Arquivos da(s) tag(s): Fotografia
→ 13/02/2012 @20:19

Dramas de um país à beira-mar relvado

→ 13/02/2012 @8:54

Janelas Para o Mundo: Grécia [36]

Na «guerra civil global» que se trava na Grécia, os polícias usam gás lacrimogéneo e os manifestantes pedras, pistolas de sinalização e cocktails molotov (Foto: Aris Messinis/AFP/Getty Images)


Pedra contra as forças anti-motim (Foto: Aris Messinis/AFP/Getty Images)


Pedras contra os manifestantes (Foto: Orestis Panagiotou/EPA)


Um manifestante confronta a polícia de choque diante do Parlamento, em Atenas (Foto: Thanassis Stavrakis/AP)


Disparos de uma pistola de sinalização (Foto: Angelos Tzortzinis/ AFP/Getty Images)


Um deputado do Partido Comunista, Giorgos Mavrikos, lança uma cópia do acordo de austeridade negociado com a 'troika' na direção do Ministro das Finanças (Foto: Pantelis Saitas/EPA)


Um polícia anti-motim pontapeia um manifestante (Foto: Michalis Karagiannis/Phasma/Reuters)


Um manifestante pontapeia uma vasilha de gás lacrimogéneo (Foto: Simela Pantzartzi/EPA)


Um velho cinema no centro de Atenas: enquanto se lutava nas ruas, o Parlamento aprovava as medidas de austeridade impostas pela 'troika' como condição para o «salvamento» económico da Grécia (Foto: Simela Pantzartzi/EPA)

Um velho cinema no centro de Atenas: enquanto se lutava nas ruas, o Parlamento aprovava as medidas de austeridade impostas pela 'troika' como condição para o «salvamento» económico da Grécia (Foto: Simela Pantzartzi/EPA)


À entrada do Parlamento grego (Foto: Orestis Panagiotou)


Uma bomba incendiária de fabrico caseiro lançada contra os polícias (Foto: Max Gyselinck/AFP/Getty Images)


Atenas a arder na noite de 12 de Fevereiro (Foto não assinada)

→ 12/02/2012 @17:54

O que a vida separa o Photoshop reúne

No seu melhor, a Internet é uma biblioteca de Alexandria; no seu pior, é uma assimiladora acrítica de material falso, distribuído à velocidade do clique-clique-clique.

John Lennon e Che Guevara: um encontro patrocinado pelo Photoshop

É o caso desta «fotografia histórica»: uma pequena jam session entre John Lennon e Che Guevara. A foto chega a ser atribuída a Alberto Korda, o fotógrafo cubano falecido em 2001 e autor de «Guerrilheiro Heróico», a mais iconográfica fotografia de Che. Esta.

Pormenores deste encontro repetem-se em dezenas de blogues – Lennon refugiou-se num estúdio de gravação em Chicago, Che entrou no estúdio, cantou para um silencioso Beatle umas canções sobre «os oprimidos e as causas justas» e, tão depressa como entrou, voltou a sair. A história prossegue, revelando que o encontrou marcou para sempre a produção artística de Lennon, atribuindo a composição de «Revolution #9» à influência do guerrilheiro.

Treta!

Esta imagem é uma montagem em Photoshop feita por alguém que assina como Guerry Moreno. O encontro entre John e Che faz parte de uma série chamada «Political Humor» que também juntou, num improvável aperto de mão, o presidente iraniano Ahmadinejad e George Bush. Há alguma forma de criar um filtro anti-tretas no email?

→ 11/02/2012 @4:02

Para acabar de vez com os contos de fada

O francês Thomas Czarnecki diz que a ideia é criar um «choque cultural». E eu penso imediatamente que é um belo post para se escrever às três e meia da manhã de uma noite fria e com insónias. Um choque vem a calhar. Pelo menos um sorriso.

Que choque deseja provocar este fantástico doido? Mudar o destino de personagens do imaginário infantil (Pequena Sereia, Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida, Pocahontas, Alice) e dar-lhe um toque de realismo fatal. Ora vejam cinco exemplos:

Capuchinho Vermelho em coma alcoólico depois de uma noite de farra com o lobo

A Pequena Sereia descobriu demasiado tarde que o seu príncipe encantado se chamava Patrick Bateman

A Alice no País dos Sem-Abrigo faz lembrar o fantasma do filme The Ring

Cinderella queria regressar a casa, mas tropeçou e partiu o pescoço, como aquele padre do Exorcista

Pocahontas como escrava sexual (ou depois de ver o Avatar: neste caso, quem a carrega é James Cameron)

Chocados? Czarnecki é um diretor artístico bem conhecido no mundo publicitário – isto já explica alguma coisa do «choque» que pretende provocar.

Elabora um bocadinho mais sobre este trabalho em declarações ao Daily Mail, ao explicar a intenção de pôr em «em confronto o universo ingénuo e inocente dos contos de fada» e a «realidade, mais sombria, mas igualmente parte da nossa cultura».

E pronto, quinze minutos para as quatro da manhã. Não te esqueças de tomar o comprimido para dormir, Bela Adormecida.

→ 10/02/2012 @13:41

World Press Photo 2011: o vencedor

Para o júri que escolheu o vencedor da edição 2011 do World Press Photo, a foto do espanhol Samuel Aranda, 33 anos, não é apenas a imagem de um ferido procurando consolo nos braços de uma mulher durante a revolta popular no Iémen: É o símbolo da Primavera Árabe.

«É uma fotografia que fala em nome de toda uma região» – explicou Koyo Kouoh, um dos elementos do júri. «Representa o Iémen, o Egito, a Tunísia, a Líbia, a Síria, por tudo o que aconteceu na Primavera Árabe. Mas mostra um lado privado, íntimo, do que se passou. E mostra o papel que as mulheres tiveram, não apenas como prestadoras de cuidados, mas como pessoas ativas no movimento

Aranda vive em Tunes e confessou à AFP a vontade de cobrir uma revolução espanhola semelhante à que aconteceu na Islândia.

Esteve em várias revoluções árabes – Líbia e Egito, por exemplo – e garante que a do Iémen é a mais cívica: «verdadeiros civis a rebelar-se contra a ditadura. Agora o presidente está em Nova Iorque a viver num hotel de cinco estrelas e a transição vai ser um teatro, uma encenação.»

Samuel Aranda fez este trabalho para o New York Times. Vai receber 10 mil euros de prémio e uma máquina fotográfica da Canon, um modelo não especificado de última geração.

→ 08/02/2012 @3:55

Mudam-se os tempos

R.J. Shaughnessy, da série Deathcamp (2000-2006)

George W. Gardner: Naked City, Indiana, 1973 (America, 1960-1985)

Getty Images

Cornell Capa (California, 1960)

Nan E. Elliot (1979) Picturing the Century

→ 04/02/2012 @23:26

Pela Europa, em 2007

Estas fotos são do Verão de 2007, um mês antes de começar o meu estágio na Agência Lusa, onde continuo a trabalhar.

Levei a minha Canon 1D Mark II N com uma 50mm F.1.4 e disparei até mais não, com o meu irmão Alexandre. Sinto falta de fotografar assim, de forma livre, sem preocupações excessivas se as linhas estão direitas, o foco está perfeito, o enquadramento é o aceite…

Aqui ainda fotografava sem qualquer condicionamento. Via uma coisa de que gostava e tentava mostrá-la tal e qual a estava a ver.

Acho que com o tempo tenho perdido isso, estou demasiadamente formatado com o estilo de Agência: pouco de meu vejo nas fotos que tiro, hoje em dia. E não gosto. Haja tempo para fazer imagens para as quais, anos depois, ainda me dê gozo olhar.

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