Os geeks da minha timeline no Twitter pularam de excitação perante a possibilidade de a Apple apresentar hoje o iPhone5, mas afinal de contas anunciou o iPhone 4S.
Os nerds de Portugal podem contar com toda a simpatia e solidariedade do Bitaites: deve ser terrível esperar um 5 e acabar com um 4S. Um cinco é mais bonito, moderno, tem mais pinta, é mais concludente e possui mais lógica: a seguir ao 4 costuma vir um cinco.
Se os fanboys da Apple vivessem no mundo mais cinzento dos PC já estariam bem preparados para estas reviravoltas: não se esqueçam que muitos de nós, os tipos dos PC – irremediavelmente feios, barrigudos e vestidos com fatos da Maconde – testemunharam in loco a passagem do Windows 98 para Windows 98SE e, finalmente, Windows Me.
Do Me passámos para o 2000, do 2000 para o XP, do XP para o Vista e do Vista para o Seven. Há quem diga que tem sido uma experiência confusa e traumatizante.
Mas a Apple é demasiado cool para se guiar pela lógica do 1, 2, 3, 4, 5 e muito menos pelas tropelias da Microsoft, e decretou, para enorme surpresa dos entusiastas, que a seguir ao 4 vem um S.
E embora o novo gadget esteja cheio de apetitosas novidades tecnológicas, não consigo deixar de associar esta designação 4S às velhinhas Renault que circularam nas estradas a partir da segunda metade do século passado.
Mas não pensem que lá por ser relativamente imune à tentação da maçã escrevo este post para desvalorizar o iPhone 4S.
Na verdade, se alguma vez na vida um geek olhou embevecido para o seu gadget e balbuciou, como um pai babado, «só lhe falta falar», a Apple tem uma grande surpresa: o novo iPhone já fala.
Chama-se Siri e foi-nos apresentada como uma assistente pessoal de voz.
Sendo da Apple, gosto de imaginá-la como uma rapariga muito elegante e jeitosinha.
A prestável Siri diz-nos como está o tempo, ativa-nos o despertador, dá-nos direções e localizações e pontos de interesse, responde a mensagens e só não nos apalpa o cu porque até a Apple considera que devem existir limites para o grau de socialização de um nerd com o seu iPhone.
É engraçado, mas esta solução já tinha sido prevista pela própria Apple em 1987, segundo garante o autor deste post, quando a empresa criou um vídeo onde se demonstrava o conceito do que seria «um futuro computador da Apple»: há 24 anos, já se imaginava um touchscreen e um assistente de voz, o Knowledge Navigator.
Eu mantenho-me longe da Apple e relativamente insensível às suas maravilhas – perdoem-me a heresia –, mas assumo a minha costela geek e espero que me continuem a acompanhar neste post.
Já repararam com certeza naquele magnífico soutien equipado com os botões da Nintendo. Quantas vezes não desejámos passar uma noite inteira na jogatana?

E este conjunto de lingerie inspirado no mítico Pac-Man?
Quem nunca ficou com cara de Pac-Man ao se aproximar de um belo par de maminhas que levante a mão (mas não use aquela em que está a segurar o iPhone 4S!)