so­res só para dar conta do re­cado. A isto eu chamo hi­po­cri­sia: que­rer uma Web limpa, re­pleta de sí­tios de fa­mí­lia, en­quanto ao mesmo tempo con­tri­bui para a cons­pur­car em nome do lucro.

Ninguém é for­çado a cli­car nes­ses anún­cios e a for­ne­cer o te­le­mó­vel. Também nin­guém é for­çado a abrir um exe­cu­tá­vel dis­far­çado de foto num anexo de cor­reio ele­tró­nico, mas não é a au­sên­cia de ex­tor­são ou chan­ta­gem que nos im­pede de con­de­nar mo­ral­mente os cri­a­do­res de ví­rus e tro­jans.

A Google não se im­porta com es­tas coi­sas, mas basta uma ma­mi­nha fora do sí­tio para en­trar ime­di­a­ta­mente em ação, em nome dos va­lo­res fa­mi­li­a­res de­fen­di­dos pe­los anun­ci­an­tes com que tra­ba­lha. Chega a ame­a­çar sus­pen­der a conta de quem es­creve a pa­la­vra «por­no­gra­fia» ou «hard­core» de­ma­si­a­das vezes.

Tão es­tú­pido como acu­sar um apre­ci­a­dor de vi­nhos de ser alcoólico.

Tudo o que se possa es­cre­ver so­bre sexo num blo­gue, mesmo que nada te­nha a ver com por­no­gra­fia, pode fa­zer com que o Google coce as bor­bu­lhas Disney no rosto e co­lo­que a conta Adsense de um blog­ger em risco. Tudo em nome de va­lo­res fa­mi­li­a­res – como se o sexo não fi­zesse parte da vida e não fosse tam­bém atra­vés do sexo que as fa­mí­lias se fa­zem. Não, Google, não é só uma ce­go­nha muito amorosa.

 

E se lhe jun­tas­ses Adsensatez, Google?

Os truques da Publicidade onlineDepois da morte de Michael Jackson, anún­cios a con­vi­dar à vi­su­a­li­za­ção de uma ho­me­na­gem ao can­tor sur­gi­ram na rede, com o es­quema frau­du­lento do cos­tume. Gostava de co­nhe­cer os «va­lo­res fa­mi­li­a­res» de quem apro­veita a morte de uma fi­gura pú­blica para sa­car dinheiro.

Este com­por­ta­mento em re­la­ção aos que usam Adsense lembra-me uma cena de Family Guy: Stewie des­co­bre uma re­vista Hustler e abre-a, de­li­ci­ado, por­que vai sa­ber como é uma vagina.

A des­co­berta deixa-o tão as­sus­tado que saca de uma me­tra­lha­dora, des­faz a re­vista em mil pe­da­ços e as­se­gura, com a voz ainda aos tre­me­li­ques: «Nunca mais vais po­der fa­zer mal a al­guém».

O Google Adsense tam­bém não sabe o que é uma va­gina — só vê conas.

E al­gu­mas mordem.

Usa-o quem quer, é ver­dade. Existem al­ter­na­ti­vas vá­li­das, al­gu­mas por­tu­gue­sas. Para mui­tas pes­soas, a ques­tão Adsense nunca se co­lo­cará. Mas incomoda-me que a par­tir de uma po­si­ção di­vina no mer­cado das hi­per­li­ga­ções uma em­presa im­po­nha a quem pro­duz con­teúdo da Web, atra­vés de robôs tão ce­gos como es­tú­pi­dos, uma vi­são pseudo-moralista do que é ou não aceitável.

→ 24/01/2013 @23:39

4 (mais 6) plugins WordPress indispensáveis

Toda a gente que usa WordPress even­tu­al­mente acaba por fa­zer uma lista dos plu­gins sem os quais não pode pas­sar, por isso achei que a su­ges­tão do Miguel, da WebHS, fa­zia todo o sentido.

(Plugins são ex­ten­sões que ex­pan­dem a fun­ci­o­na­li­dade do WordPress. WordPress é uma pla­ta­forma Open Source, gra­tuita, para pu­bli­ca­ção de con­teúdo. É usada no Bitaites e em mi­lhões de ou­tros blogues. )

O WordPress tem o sau­dá­vel há­bito de ba­ti­zar os lan­ça­men­tos de no­vas ver­sões com no­mes de mú­si­cos de jazz: já ti­ve­mos a ver­são Coltrane, Sonny, Thelonious, Elvin e, ob­vi­a­mente, Miles. Estas de­sig­na­ções fa­zem sen­tido por­que, à sua ma­neira, a mú­sica jazz e o soft­ware Open Source par­ti­lham a mesma li­vre in­te­ra­ção, di­ver­si­dade e abun­dân­cia de es­ti­los e pro­pos­tas, es­pí­rito de par­ti­lha, gente dedicada.

 

Matemágica

Saber quan­tos plu­gins de­ve­mos uti­li­zar é uma fonte de dis­cus­são tão im­por­tante como a ques­tão pri­mor­dial de quais ha­ve­re­mos de es­co­lher. Como atin­gir o equi­lí­brio per­feito en­tre fun­ci­o­na­li­dade e de­sem­pe­nho? A par­tir de que nú­mero de ins­ta­la­ções eles se tor­nam mais pre­ju­di­ci­ais que be­né­fi­cos, en­gor­dando a base de da­dos que sus­tenta o blo­gue, tornando-o mais lento – 5,10, 15, 20, ne­nhum plu­gin?

Resposta: o nú­mero é uma falsa ques­tão – é mais pre­ju­di­cial para um blo­gue ter cinco plu­gins com có­digo ruim do que ins­ta­lar 15 ex­ten­sões de qualidade.

Ainda as­sim, existe uma forma efi­caz de che­gar ao nú­mero má­gico: de­ter­mi­nar a real uti­li­dade do plu­gin. Será que o blo­gue pre­cisa mesmo da­quele que aca­baste de ins­ta­lar ou não es­ta­rás an­tes abor­re­cido e sem nada me­lhor para fazer?

Questiona cada plu­gin de forma im­pla­cá­vel: é re­le­vante para a es­sên­cia do blo­gue, sim ou não? Por exem­plo: pre­ciso mesmo deste con­ta­dor de vi­si­tas a en­viar ca­ma­das gor­du­ro­sas para a base de da­dos quando te­nho à dis­po­si­ção uma fer­ra­menta ex­te­rior cha­mada Google Analytics que faz ainda mais e me­lhor — e sem acres­cen­tar «peso» ao WordPress?

Quando ti­ve­res eli­mi­nado os plu­gins se­gundo este cri­té­rio ri­go­roso, te­rás en­con­trado o teu nú­mero per­feito. O resto é conversa.

 

Sim, agora o resto é conversa

Jean Jules Antoine Lecomte du Noüy

Jean Jules Antoine Lecomte du Noüy (1842–1923), «Rhamsès Dans Son Harem», 1885

Para ex­pli­car me­lhor o meu ponto de vista do nú­mero per­feito, vou es­ti­car a corda das ana­lo­gias (esta é pe­ri­go­sa­mente se­xista) e fazer-vos re­cuar al­guns mi­lha­res de anos.

Os plu­gins es­tão para o WordPress como os ha­réns para os an­ti­gos reis e im­pe­ra­do­res. Quantas es­po­sas fa­zem um ha­rém per­feito? Se pu­dés­se­mos fa­zer essa per­gunta a Ramsés II, esse grande ga­ra­nhão egíp­cio, não du­vido que a sua res­posta se­ria qual­quer coisa como «to­das quan­tas um deus como eu tem di­reito».

Os egip­tó­lo­gos não o des­men­tem: o pro­lí­fico fa­raó foi pai de 96 cri­an­ças, 46 fi­lhos e 50 fi­lhas, três das quais aca­ba­riam por tornar-se suas esposas.

É ver­dade que Ramsés II teve muito tempo para a de­vassa, pois rei­nou du­rante 66 anos — ou­tro re­corde, por si­nal. Embora os es­tu­di­o­sos con­si­de­rem que as guer­ras tra­va­das con­tra os ri­vais Hititas ti­ve­ram como re­sul­tado mais im­pas­ses do que vi­tó­rias, o ho­mem pas­sou à História como o grande rei guer­reiro. Fundou a nova ca­pi­tal do Egito, Per-Rams, que sig­ni­fica «Casa de Ramsés», e man­dou er­guer gi­gan­tes­cas es­tá­tuas em ho­me­na­gem à sua pró­pria pes­soa — qua­tro des­ses co­los­sos so­bre­vi­ve­ram até hoje.

Mas nem to­dos os im­pe­ra­do­res fo­ram como Ramsés.

Mumtaz Mahal e Xah Jahan

Mumtaz Mahal e Xah Jahan

O im­pe­ra­dor Xah Jahan mor­reu a 22 de ja­neiro de 1666 em Agra, na Ín­dia norte-central, con­tem­plando nos­tal­gi­ca­mente o gran­di­oso mo­nu­mento que man­dara er­guer em me­mó­ria da sua amada, Mumtaz Mahal, morta há quase trinta anos.

O ca­sa­mento de Jahan teve a no­tá­vel ca­rac­te­rís­tica de não ter sido re­a­li­zado por ra­zões po­lí­ti­cas, mas por amor. Quando Jahan se tor­nou im­pe­ra­dor, já es­tava ca­sado há 14 anos com Mumtaz Mahal – o nome sig­ni­fica «A es­co­lhida do pa­lá­cio».

Ao con­trá­rio de Ramsés II, Jahan não pre­ci­sava de um sé­quito de es­po­sas: Mahal era-lhe su­fi­ci­ente. A mu­lher acompanhava-o para todo o lado, mesmo nas ex­pe­di­ções mi­li­ta­res. Foram in­se­pa­rá­veis du­rante 17 anos, até ela mor­rer ao dar à luz o 14º fi­lho do casal.

O im­pe­ra­dor ti­nha 38 anos quando dei­xou de ser fe­liz para sem­pre. Conta-se que o des­gosto foi tal que o ca­belo se lhe tor­nou branco de um dia para o ou­tro. Nos 22 anos se­guin­tes, dedicou-se a fa­zer er­guer um mo­nu­mento que es­ti­vesse à al­tura da sua amada: 1000 ele­fan­tes fo­ram usa­dos para trans­por­tar ma­te­rial, 22 mil ope­rá­rios fo­ram re­cru­ta­dos para o trabalho.

Do amor de um im­pe­ra­dor pela sua im­pe­ra­triz nas­ceu uma das obras mais no­tá­veis da es­pé­cie hu­mana: o Taj Mahal – abre­vi­a­ção do nome da amada.

A per­gunta le­gí­tima: que raio têm es­tas his­tó­rias a ver com a ins­ta­la­ção de plu­gins no WordPress? Absolutamente nada, a não ser entreter-vos du­rante uns mi­nu­tos e re­for­çar o ve­lho cha­vão de que muita quan­ti­dade não sig­ni­fica muita qua­li­dade, de que ter muito não im­plica for­ço­sa­mente a ga­ran­tia de muita satisfação.

Ramsés pode ter sido um se­cu­lar fo­di­lhão, mas nos mo­nu­men­tos que er­gueu em ho­me­na­gem à sua di­vina exis­tên­cia a po­eira dos sé­cu­los ainda não as­sen­tou; já o Taj Mahal foi cons­truído com um ma­te­rial mais re­sis­tente à pas­sa­gem do tempo do que a mera vai­dade – mantém-se tão vivo e atual como os so­nhos nos­tál­gi­cos de um im­pe­ra­dor cor­roído pela saudade.

 

De volta ao post

Ao re­du­zir os plu­gins a uma lista dos que re­al­mente ne­ces­si­ta­mos – por se­rem de facto úteis e não ape­nas um re­po­si­tó­rio de va­zias fun­ci­o­na­li­da­des – po­de­mos fi­car re­du­zi­dos a qua­tro ex­ten­sões essenciais.

 

NoSpamNX
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NoSpamNX
Durante muito tempo usei uma com­bi­na­ção Akismet/Bad Behavior, mas aca­bei por des­co­brir uma so­lu­ção que não im­plica re­gis­tar na base de da­dos ne­nhuma ou­tra in­for­ma­ção que não seja as (pou­cas) op­ções que o pro­grama ofe­rece.
Resultado: o de­sem­pe­nho é ex­ce­lente e o im­pacto ne­gli­gen­ciá­vel. O NoSpamNX cria duas en­tra­das adi­ci­o­nais na zona de co­men­tá­rios que são in­vi­sí­veis a se­res hu­ma­nos, in­ca­pa­zes de ver mais do que os cam­pos de pre­en­chi­mento nor­mais: nome, email e en­de­reço. Um bot spam­mer pre­en­cherá ce­ga­mente to­dos os cam­pos que des­co­brir, pelo que é ime­di­a­ta­mente blo­que­ado. Este sis­tema é muito in­te­li­gente, uma vez que pre­vine tam­bém os fal­sos po­si­ti­vos.
Conclusão: desde que o ins­ta­lei esqueci-me do que é le­var com spam. Nunca mais vol­tou a sur­gir um co­men­tá­rio na pasta de spam – são to­dos blo­que­a­dos à nas­cença. O NoSpamNX tem um único in­con­ve­ni­ente para quem usa um dos se­guin­tes sis­te­mas (não é o meu caso): não su­porta co­men­tá­rios Jetpack, Open ID e BuddyPress.

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Uma nota su­ple­men­tar: uma boa po­lí­tica anti-troll é es­co­lher a op­ção de mo­de­rar o pri­meiro co­men­tá­rio de um vi­si­tante: desta forma, os idi­o­tas tam­bém são logo blo­que­a­dos an­tes se­quer de te­rem opor­tu­ni­dade de ma­ni­fes­tar pu­bli­ca­mente a sua idiotice.

 

Secure WordPress
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Secure WordPress
Este plu­gin não é o mais com­pleto sis­tema de pro­te­ção do blo­gue: ofe­rece um con­junto de pro­te­ções bá­si­cas as quais, pela mi­nha ex­pe­ri­ên­cia, são su­fi­ci­en­tes para um sí­tio como este. As op­ções são sim­ples e fá­ceis de com­pre­en­der: de­pois de o ter­mos con­fi­gu­rado, esquecemo-nos que ele existe. Até hoje – e já lá vão vá­rios me­ses – nunca tive uma ra­zão de queixa.
Se pre­fe­ri­rem uma so­lu­ção mais com­pleta e avan­çada, existe o in­con­tor­ná­vel e mo­nu­men­tal BulletProof. Deixei de o usar por in­com­pa­ti­bi­li­da­des com o player ví­deo que uti­lizo e do qual não ab­dico (em­bora não seja es­sen­cial): o SublimeVideo — HTML5 Video Player. Este Bullet Proof é tão ro­busto que es­ma­gou qual­quer pos­si­bi­li­dade de o player fun­ci­o­nar como deve ser.

 

W3 Total Cache
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W3TotalCache
Um sí­tio rá­pido a car­re­gar é im­por­tante para di­mi­nuir a taxa de re­jei­ção dos vi­si­tan­tes – bem sa­be­mos que a pa­ci­ên­cia não é uma qua­li­dade muito dis­se­mi­nada na Internet, so­bre­tudo quando im­plica es­pe­rar que uma pá­gina abra.
Ter uma ca­che para ser­vir fi­chei­ros es­tá­ti­cos – so­bre­tudo ima­gens – é fun­da­men­tal para ter um blo­gue ve­loz. Depois de ter ex­pe­ri­men­tado vá­rios, o mais com­pleto e efi­ci­ente de to­dos é o W3 Total Cache. Além de ser­vir como ca­che, tam­bém mi­ni­miza e con­densa (em in­glês: mi­nify) fi­chei­ros CSS, HTML e Javascript, re­sul­tando em maior ve­lo­ci­dade de car­re­ga­mento.
O plu­gin é de facto muito com­pleto: um fi­cheiro PDF con­tendo um guia (em in­glês) de per­so­na­li­za­ção do W3 Total Cache pode ser des­car­re­gado a par­tir da­qui.
Instalar este plu­gin não é a única ação a fa­zer para me­lho­rar o de­sem­pe­nho do nosso blo­gue: po­de­mos oti­mi­zar as ima­gens para a web, ou seja, reduzir-lhes o ta­ma­nho sem com­pro­me­ter a qualidade.

Gimp
Extensão RIOT
Existe um plu­gin que o faz au­to­ma­ti­ca­mente – WP Smush-It –, mas este de­pende da fer­ra­menta ori­gi­nal da Yahoo!, dada a cons­tan­tes fa­lhas e que­bras de ser­viço.
Podemos fazê-lo no nosso pró­prio com­pu­ta­dor, re­cor­rendo a um soft­ware de edi­ção de ima­gem gra­tuito como o Gimp e ou uma fer­ra­menta de oti­mi­za­ção como o RIOT (acró­nimo de Radical Image Optimization Tool), igual­mente gra­tuito — o RIOT tanto fun­ci­ona como pro­grama pró­prio ou como ex­ten­são do Gimp, a es­co­lha é vossa. Como o Gimp é o meu Photoshop, uso am­bos.
Deste modo, uma ima­gem com 170Kb pode ser re­du­zida para 80Kb (ou me­nos) an­tes de fa­zer o upload para o ser­vi­dor. Em com­bi­na­ção com o W3 Total Cache, é pos­sí­vel com este mé­todo o luxo de en­cher o blo­gue de fo­tos (em quan­ti­da­des sen­sa­tas, claro) sem lhe com­pro­me­ter a rapidez.

 

Jetpack
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Jetpack
O Jetpack é uma es­pé­cie de canivete-suíço do WordPress, pois reúne, num único plu­gin, vá­rios mó­du­los com ca­pa­ci­dade para subs­ti­tuir ex­ten­sões que ofe­re­cem as mes­mas fun­ci­o­na­li­da­des – desde que ne­ces­si­te­mos ape­nas de ver­sões me­nos avan­ça­das.
Os mó­du­los (po­de­mos de­sa­ti­var aque­les de que não ne­ces­si­ta­mos) in­cluem for­mu­lá­rio de con­tacto, fer­ra­menta de es­ta­tís­ti­cas, short­co­des, wid­gets, bo­tões de par­ti­lha para as re­des so­ci­ais e sis­tema de co­men­tá­rios – à data em que es­crevo este ar­tigo, o Jetpack pos­suía um to­tal de 24 mó­du­los.
Como não uti­lizo o sis­tema de co­men­tá­rios do Jetpack – pre­firo o sis­tema na­tivo do WordPress – o pro­blema de in­com­pa­ti­bi­li­dade com o NoSpamNX não me afeta. Mas te­nham isto em aten­ção, caso de­ci­dam ex­pe­ri­men­tar os dois.
Um dos úl­ti­mos mó­du­los a se­rem in­cluí­dos tem boas po­ten­ci­a­li­da­des para quem não quer gas­tar di­nheiro com ser­vi­ços CDN (Content Delivery Network) ou não gosta de proxys gra­tui­tos como o Cloudflare: trata-se do Photon, que car­rega as ima­gens do nosso blo­gue e serve-as atra­vés do CDN do pró­prio WordPress e não do ser­vi­dor onde es­ta­mos alo­ja­dos – da­qui re­sulta um me­lhor de­sem­pe­nho, uma vez que os ser­vi­do­res WordPress, quando os ex­pe­ri­men­tei, me pa­re­ce­ram muito rá­pi­dos.
Uma úl­tima nota: para usar o Jetpack é ne­ces­sá­rio fa­zer o re­gisto (gra­tuito) no WordPress.com.

 

Pronto, está lido — e agora?

E agora?Bem, esta é uma lista de plu­gins ver­da­dei­ra­mente es­sen­ci­ais para mim – mas cada blog­ger tem as suas pró­prias ne­ces­si­da­des, por isso os mais inex­pe­ri­en­tes considerem-na como um mero ponto de partida.

Por exem­plo, quem se fia em téc­ni­cas SEO (Search Engine Optimization) para atrair vi­si­tan­tes atra­vés do uso de palavras-chave (e ou­tras téc­ni­cas) de­verá con­si­de­rar um des­tes dois plu­gins: All in One SEO PackWordPress SEO by Yoast. Andam por cá há muito tempo e são  fiáveis.

Se o vosso tema não se adapta au­to­ma­ti­ca­mente às di­men­sões de apa­re­lhos do tipo smartphone (é o caso do meu), po­dem usar o WPTouch. Um dos mó­du­los do Jetpack for­nece a mesma so­lu­ção, em­bora ainda não te­nha al­can­çado o mesmo nível.

Se têm mesmo de ter uma caixa de fãs do Facebook e não gos­tam das pou­cas pos­si­bi­li­da­des de in­te­gra­ção vi­sual com o tema do blo­gue, ex­pe­ri­men­tem o Facebook Fanbox Cache Widget. Este plu­gin não só per­mite al­te­rar o as­peto da caixa (via CSS), como pos­sui um sis­tema de ca­che que im­pede a «tra­va­gem» da pá­gina, uma len­ti­dão ha­bi­tual nas ex­ten­sões na­ti­vas for­ne­ci­das pelo Facebook.

Seja qual for a ex­ten­são e o nú­mero de que ne­ces­si­ta­rem, preocupem-se pri­meiro com a qua­li­dade e não com pro­mes­sas de fogo de ar­ti­fí­cio: in­ves­ti­guem os fó­runs de dis­cus­são, leiam a sec­ção de Perguntas e Respostas, vi­si­tem a pá­gina do plu­gin, pro­cu­rem sa­ber quem é o au­tor e de que forma co­mu­nica com os uti­li­za­do­res, em suma, informem-se o me­lhor pos­sí­vel so­bre o que es­tão re­al­mente a ins­ta­lar – uma re­gra tão vá­lida para WordPress como para um sis­tema ope­ra­tivo como o Windows, por exemplo.

→ 03/11/2012 @0:40

Como fazer do visitante um fã do teu blogue

Sempre me fez con­fu­são a quan­ti­dade de ar­ti­gos en­si­nando vi­si­tan­tes a tornarem-se blog­gers de sucesso.

São tan­tos e tão va­li­o­sos es­ses posts que por esta al­tura toda e qual­quer pes­soa que man­tém um blo­gue já de­ve­ria ter al­can­çado o mesmo sucesso.

Como in­fe­liz­mente isso não acon­tece, che­guei à con­clu­são que a me­lhor forma de criar um blo­gue de su­cesso é en­si­nar a criar um blo­gue de su­cesso e es­pe­rar se­cre­ta­mente que a malta não aprenda em demasia.

Decidi por isso reu­nir o meu pró­prio con­junto de re­co­men­da­ções para aca­bar de vez com essa con­cor­rên­cia pouco efi­ci­ente e re­ben­tar a es­cala da aju­da­bi­li­dade.

Depois de le­res este guia garanto-te que a tua vida de blog­ger con­ti­nu­ará a ser a mesma.

 

Em pri­meiro lu­gar, a es­crita é uma arma

Arma

Deves es­tar pre­pa­rado para a even­tu­a­li­dade de o teu vi­si­tante que­rer ler qual­quer coisa quando chega à tua página.

Sugiro um fundo azul com le­tras en­car­na­das, para fa­ci­li­tar a lei­tura. Seja qual for a com­bi­na­ção que es­co­lhe­res, certifica-te de que usas as co­res mais con­tras­tan­tes. As pes­soas ado­ram con­tras­tes: sentem-se in­te­lec­tu­al­mente mais des­per­tas e es­fre­gam os olhos, sur­pre­en­di­das com tanta sagacidade.

Nunca me­nos­pre­zes o con­forto do vi­si­tante. Não basta usar a cor para re­al­çar as ideias. Diminui o corpo de le­tra ao má­ximo, para poupá-lo à ma­çada de ter de fa­zer scroll. Não es­cre­vas pa­rá­gra­fos cur­tos: está ci­en­ti­fi­ca­mente pro­vado que blo­cos de texto com dois qui­ló­me­tros de al­tura são mais fá­ceis de ler num ecrã de computador.

Não te es­que­ças de es­cre­ver fra­ses lon­gas: os lei­to­res ado­ram a sen­sa­ção de che­gar ao fim e já não se lem­bra­rem de como co­me­çou. As vír­gu­las são fa­cul­ta­ti­vas. Pensando bem, as vír­gu­las só atra­pa­lham, são pi­nos que se co­lo­cam nas fra­ses com a mal­dosa in­ten­ção de fa­zer a malta tro­pe­çar ou ma­goar as ca­ne­las. Evita-as, e evi­ta­rás lesões.

O maior de­sa­fio de um blog­ger nada tem a ver com as vír­gu­las, de resto, mas com os acen­tos gra­ves, agu­dos e os hí­fe­nes. Dever-se-á es­cre­ver «hoje á tarde» ou «hoje à tarde»? «Partire-mos» ou «par­ti­re­mos»? São es­tes os gran­des di­le­mas que ator­men­tam a blo­gos­fera por­tu­guesa do sé­culo XXI. Se os con­se­gui­res de­ci­frar, já se­rás con­si­de­rado um mago.

Seja qual for a tua op­ção, nunca sim­pli­fi­ques a es­crita. Não te es­que­ças: fra­ses lon­gas, pa­rá­gra­fos ex­ten­sos. Importante é for­çar o vi­si­tante a re­ler as fra­ses na es­pe­rança de de­ci­frar o mis­té­rio da tua pessoa.

Quase me es­que­cia: os ad­je­ti­vos são como os cho­co­la­tes, de­li­ci­o­sos. Em gran­des quan­ti­da­des, con­tudo, en­joam e pro­vo­cam do­res de bar­riga. Portanto abusa deles.

Outra re­gra muito im­por­tante: au­menta o corpo de le­tra quando qui­se­res trans­mi­tir uma ideia forte. Quanto mais forte for a ideia, maior é o ta­ma­nho da fonte. Que nin­guém fi­que ad­mi­rado se de­ci­di­res es­cre­ver a pa­la­vra eu­reka em ta­ma­nho 48. Tu me­re­ces, pá.

E não te es­que­ças de su­bli­nhar as palavras-chave do texto, mas sem hi­per­li­ga­ções: as pes­soas de­tes­tam ver pa­la­vras su­bli­nha­das que con­tém links. Ligações su­bli­nha­das são pouco na­tu­rais, so­bre­tudo na Net. Mete as pa­la­vras lin­ka­das a azul-claro, cos­tuma resultar.

 

Vai ao fundo da questão

Abusa dos gifs. Os gifs são lin­dos, ani­ma­dos e aju­dam a car­re­gar a pá­gina mais de­pressa. Cria um fundo cheio de es­tre­li­nhas e uni­cór­nios a pis­car, com­bi­nam bas­tante bem com o fundo azul e a cor ver­me­lha do texto. Experimenta to­dos aque­les efei­tos pisca-pisca que fa­zem as de­lí­cias de um vi­si­tante do Geocities.

Se te sen­ti­res mais ou­sado e qui­se­res ex­pe­ri­men­tar ou­tras for­mas de co­mu­ni­car as tuas ideias, ex­pe­ri­menta catalogá-las se­gundo o sim­bo­lismo das co­res: se de­fen­de­res uma ideia apai­xo­nada, deixa fi­car o texto a ver­me­lho; se te sen­ti­res vi­go­roso e fresco, muda o corpo de le­tra para uma cor es­ver­de­ada – neste caso, um fundo roxo é ca­paz de criar uma bo­nita combinação.

Tem em conta tam­bém que o mesmo corpo de le­tra abor­rece o teu lei­tor, que pre­fere a va­ri­e­dade: usa es­ti­los de le­tra di­fe­ren­tes em cada pa­rá­grafo, as pes­soas vão adorar.

É ver­dade: a fonte Comic Sans é tua amiga. Nunca te es­que­ças disto, por fa­vor. A Comic Sans está para a ti­po­gra­fia web como os ga­ti­nhos para o YouTube. Webmaster que se preze nunca se sente ini­bido quando chega o mo­mento de a usar.

 

Mil pa­la­vras

FocadoUsar ima­gens para com­ple­men­tar os teus ar­ti­gos é im­por­tante. Não te es­que­ças de evi­tar o for­mato JPG para fo­to­gra­fias gran­des e PNG para ima­gens mais pe­que­nas, opta sem­pre pelo BMP.

Não caias na ten­ta­ção de in­cluir ima­gens que pos­sam dis­trair os lei­to­res da tua mensagem.

O se­gredo de um blo­gue de su­cesso é a ca­pa­ci­dade de te man­te­res fo­cado e man­te­res os teus lei­to­res fo­ca­dos em seja o que for que es­ti­ve­res fo­cado. Acima de tudo, sê específico.

 

A Barra Lateral

Não há nada mais bo­nito do que uma barra la­te­ral com uma lista de 150 links (mais ca­te­go­rias e ar­qui­vos), mas po­des fa­zer um es­forço para melhorá-la e atin­gir a perfeição.

Inclui um wid­get para mos­trar as fa­ses da Lua – mesmo que o teu blo­gue nada te­nha a ver com Astronomia nem tu as­pi­res a ser um sa­té­lite na­tu­ral, os teus lei­to­res irão ado­rar sa­ber que es­tás em quarto cres­cente e fi­ca­rão pre­o­cu­pa­dos se es­ti­ve­res em fase minguante.

Os ca­len­dá­rios con­tém in­for­ma­ções aces­sí­veis a pou­cas pes­soas, pelo que é acon­se­lhá­vel in­cluir sem­pre um na barra la­te­ral: os teus vi­si­tan­tes sentir-se-ão eter­na­mente agra­de­ci­dos por te­rem fi­cado a sa­ber em que dia e mês estão.

Um re­ló­gio pro­voca o mesmo efeito, além de con­ter in­for­ma­ções igual­mente di­fí­ceis de ob­ter. Bem sa­be­mos que ver as ho­ras e jo­gar às car­tas são ta­re­fas quase im­pos­sí­veis de se exe­cu­tar quando usa­mos o Windows.

As bar­ras la­te­rais são as ore­lhas do teu blo­gue, por as­sim di­zer — nin­guém pode le­var a mal que lhe quei­ras co­lo­car uns brincos.

 

Em sin­to­nia com o teu leitor

Sintonia

Não há nada mais ir­ri­tante do que vi­si­tar uma pá­gina pela pri­meira vez e não ha­ver mú­sica. Receber as pes­soas com o si­lên­cio não é muito hos­pi­ta­leiro. De ma­dru­gada ainda é pior, pois o sen­ti­mento de so­li­dão intensifica-se. As pes­soas gos­tam de ser sur­pre­en­di­das com mú­si­cas da Adele a al­tos ber­ros a meio da noite, por isso não as desiludas.

Programa o teu player para co­me­çar a to­car as­sim que o vi­si­tante car­re­gar a pá­gina. Certifica-te de que au­men­tas o vo­lume até 100 por cento. E não te es­que­ças de o co­lo­car a to­car con­ti­nu­a­mente. Depois de o teu vi­si­tante fi­car uma hora a deliciar-se com as mú­si­cas que tu gos­tas, que­rerá com cer­teza ou­vir tudo ou­tra vez. Nada de desfeitas.

 

Fideliza as audiências

Se de­se­jas que os teus vi­si­tan­tes deem um like à tua pá­gina do Facebook ou subs­cre­vam a tua news­let­ter, espeta-lhes uma ja­nela pop-up as­sim que en­tra­rem no teu blo­gue: far-te-á pa­re­cer de­ses­pe­rado e as pes­soas ado­ram essa ca­rac­te­rís­tica num blog­ger.

Se qui­se­res trans­mi­tir um ar mais pro­fis­si­o­nal, cria um script que im­peça as pes­soas de fe­char a ja­nela, ex­ceto se fi­ze­rem like ou qui­se­rem es­pe­rar 30 se­gun­dos. Esta es­tra­té­gia é muito im­por­tante para man­te­res a taxa de re­jei­ção pouco elevada.

E tem em conta este por­me­nor: as pes­soas pre­fe­rem sem­pre uma pá­gina com mui­tos anún­cios e pouco conteúdo.

 

Prepara-te para falhares

FalharPode dar-se o caso de se­gui­res to­das es­tas re­co­men­da­ções e mesmo as­sim não con­se­gui­res al­can­çar o re­sul­tado es­pe­rado. Tem calma, amigo! Levanta-te e cava o teu ca­mi­nho na blo­gos­fera como se nada ti­vesse acon­te­cido. E ig­nora os crí­ti­cos invejosos.

Para atin­gir o su­cesso é pre­ciso muita pa­ci­ên­cia, pre­sença de es­pí­rito e, acima de tudo, a ca­pa­ci­dade inata de co­me­ter os mes­mos er­ros ve­zes sem conta.

Espero por isso que este pe­queno guia te ajude a con­quis­tar uma le­gião de seguidores.

→ 11/10/2012 @2:49

Marcas de água ou dedadas?

Kip Praslowicz, o au­tor do post, lembrou-se desta sá­tira – «E se os mes­tres da fo­to­gra­fia usas­sem hor­ren­das mar­cas de água?» — por achar que mui­tos fo­tó­gra­fos pa­re­cem mais pre­o­cu­pa­dos em criar ela­bo­ra­das mar­cas de água do que com as fo­to­gra­fias em si.  

E en­tão pôs-se a brincar:

Henri Cartier-Bresson

Steve McCurry

E eu apro­veito a deixa para man­dar uns bitaites.

Detesto mar­cas de água nas fo­tos. Não as su­porto. É como ser obri­gado a ler um li­vro com bor­rões de co­mida – ou­tro tipo de as­si­na­tura, se pen­sar­mos bem.

A mi­nha aver­são em ver uma foto com marca de água chega ao ponto de não pu­bli­car fo­tos mar­ca­das. É uma norma deste blo­gue; há quem possa chamar-lhe ma­nia, tei­mo­sia ou es­tu­pi­dez. Aceito es­sas críticas.

Aceito-as por­que um fo­tó­grafo pro­cura ape­nas pro­te­ger os di­rei­tos de au­tor das suas fo­tos. Não acre­dito que ne­nhum goste de as ver com mar­cas de água. Mas preferem-nas as­sim do que descobri-las mais tarde, anónimas.

Percebe-se bem, como é na­tu­ral. A es­sên­cia da Internet é a par­ti­lha, mas in­fe­liz­mente há quem se fi­que pela me­tade: par­ti­lhar uma foto sem par­ti­lhar o nome do au­tor, como se am­bas as in­for­ma­ções pu­des­sem ser dis­so­ci­a­das. E en­tão os fo­tó­gra­fos não têm ou­tra al­ter­na­tiva a não ser a de ca­rim­bar a assinatura.

Costumo des­co­brir o au­tor de uma foto usando uma ex­ten­são para Firefox, Chrome, Safari, Opera e Internet Explorer cha­mada TinEye Reverse Image Search. Perde-se al­gum tempo à pro­cura, mas é um pe­queno preço a pagar.

Um preço que eu não con­sigo pa­gar é o da mal­dita marca de água, so­bre­tudo no caso em que aquela des­res­peita a foto. Quanto mais gosto da ima­gem, mais pu­rista me torno. Costumo en­trar em con­tacto com fo­tó­gra­fos explicando-lhes a mi­nha po­si­ção, mostrando-lhes o blo­gue e pe­dindo uma ver­são sem marca de água. Alguns acei­tam, ou­tros mandam-me pas­sear – e eu vou à mi­nha vida, sem dramas.

Sei que há mui­tos fo­tó­gra­fos a vi­si­tar o Bitaites, pelo que gos­tava de co­nhe­cer a vossa opi­nião so­bre este as­sunto. Marcas de água, sim ou não?

→ 19/08/2012 @5:05

Que ideia, o Facebook não vai fazer nada disso

O bra­si­leiro G17 es­creve: «Facebook per­mi­tirá que o na­mo­rado te­nha acesso a conta da na­mo­rada e vice-versa. Recurso cha­mado de trans­pa­rên­cia no re­la­ci­o­na­mento evi­tará trai­ções vir­tu­ais».

O por­tu­guês Pplware re­pete: «Facebook irá per­mi­tir que na­mo­rado aceda à conta da na­mo­rada e vice-versa, de forma a evi­tar trai­ções virtuais!»

Acontece que no lo­gó­tipo do G17 – a le­tras pe­que­ni­nas mas ainda as­sim le­gí­veis – encontra-se a frase: «sem com­pro­misso com a ver­dade». Eureka! O G17 é um sí­tio de no­tí­cias fal­sas e sa­tí­ri­cas, como o fa­moso The Onion. Não é para ser usado como fonte credível.

Namorados e na­mo­ra­das de todo o mundo, po­dem fi­car des­can­sa­dos: a no­tí­cia mais in­ve­ros­sí­mil do ano, afi­nal, não é verdadeira.

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