→ 19/07/2010 @5:03

Músicas que me arrepiam até à raiz dos cabelos (III)

41 comentários

  • 1
    com Internet Explorer 8.0 Internet Explorer 8.0 em Windows 7 Windows 7
    19 de Julho de 2010 - 11:13 | Link permamente

    Já somos dois!

  • 2
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    19 de Julho de 2010 - 11:29 | Link permamente

    Deveremos ser bem mais.

    Para mim é a “melhor” musica deles.
    Mas com os 2 a cantar. Não as “versões” depois do “corte final”.

  • 3
    com Safari 4.0.5 Safari 4.0.5 em Mac OS X 10.4.11 Mac OS X 10.4.11
    19 de Julho de 2010 - 12:10 | Link permamente

    Ou seja, não esta versão que está neste video.
    Esta está “foleira”, parecem freiras a cantar.

  • 4
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    19 de Julho de 2010 - 12:19 | Link permamente

    Kincas, então neste caso esta versão pode chamar-se Comfortably Nun :wink:

  • 5
    com Safari 4.0.5 Safari 4.0.5 em Mac OS X 10.4.11 Mac OS X 10.4.11
    19 de Julho de 2010 - 12:26 | Link permamente

    Eheheh.

    Até que lhe “assentava” bem.

    Ainda se “safa” no refrão, agora nas restantes partes……..

    ;)

  • 6
    Francisco
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    19 de Julho de 2010 - 13:35 | Link permamente

    Marco eu propunha também esta

    “The Great Gig in the Sky”

    Uma das melhores de Pink Floyd

  • 7
    com Safari 4.0.5 Safari 4.0.5 em Mac OS X 10.4.11 Mac OS X 10.4.11
    19 de Julho de 2010 - 15:19 | Link permamente

    TGGITS também entra (por mim) para o lote.

    Apoiado.

  • 8
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    19 de Julho de 2010 - 15:29 | Link permamente

    A “Confortably Numb” é realmente uma das mais impressionantes da banda.

    Surge magnifica (e até melhor que a original) no “Is There Anybody Out There? – The Wall Live” (2000), onde ambos cantam (Waters e Gilmour) e o Gilmour tem até o seu mais excelente solo registado ao vivo (devo ter exagerado mas não andarei longe disso). É pena não haver DVD desta tournée mas vamos acreditar que ainda irá sair um dia, pois o Roger Waters ainda há dias referiu que já o esteve a ver e a avaliar… portanto, vamos manter a esperança em ter The wall ao vivo de 1980 em DVD.

    Contudo, a versão que mais prazer me dá ouvir é a do “Delicate Sound Of Thunder” (1988), que é o álbum que me “vendeu” os Pink Floyd para a vida toda… “Confortably Numb” é revista como se fosse uma baladas moderna, num registo ligeiramente mais lento, chegando mesmo a ser ainda mais sedutoras e charmosas como nunca se imaginaria que isso lá estivesse na canção (grande Gilmour e Wright a fazerem as duas vozes).
    http://armpauloferreira.blogspot.com/2009/04/musica-da-semana-os-pink-floyd-da-fase.html

    Devo dizer que do “Pulse” a canção que mais gosto é a…. a … “On The Run”!
    Está sempre no meu iPhone!
    Prefiro mil vezes o disco das lâmpadas que o insosso do Pulse (Ok rendeu um bom DVD, salvo pelos extras principalmente).

    Obs: E videos finalmente no Bitaites! Ainda para mais à terceira vez é um dos Pink Floyd! Uau!!!
    Marco: conseguiste ultrapassar esta barreira!
    Adorei!!!

    Agora será que ainda estarei fora de tom em deixar, novamente (aí vem mais pancadaria), a sugestão de o seguinte ser um dedicado ao Frank Zappa?
    http://armpauloferreira.blogspot.com/2010/04/musica-da-semana-frank-zappa-best-of.html

  • 9
    com Safari 4.0.5 Safari 4.0.5 em Mac OS X 10.4.11 Mac OS X 10.4.11
    19 de Julho de 2010 - 17:24 | Link permamente

    To armPauloFerreira

    Mas que grande confusão.
    O que referes é quase tudo já não pink floyd. Pink Floyd. O projecto acabou com o “The Final Cut”.
    Após isso é mugir a vaca (leia-se $) a ver o que dá ainda. E prova disso é a “origem” do 1º album (que é David Guilmor e não PF) a saír.
    Já agora, em “Delicate Sound Of Thunder” não entra Roger Water (ao contrario do que indicas) a cantar.

  • 10
    com Safari 5.0 Safari 5.0 em Mac OS X 10.5.8 Mac OS X 10.5.8
    19 de Julho de 2010 - 17:33 | Link permamente

    Kincas, leste bem tudo o que escrevi? Eu confuso? Puxa!
    Até coloquei datas… e separei por parágrafos. No primeiro parágrafo, no The Wall live, que saiu em 2000, é um disco com Roger waters sim e gravado antes do The Final Cut. E depois refiro que há pouco dias Roger Waters esteve a ver o DVD que andam a preparar há anos (desde que saiu o The Wall live, há 10 anos) da actuação da banda em 1980. Nessa altura, ainda estavam lá os 4 membros, pá!

    Depois refiro a versão que mais aprecio, que é depois do The Final Cut sim e do disco ao vivo “Delicate Sound Of Thunder” de 1988 (obviamente que já sem Roger Waters).

    Para mim, tudo o que comentaste vale zero.
    E que confusão fizeste e ainda me acusas disso… pfff.

  • 11
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    19 de Julho de 2010 - 18:21 | Link permamente

    Kinkas, quando o ArmPauloFerreira se refere ao Gilmour/Waters, está a falar do disco Is There Anybody Out There? – The Wall Live”, gravado salvo erro em 1980, e não do Delicate Sound Of Thunder.

    A questão que levantas é interessante. Eu ainda sou mais radical que tu: os Pink Floyd enquanto banda e em que todos (Wright,Waters,Gilmour) contribuem musicalmente só existe em pleno até ao Dark Side of the Moon. O Great Gig in the Sky é uma composição do Rick Wright…
    Depois disto, o brilhantismo conceptual do Waters começa a tomar conta da banda e ela deixa de existir como tal, passa a ser Waters com contribuições pontuais do Gilmour e (cada vez menos) do Wright. O Wright até foi despedido da banda durante as gravações do The Wall, sendo reintegrado como músico assalariado.
    The Wall e o The Final Cut é Pink Floyd em modo Waters, da mesma forma que o primeiro álbum é em modo Syd Barrett.

  • 12
    com Namoroka 3.6.8pre Namoroka 3.6.8pre em Windows 7 Windows 7
    19 de Julho de 2010 - 18:24 | Link permamente

    ArmPauloFerreira, é verdade que não gosto de meter vídeos no blogue – sempre achei uma forma mais fácil de meter conteúdo. Mas conteúdo é o que não falta por aqui, portanto, como bem disseste, é uma barreira que ultrapassei.

    Zappa há-de chegar, claro.

  • 13
    com Namoroka 3.6.8pre Namoroka 3.6.8pre em Windows 7 Windows 7
    19 de Julho de 2010 - 18:26 | Link permamente

    ArmPauloFerreira, é verdade, o teu último comentário foi parar ao spam, por isso é que não apareceu logo, sorry.

  • 14
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    19 de Julho de 2010 - 18:41 | Link permamente

    @Marco

    Poucos dias antes tinha colocado lá no GavezDois, duas versões em vídeo desta música. A mesma que você colocou aqui e uma outra em Veneza, que tive o filha da puta do prazer de assistir ao vivo.

    Depois, ao ver esta aqui, resolvi colocar lá uma série de vídeos musicais que, se eu fosse dar nome à série, chamar-se-ia: “Músicas que deveriam arrepiar o Bitaites até ao olho do cú” (hoje estou desbocado, né?).

    Mas de qualquer forma está lá uma bela sequência daquele que foi, de longe, o melhor grupo de rock de sempre, sem margem para dúvidas, colocado pensando em você. Para ver se te anima um pouco que estás muito parado. :D

  • 15
    Sérgio Ramos
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    19 de Julho de 2010 - 20:06 | Link permamente

    Não conheço Pink Floyd ‘a fundo’, mas já vi o vídeo deles em Pompeii e é arrebatador.

    Não só pela componente músical, que é a mais importante, mas também fiquei incrivelmente impressionando pela qualidade sonora captada em 1971, num ‘estádio’. Impressionante, pois as tecnologias nem se assemelhavam ao qu existe hoje, e fazer aquilo num estádio nunca é facil.

    Digo eu que não percebo quase nada de som :)

  • 16
    Xavier Orkall
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    20 de Julho de 2010 - 01:03 | Link permamente

    Ei… mas que grande lição de Pink Floyd levei agora :) Obrigado Marco e obrigado ArmPauloFerreira. Segui a sugestão do Sérgio e fui ver o vídeo em Pompeii… eh pá, está fabuloso.
    Não sou expert dos Pink Floyd (ui… loge disso) mas gosto desta música: “Careful With That Axe, Eugene” Nem parecem os Pink Floyd. (ArmPaulo Ferreira dá aí uma ajuda!)

  • 17
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    20 de Julho de 2010 - 02:17 | Link permamente

    O “Live at Pompeii” é o concerto dos Pink que mais vezes meto no DVD para ver e rever.
    Obviamente que é para ver o filme original (a edição que tenho é a Director’s cut e tem no interior as duas versões mas a original é mesmo assim a melhor), que remete para umas das fases da banda que mais aprecio (na verdade uma fase em transição da era psicadélica para a fase space-rock).

    O caro Xavier foi logo gostar duma canção que venero e que assinala a viragem da fase Syd Barret (esta canção nasceu para ser um mero lado B da “Point Me At The Sky” – uma boa criação de Rick Wright) para a fase experimental e psicadélica da banda.

    “Careful with that axe, Eugene” não vem em nenhum álbum oficial (ok vem no disco de raridades “Relics” de 1971 a versão original e/ou melhor ainda dentro da luxuosa caixa “Shine On” de 1992, no CD especial “The Early Years” que reúne todos os primeiros singles e lados b, devidamente remasterizados em stereo) mas surge apenas registada no “Ummagumma” em versão ao vivo. Curiosamente até que está parecida com a versão do “Live at Pompeii” pois esta foi sempre uma faixa que foi evoluindo e eles foram-na transformando com o tempo e quando chega a 1972 é gravada para o Pompeii já algo diferente mas com muito nervo e ainda mais sinistra – o que a torna excelente neste live invulgar (eles tocaram para… ninguém! Apenas para as ruinas! É mágico este concerto. E tem até a cadela Dobs a cantar para Wright e Gilmour, mais precisamente “lindos” uivos.)

    Para não ser excessivo (ò Marco desculpa gastar assim o teu espaço), digo ainda que a “Careful with that axe, Eugene” surgiria numa variante diferente no filme de M.Antonioni, o “Zabriskie Point”, que fecha com uma valente explosão ao som dos gritos desta canção mas intitulada “Come in Number 51, Your Time is up” (a banda-sonora é de 1970 e tive de a importar há bons anos – ainda nem havia mp3 ou pirataria pela net)

    Já agora deixo aqui um pequeno top 5 sobre Pink Floyd, que chega abraçar alguns titulos mais obscuros:
    http://armpauloferreira.blogspot.com/2010/02/top-5-de-uma-banda-preferida-os-pink.html

    Sobre o The Wall e esta fase conturbada que conduziu a zangas internas entre todos dos Pink, dediquei em tempos este artigo sobre a comemoração da data mas como tenho a mania de falar demais, tem lá algumas informação mais sobre esta fase e onde é referido também o tal The Wall live, registado em 1980 como bem informou o Marco – uma data importante mas cuja edição discográfica só viu a luz em 2000 (e falta sair o prometido DVD com esta actuação de 1980 filmada – que será dos registos mais importantes deles mas cujas imagens estavam na maior parte estragadas demais – mas se o Waters já viu o resultado final… falta pouco).
    http://armpauloferreira.blogspot.com/2007/11/o-album-wall-dos-pink-floyd-faz-hoje-28.html

  • 18
    com Safari 4.0.5 Safari 4.0.5 em Mac OS X 10.4.11 Mac OS X 10.4.11
    20 de Julho de 2010 - 09:32 | Link permamente

    To ArmPauloFerreira

    “Contudo, a versão que mais prazer me dá ouvir é a do “Delicate Sound Of Thunder” (1988), que é o álbum que me “vendeu” os Pink Floyd para a vida toda… “Confortably Numb” é revista como se fosse uma baladas moderna, num registo ligeiramente mais lento, chegando mesmo a ser ainda mais sedutoras e charmosas como nunca se imaginaria que isso lá estivesse na canção (grande Gilmour e Wright a fazerem as duas vozes).”

    Foi daqui a minha confusão de Wright por Waters. E a sua origem é o “absurdo” de dizer que ficou bem o “doeto”. Bem é o Gilmor e o Waters cantarem essa musica, não “freiras” a mugir.
    Peço desculpa.

    Contudo quando refiro que “O que referes é quase tudo já não pink floyd. Pink Floyd. O projecto acabou com o “The Final Cut”.” mantém a validade.

  • 19
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    20 de Julho de 2010 - 10:16 | Link permamente

    @ Kincas: Tens a tua opinião mas acho nada aceitável essas deixas de “acabou com o “The Final Cut” e a do “freiras a mugir”.
    Obviamente que és dos que gosta somente da fase de Roger Waters.

    Pink Floyd foi sempre mais que uma só pessoa mas durante todo o tempo de existência da banda, teve várias fases de comandos diferentes: a importante mas curta fase de Syd Barret (1964>1968), a experimental onde todos ainda contribuíam (1968 > 1975) mas de onde foi emanando uma proeminência de Roger Waters até à fase totalmente Roger Waters (1975 > 1985) que era mais um sério regime; e a última fase com Gilmour (1987>1994 ou até agora).

    Gosto de todas as fases e todas elas têm as suas caracteristicas próprias. Gosto da banda toda e até deles a solo. As ideias grandes saíram de Waters, todos o sabemos e ninguém o negará.
    O apontar das directrizes da banda sairam de Barret que foi muito bem acompanhado desde cedo por Wright. A consolidação sónica surgiu desde que Gilmour entrou, que foi sempre um factor chave na banda. Mason deixou-se sempre mais discreto mas é o único membro totalista da banda (está em todos os registos discográficos da banda – é o único mesmo).

    Eu gosto muito, mas muito, da fase Gilmour, que foi até a que me permitiu viver com a “máquina” (foi inesquecível o concerto de Alvalade em 1994 e até ainda conservo o bilhete!). Acredito seriamente que se Gilmour não tivesse mantido, com a sua insistência, a máquina viva hoje se calhar nem estaríamos a falar de Pink Floyd, caso tivesse terminado de vez em 1983/1985. Seriam provavelmente apenas mitos dos anos 70 e não tudo o que deles conhecemos hoje.

    Os Pink Floyd têm várias faces e não sou dos que descarta algumas… apesar de se terem transformado num monstro comercial, isso não me chateia absolutamente nada. Até agradeço pois tem sido á custa disso que a chama ainda não se extinguiu. Eles enriqueceram… faz parte e é merecido. Deram-nos grandes obras também!

    O Waters que seria o suposto detentor da razão e vitalidade Floydiana, também nunca largou o “osso”, apesar de nunca mais ter feito nada digno de destaque depois de ter acabado com o grupo (OK fez depois disso um único bom álbum á altura do génio) e anda actualmente sempre a reviver o legado. Para o ano vem cá refazer o “The Wall”. No fundo, é Roger Waters, quem mais tem vivido á custa dos louros e quem não se farta de mugir…

    Ainda há dias Gilmour e Waters, que se tinham transformado em grandes inimigos… tocaram juntos!
    E se eles engatam em querer fazer alguma coisa mais?
    Mesmo sabendo que Wright já morreu, com estes dois novamente juntos mais o Mason e… sonhemos para já!

  • 20
    com Safari 4.0.5 Safari 4.0.5 em Mac OS X 10.4.11 Mac OS X 10.4.11
    20 de Julho de 2010 - 11:31 | Link permamente

    O projecto esgotou-se com o “The final Cut”.
    Todos os membros concordaram.

    Depois vieram os $ falar mais e formaram os Pink FLoyd 2 (atenta à capa do 1º album)
    Roger Waters quando pretendeu lançar musicas dele (fora do contexto PF) fê-lo a SOLO. Gilmor deveria ter feito o mesmo (como veio também a fazer).
    Tem (DG) álbuns que ADORO. “On an Island” para mim é épico. Até será a meu ver mais PF (algumas musicas) que PF2.

    Compreeendo que por ““Delicate Sound Of Thunder” (1988), que é o álbum que me “vendeu” os Pink Floyd para a vida toda… ” tenhas uma “concepção” diferente de Pink Floyd.
    Começas-te pelo “sucedâneo” e depois torna-se difícil “gostar do original” (estou a escrever de forma metafórica). É perfeitamente natural que isso se passe.

    Pink Floyd foi “idealizado” pelo saudoso Syd. Juntou quem julgou “caber” no projecto.
    Gilmour entrou como convidado para dar uma “perninha” na “incapacidade” de Syd (psíquica devido a abusos…..) e foi uma excelente “aquisição”. Também pelo facto de DG ser bem mais “dotado” na viola que Syd.
    O projecto foi “andando” com altos e baixos até que chegaram a uma altura em que “esgotaram” o projecto e decidiram que era altura de por um ponto final (THe Final Cut). (alguns queriam deixar os concertos, outros experimentar outras coisas/projectos, e ainda também edições a solo.)
    Depois (especialmente DG) como não “vingou” nos projectos seguintes que abraçou….. resolveu voltar a mugir a vaca convidando o “único” que ainda lhe ligava. Chamaram depois o 3 que tinha sido antes do final “encostado”.

    Todos os que fizeram concertos a solo “usaram” musicas dos PF nos espectáculos. Por isso foram todos e não só o RW que “nunca largou o “osso””. Uns teriam mais “legitimidade” (autoria) do que outros.
    RW já editou bem mais álbum de originais a solo que o DG, portanto isso de andar a viver do passado…..

    O que faziam bem (a meu ver) era juntarem-se para uma digressão (os possíveis) mundial.
    Dessa mesma digressão poderia (seria óptimo) sair inspiração para mais algo original dentro do espirito PF (inovações sonoras e experimentação mas já com “maturidade” que ganharam com a vida).
    Gostei da “aproximação” que existiu no Live 8. Podiam começar por aí e agora continuar.

    :)

  • 21
    com Safari 5.0 Safari 5.0 em Mac OS X 10.5.8 Mac OS X 10.5.8
    20 de Julho de 2010 - 14:16 | Link permamente

    Sim é verdade. Sei disso tudo também…
    Gosto dos originais, não te enganes.

    Há uma coisa, que não sei quantificar: já ouvi talvez “centenas” de vezes cada álbum deles. E algumas faixas, isoladas, foram escutadas “milhares” de vezes. A pontos de já ter um certo nível de enjoo de tanto as conhecer (que é bem diferente de não gostar de as ouvir) e por vezes apreciar mais as variantes que existam ou até mesmo ficar em êxtase com uma qualquer raridade (muitas das vezes bem inferiores ao material oficial mas são relativas novidades).

    A “Confortably Numb” original, é tão diferente das versões live de Gilmour, o video deste artigo, que pouco dá para comparar. No original existe um tom psicótico resignado simultãneamente terno e triste, que não se vislumbra nas live do Gilmour com e sem a máquina Pink (e nem nas live de Waters – que mete uns coros questionáveis para mim).

    Sim Waters tem mais álbuns a solo. Gosto do “Pros and Cons of…” e idolatro o “Amused to Death” (o primeiro CD desta malta que comprei e ainda nem sequer tinha nenhum dos Pink Floyd – só cassetes mas já explicarei melhor)

    Sim, comecei a apreciar a banda pelo tal “sucedâneo” do imaginário Pink Floyd revisto sobre a visão de Gilmour e Cia. Devo te dizer que foi talvez o melhor começo para quem chega ainda com musica pop/rock/dance/hip-hop na bagagem de gostos pessoais. Era jovem sim mas já conhecia muita coisa deles mas não álbuns inteiros.

    Já tinha ouvido falar muito deles e até visto na TV clips que passavam na RTP. Mas o momento da marca forte deu-se quando passou na TV o concerto gratuito que passou em todas as TVs do mundo. Eles vestidos de fato a fazerem todo aquele som imponente e invulgar (do que ouvia). Daí, quando escutei o disco das lãmpadas (que só pela capa já era intrigante), reconheci muita coisa com o mesmo som dado na TV. Apartir do “das lâmpadas” foi sempre a “afundar” na obra completa, resgatando todos os discos (vinyl) de familiares e amigos, que tinham alguma coisa (até ter a minha própria colecção).

    Curiosamente, o primeiro que apanhei foi o “A Nice Pair”, que era uma colectânea em jeito de pack que continha os dois primeiros álbuns dos Pink Floyd (portanto da era Syd Barret).
    A seguir a este chegou o The Dark Side Of The Moon e o The Final Cut. Já andava preocupado na altura pois nunca mais aparecia um que tivesse a original de “Another brick In the wall pt2″ e a “Confortably Numb”. Acabei por o apanhar, o marcante “The Wall” juntamente com o “Animals” (ainda hoje um dos que mais adoro ouvir). Tinha tudo gravadinho em cassetes!
    Isto foi na altura em que surgiu o célebre concerto da queda do muro de Berlim…

    Depois foi chegando o resto que ia gravando e arranjei o meu primeiro CD desta gente, o “Amused to death” do R. Waters (na altura um deus)… e anos depois, duma só vez comprei (depois de andar tempos a juntar a massa) a caixa “Shine On” mais o “Ummagumma”, “More”, “Delicate…” e o “Atom Heart Mother”. Recordo-me que o tipo da Valentim Carvalho (Porto), olhava sempre desconfiado para mim, com uns 17 anos de mochila ás costas e o capacete da DT50 enfiado no braço, com receio que fugisse com alguma coisa.
    Nunca me arrependi de ter ficado sem a massa toda… foram dias seguidos de êxtase floydiano!

    Pouco tempo depois, a maior surpresa que se pode dar a um fã vinha no JN: os Pink Floyd iriam lançar um novo álbum e dariam uma tournée mundial que passaria em Portugal. Que caraças! Foi contar os dias mesmo!
    E mais não digo… já chega de histórias do passado.

    Gostava de “ouvir” outros relatos teus, do Marco (que já muitas vezes abordou estas “origens” – nunca mais esqueci a das traseiras do colégio) e de outros comentadores. É sempre curioso conhecer como outros embarcaram na “máquina”.

    Marco, desculpa lá todas estas histórias, talvez mesmo despropositadas, aqui no teu espaço. Falo demais…
    (Humm… bem aproveitadinho isto tudo, ainda serviria para um belo artigo no Ecos…)

  • 22
    com Safari 4.0.5 Safari 4.0.5 em Mac OS X 10.4.11 Mac OS X 10.4.11
    20 de Julho de 2010 - 15:18 | Link permamente

    Talvez pela idade (uns 7 ou 8 anos) , comecei por gravar umas k7s de LPs emprestados, um pouco antes to The Wall.
    Quando foi lançado o “muro” “tive” de escolher. Ou gelados no Verão ou “aguar” e passar o Verão a poupar. Perdeu a Olá.
    Depois dessa compra, fui aos poucos comprando os anteriores até ter a colecção completa de LPs deles. (Mais “abdicações”, pois a semanada era a única fonte de rendimento).
    Um pouco mais tarde já trabalhava nas férias para poder ter o “melhor dos dois mundos”, LPs e gelados. (rico tempo em que as “preocupações” eram poucas).
    Já a solo, comprei o 1º do RW (The Pros and Cons of Hitch Hiking) que teve um “acidente”. Deixei-o um pouco no carro do meu pai ao sol…….. Resultado, as 2 primeiras músicas não se conseguiam reproduzir pois saltava a agulha devido ao alto formado na borda do vínil.
    Não “conformado” resolvi tentar “reparar” o vínil. Dois bancos de cozinha (de tampo redondo) um em cima do outro virados tampo contra tampo com o LP no meio. Deixei o “reparador” ao sol e assim consegui “recuperar” parte do malfadado. Apenas a 1º musica necessitava de uma moeda em cima da cabeça do pick-up para não saltar. Ainda toca.
    O “Radio KAOS” nunca “caberia” num conceito PF e pessoalmente tenho a impressão de que seria um “projecto” antigo de RW que só pôde “ver luz” a solo. É muito diferente mas gosto do conceito e acaba por ser uma audição agradável. Para mim “On the Turnig away” é uma tentativa de “resposta” à musica de RW “The Tide Is Turning ” que considero a melhor do álbum.
    O Amused to Death “conheci” no aeroporto de Amsterdão em saldo. Era uma altura que “interessava-me” mais por outras coisas e nem tinha tido conhecimento do seu lançamento.
    Já o “Ça Ira” mandei vir pela CDGO, visto a versão completa não encontrar à venda em PT.
    Entretanto fui também comprando DG a solo e como já referi, considero o On an Island como o melhor dele.
    Já em CD (julgo que) apenas comprei dos PF o DSOTM em versão SACD. Tendo a “colecção” em vínil……..
    Videos (filmes) deles julgo ter tudo o que foi cá editado e alguns (poucos) importados. Também alguns filmes de Syd Barrett e Roger Waters.

    (realmente fica um testamento de comentários, sorry Marco)

  • 23
    com Safari 5.0 Safari 5.0 em Mac OS X 10.5.8 Mac OS X 10.5.8
    20 de Julho de 2010 - 15:47 | Link permamente

    É também um belíssimo testemunho Kincas.
    Well done!

  • 24
    com Namoroka 3.6.8pre Namoroka 3.6.8pre em Windows 7 Windows 7
    20 de Julho de 2010 - 16:47 | Link permamente

    Não se preocupem com testamentos, estou a adorar ler, venham mais experiências com os Floyd. :D

  • 25
    Eph
    com Firefox 3.6.6 Firefox 3.6.6 em Windows Vista Windows Vista
    20 de Julho de 2010 - 17:45 | Link permamente

    Eu cá não sou do tempo deles. Mas adoro provocar quem é, dizendo que adoro o Division Bell. É o que mais oiço, pois é o único que não me consigo fartar. Não conheço a fundo as primeiras fases, mas conheço o essencial. Esse essencial é muito, muito bom, mas enche.

    Daí que vai não vai, lá ponho o DB a tocar. Acho que é a única maneira de apanhar uma moca saudável. Nem é preciso alcool ou drogas lolol.

    DG e a sua guitarra. Tudo o resto é secundário.

    • 26
      com Namoroka 3.6.8pre Namoroka 3.6.8pre em Windows 7 Windows 7
      20 de Julho de 2010 - 18:11 | Link permamente

      Eu cá não sou do tempo deles

      És sim, que o tempo deles ainda não acabou. ;)

  • 27
    com Safari 4.0.5 Safari 4.0.5 em Mac OS X 10.4.11 Mac OS X 10.4.11
    20 de Julho de 2010 - 18:04 | Link permamente

    To Eph

    ehehehe
    Se é para apanhar “moca” musical de PF terás de ir repescar os velhinhos.
    Dos tempos em que eles é que a tinham.

    :p

    Meddle (por ex.)
    Ou A Saucerful of Secrets (com o Syd no seu “estado normal”).

  • 28
    Sérgio Ramos
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    20 de Julho de 2010 - 18:17 | Link permamente

    @Marco

    Por acaso, não concordo muito com isso. Eu não sou do tempo dos Pink Floyd, e se alguém de disser que sou, eu desminto.

    Da mesma maneira que se me aparecer um moço com uns 13/14 anos a dizer que é do tempo dos (por exempo) Linda Martini – que eu gosto muito – eu discordo dele. Na minha opinião, ser do tempo é viver o momento em que as coisas acontecem, viver a evolução da banda em tempo real. Um verdadeiro fã que viva a banda em tempo real, tem uma percepção do impacto e da música e da dimensão da banda um pouco diferente de quem não o faz em tempo real.

    Se é que me faço entender :)

  • 29
    com Safari 4.0.5 Safari 4.0.5 em Mac OS X 10.4.11 Mac OS X 10.4.11
    20 de Julho de 2010 - 18:31 | Link permamente

    To Sérgio.

    Sou também dessa opinião.
    Nem eu me considero do tempo deles, pois são anteriores a eu nascer.
    Ou seja, considero-os de geração anterior à minha (tal como os Doors ou os RS)
    (será para me sentir mais novo :p )

    E por falar em The Doors, não acho “piada” nenhuma ao que fizeram ao “reanimá-los”.
    Tiveram o seu tempo, agora há que recordar.

  • 30
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    20 de Julho de 2010 - 18:44 | Link permamente

    Eu não sou do tempo TODO dos Pink Floyd mas vá lá sou sim da fase Gilmour pois acompanhei desde os tempos do material do “Momentary Lapse of Reason” e ainda esperei a chegada do “Division Bell”, fui ao concerto dado aqui em Portugal e de tudo o que lançaram nesta fase, incluindo os discos a solos deles todos na década de 90 e posterior.
    Agora da fase antes disso não mas gosto de tudo o que fizeram na mesma.

  • 31
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    20 de Julho de 2010 - 21:22 | Link permamente

    Um verdadeiro fã que viva a banda em tempo real, tem uma percepção do impacto e da música e da dimensão da banda um pouco diferente de quem não o faz em tempo real.

    @Sérgio Ramos
    Permita-me discordar. A dimensão que se tem na altura não é nada semelhante a percepção da repercussão de um determinado acontecimento. Por acaso sou contemporâneo dos Pink Floyd, tenho 50. Comprava os discos deles, desde o Ummagumma por curiosidade (adorava o som do gajo correndo atrás de um mosquito, eu tinha 9 anos). Depois vieram Atom Heart Mother (que uma das músicas foi genérico do jornal das 20 hs da TV Globo, no Brasil, durante anos e ouvia aquilo diariamente) e o Meddle, que com a fabulosa Echos, me apaixonou. O The Dark Side of the Moon um amigo trouxe-me em fita K7 de Londres, acabadinho de sair e eu ouvia aquilo vezes seguidas, cerca de um ano antes de ser lançado no Brasil. E mais e mais e mais. Só que na época, hoje tenho a certeza, ouvia aquilo como mais uma grande música de um conjunto de grandes artistas que saíram do pressão mercadológica chamada Beatles com uma proposta musical muito mais rica, em termos de erudição, para conseguir ganhar algum espaço no mercado. Enquadram-se neste grupo de bandas o Cream, Black Sabbath, Grand Funk, Ten Years After, Uriah Heap, Genesis, Yes, Premiata Forneria Marconi, Druid, Flash, Curved Air, Focus, Gentle Giant e, até mesmo, Deep Purple, etc, etc, etc.

    Só que na altura não tínhamos a menor noção que estávamos a participar de um dos principais movimentos musicais de toda a História. Víamos aquilo como comum. Era a música que ouvíamos diariamente. Em alguns casos, como no The Dark Side… Time e Money tocavam mesmo nas rádios populares, tipo RFM hoje aqui em Portugal, sendo isto um feito que deste tipo de grupo só tinha sido alcançado pela Roundabout do Yes.

    Não imaginávamos que estávamos nos ouvidos com os clássicos do futuro, noção esta que só atingimos quando lá chegamos. Hoje olha-se para o Pink Floyd como um clássico do século passado, mas na época era underground demais para ser ouvido. Somente com o The Dark Side… é que deixou de ser uma banda obscura. Um dos melhores discos deles, e que infelizmente poucas pessoas conhecem, foi a trilha sonora do filme More, que era por si só underground. De lá pra cá é que se transformou no que hoje ele é, e isto, reconhecimento, demanda tempo.

    Se ainda é tempo de Pink Floyd, sem dúvida. O tempo de uma banda não se esgota em sua atuação, mas, e principalmente, no alcance de sua influência e, neste sentido, ainda é tempo da música dos anos 70, da qual a música que vem a seguir é, em grande parte, influenciada. Sobretudo pelos próprios Beatles. De uma certa forma todos as baladas pop que se ouve até hoje são por eles influenciadas. E é inegável que ainda vivemos numa era dos Beatles.

    Não conheço uma criança, que ouça música, que não os conheça também, que não utilize os cabelos como eles utilizavam. Não conheço nem um adulto que não tire proveito de toda a liberdade conquistada pelos descendentes deste movimento fabuloso chamado Rock’n Roll que teve sua Meca em Woodstook, onde nós (e tenho orgulho em dizer isto desta forma) modificamos completamente o mundo que que vocês vivem hoje, para uma coisa muito melhor do que era antes, sem dúvida. E fomos carregados ao som do Rock. A dimensão Histórica disto… só tenho agora e você vive sim esta era. Não há como fugir disto, queira você ou não.

  • 32
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    20 de Julho de 2010 - 21:30 | Link permamente

    Um pouco de História viva. Atenção para o que o John Anderson diz sobre fazer o tipo de música que eles faziam na época.

    Esta é a essência do Rock e está viva e atual até hoje, cerca de 40 anos depois.

    PS: Um fabuloso livro sobre este assunto chama-se História e Verdade, do Adam Schaff. Ele faz com a Revolução Francesa exactamente esta abordagem que estou a fazer aqui quanto ao Rock e a noção do presente e a diferença que isto faz no futuro.

  • 33
    Sérgio Ramos
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    21 de Julho de 2010 - 01:40 | Link permamente

    Caro Eduardo,

    Da forma como coloca a questão, faz todo o sentido, mas veja outros exemplos onde o tempo em que se ouve/vive o fenómeno influencia.

    A música é intemporal, mas as premissas em que se alicerçam aqueles que a constroem são temporais.

    Eu vou ser sacrificado pelo que vou dizer, mas espero que o entendam desta perspectiva. Vejamos o caso dos Nirvana. Se formos crus no ouvido, percebemos que Nirvana não é genial, não é brilhante. Mas se enquadrarmos os Nirvana na época em que surgiram e fizeram música, e todo o contexto social que os envolvia, já faz todo o sentido. Já é boa música e já é brilhante contextualizando naquele espaço de tempo, dentro daquele contexto social e histórico.

    Eu não sou do tempo deles, nasci em 89, e por isso não experienciei ao máximo aquilo que os Nirvana representavam. Mas alguém que tivesse nascido, por exemplo, 10 anos antes de mim e tivesse tido ‘contacto’ com a música dos Nirvana terá sensoriado tudo aquilo de uma forma completamente diferente.

    Isto não impede a minha geração e as gerações vindouras de experienciar Nirvana e de gostar muito de Nirvana, mas a experiência é e será sempre diferente daqueles que ‘viveram’ os Nirvana.

    O mesmo exemplo se poderia aplicar aos Ornatos Violeta. Eu adoro Ornatos, mas só os conheci depois de já terem acabado. Por muito que ouça os Ornatos e que a musica deles me toque, nunca será a mesma experiencia daqueles que viveram os Ornatos em tempo real, inseridos num contexto histórico e social.

    Estamos a desviar-nos um pouco do tema principal e por isso peço desculpa ao Marco, mas espero que tenham percebido o porque de ter dito que os Pink Floyd não são do meu tempo e de não concordar com o Marco quando diz que sim :)

    Mas volto a frisar que percebo perfeitamente a perspectiva em que coloca a temática, e aceito totalmente os seus argumentos dentro dessa perspectiva. Apenas estou a dar uma perspectiva ligeiramente diferente, que também me parece viável :)

  • 34
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    21 de Julho de 2010 - 11:36 | Link permamente

    @Sérgio Ramos

    Pois… Nirvana… um só disco bom e “nevermind”… um mega-sucesso, obra de uma estratégia de marketing e nada mais. O gajo que diga que Nirvana foi genial anda distraído. Mas o que falo é da influência na música e, o que é mais fascinante, na influência direta da arte musical na vida e nas ideias das pessoas.

    Nirvana, uma banda marginal de um selo marginal (o excelente SubPop Records) a única influência que causou no mundo da música foi mesmo a do Kurt Cobain sobre o Michael Hutchence (INXS). De resto, na época já existiam bandas bem melhores (musicalmente) e influentes (em termos de longevidade e criação de uma arte original tais como REM, Green Day, Alice In the Chains ou Pear Jam, por exemplo), mas que conseguiu acertar num sucesso estrondoso com a Smells Like Teen Spirits, que fala (num nonsense característico do psicodelismo) do espírito de uma juventude em tudo criada, lá está, nos anos 70. Afinal o espírito daquela juventude ainda cheirava a lama de 1969.

    Acho mesmo que o melhor exemplo desta época é o Oasis, banda cover dos Beatles sem nunca ter tocado uma música deles. Sem aqueles gajos de Liverpool, os de Manchester nada poderiam fazer.

    Precisamos ser menos levianos ao falar em génios. Bach foi um génio, Mozart também o foi. Mas percebe-se sempre a motivação. A do Bach não me lembro agora, a do Mozart era de um outro compositor italiano contemporâneo. Da mesma forma existe genialidade dentro dos grupos, como foi a proporcionada pela a espetacular disputa entre Lennon e MacCartney inatingível por ambos fora daquele contexto, ou a dos egos de Jon Anderson, Chris Squire, Rick Wakeman e Steve Howe, todos génios enquanto tentavam provar que um era melhor que o outro (ouça o Fragile para compreender do que estou a falar). O que aconteceu, sem dúvida dentro do Pink Floyd entre Roger Waters e David Gilmort ( http://www.nme.com/news/pink-floyd/52076 ).

    Tem inclusive uns palhaços que apesar de fazerem uma música assim assim, até conseguem por vezes acertar em alguma coisa de tanto tentar e copiar os outros. :mrgreen:

    Enfim… a influência na música, e na arte em geral, surge com a originalidade, com a capacidade do artista em criar coisas novas e que depois é adaptada, copiada, revista, por outros artista dentro da mesma linguagem, e não só, e deixa marcas indeléveis nas gerações futuras. Os Nirvana … o que fizeram neste sentido? Muito pouco.

    Toda uma geração dos anos 80/90/00, com raríssimas exceções (e estou a pensar no Radiohead ou no Massive Attack, entre poucos outros), pouca coisa fez pela arte musical para além de vender plástico prateado, coisa que de tão estúpida tinha mesmo que ter o destino que teve. Fizeram menos pela arte ou pela nossa civilização ocidental do que Jimmy Hendrix fez em 5 minutos ao solar o hino dos EUA misturado com o som de bombas, destruição e marcha fúnebre, no dia 17/08/1969 em Woodstook. Saíram dali cerca de meio milhão de “apóstolos” que levaram uma mensagem revolucionária que influenciou, inclusive e até mesmo, o 1975 em Portugal.

    É desta influência que estou a falar. Que de uma forma definitiva se verificou em The Wall por exemplo, e você tirou, e tira, proveitos diretos disso. É a arte a nosso serviço enquanto instrumento político e social. Neste sentido, Nirvana nem sequer existiu, nunca, nem na época nem agora.

  • 35
    The end of times
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    21 de Julho de 2010 - 16:18 | Link permamente

    Melhor que esta só – talvez – wish you were here. Perdi as vezes que ouvi os cds destes gajos.

  • 36
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    21 de Julho de 2010 - 17:05 | Link permamente

    To Edgard Costa

    Talvez “influência” que fala de Bach seja do pai (também excelente compositor) e de Mosart o Antonio Salieri.
    Se é que se pode chamar “influência” a “mestres” que “seguiram”.

    :D

  • 37
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    21 de Julho de 2010 - 17:31 | Link permamente

    De Pink Floyd a Nirvana… isto está a ficar uma discussão interessante.
    Uma odisseia musical com argumentos de diferentes gerações, inesperada e rica em contributos.

    Eu sou dos que despertou o interesse musical nos anos 80, ainda era puto e gostava do que hoje vemos como pop dos anos 80 (o neo-romantismo, o hard-rock… as baladas, etc).

    Os anos 90 foram mais fortes e interessantes em termos das novas abordagens ao rock e à electrónica, mas já nas franjas do mainstream. Teve coisas muito boas e interessantes, onde se fez uma outra coisa: se os antigos estiveram anos a apurar a configuração da musica dos nossos dias, as gerações seguintes depuraram tudo ainda mais. No fundo, serviram-se duma base já estabelecida e transformaram-na. Para o pior e para o melhor, como em tudo na vida.

    Nirvana na realidade não fizeram musicalmente nada de tão extraordinário assim mas fizeram com uma desarmante simplicidade música directa e significativa para uma geração algo perdida já de valores e referências (e continua ainda mais gravemente). A genialidade por vezes pode ser atingida por processos simplórios. Cobain usava apenas meia dúzia de acordes por canção a sair da sua guitarra mas ele tinha sentido de melodioso e isto sem instalações cerebrais complexas. Era tudo simples, cru e directo. Um perfeito contraste com o rock e hard-rock de finais de 80 (de fartas cabeleiras na altura) que já enjoavam de tanta pretensão.
    A música provoca vários estímulos. As grandes bandas provocam grandes estímulos em quem as ouve. Umas proporcionavam o perfeito deleite. Os Nirvana mal se gostava da obra incitava de imediato a tocar guitarra ao estilo garagem. Não é á toa que depois dele foi uma avalanche de bandas de garagem a praticar grunge e punk. Todas a extrair som com poucos acordes e muitos berros, nas doses exactas para o estilo MTV.

    Depois veio a onda do neo-psicadelismo, encabeçada com maior destaque pelos Radiohead, por culpa do “OK Cumputer” mas nesse mesmo ano, 1997, há uma outra obra ainda mais ousada e que gosto mais (o “Ladies and gentlemen…” dos Spiritualized).
    http://armpauloferreira.blogspot.com/2008/10/msica-da-semana-spiritualized-ladies.html

    O impacto dos Radiohead, inspirou a criação de várias bandas novas rock a practicar uns vocalizados “mugidos sofridos” pop (mostraram que não entrosaram bem a área toda dos Radiohead). E não esquecer o nu-metal, pós-grunge, que ainda deu nova vida ao som pesado.

    http://armpauloferreira.blogspot.com/2008/11/breves-pensamentos-sobre-musica-dos.html

    Este é um mero “retrato” que tiro da segunda metade dos anos 90, sucedâneos na arte de criar efeitos e não grandes feitos artísticos. Os anos 2000, são muito acelerados para algo novo ser devidamente bem estabelecido, pois novas cenas nascem logo a seguir e nos fazem perder o foco. Não será á toa que é dificil destacar grandes obras da década que passou. É tudo efémero ou modas de passagem.

    Mas esta é uma “conversa” que em nada belisca a obra dos Pink Floyd, que será eterna.

  • 38
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    21 de Julho de 2010 - 18:00 | Link permamente

    Mas esta é uma “conversa” que em nada belisca a obra dos Pink Floyd, que será eterna.

    No fundo, acredito que seja isto que estejamos todos a defender: a natureza eterna e atemporal de algumas canções, nas quais o Pink Floyd foi profícuo na criação delas, em contraste com a “fast-music”, do qual as Spice Girls, acredito, sejam o maior exemplo. Tiveram tratamento de celebridade, com direito a filme e tudo mais. Onde estão? Spice o que?

  • 39
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    21 de Julho de 2010 - 18:03 | Link permamente

    @kincas

    Isso, isso. :D

  • 40
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    21 de Julho de 2010 - 19:26 | Link permamente

    E a música também é sonho, imaginação:

    http://vimeo.com/13436766

  • 41
    The end of times
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    21 de Julho de 2010 - 21:06 | Link permamente

    Nirvana, Pearl Jam, Temple of the dog, Stone Temple Pilots, Alice in Chains… Surgem em meados de 1991, 1992 (pelo menos comprei o Ten em 1992). Digam o que disserem, o grunge surge como o movimento musical de maior relevância nos finais do século XX. Seattle era um tubinho de ensaios.

    Em relação à imortalidade de certas bandas penso que existem vários factores que favoreceram a mesma: para já antigamente, nós OUVÍAMOS COM OUVIDOS DE GENTE toda a música que consumíamos. Não existia mp3. Era o vinil. As cassetes. Lembro-me que tinha dois álbuns que ouvi pelo menos 50 ou 60 vezes, em duas cassetes BASF de 90 minutos (cromodyoxide): Simple Minds – Live in the City of Light. Pink Floyd: Dark side of the moon. Penso que a internet matou a música. Pelo menos em referência ao misticismo criado em torno de muitas bandas. Hoje em dia a música é para se consumir. Não para se ouvir.

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